_________________________________________________________________________________
(Retirado do livro escrito por Eva-Maria Kolmann, ‘OBRIGADO, PADRE WERENFRIED!")
O P. Werenfried van Straaten nasceu num já longínquo dia 13 de Janeiro de 1913, há já 99 anos.
Em 1947, nos escombros da II Guerra Mundial, o mundo olhava com indiferença, e talvez até com algum desdém, para a sorte miserável dos 14 milhões de refugiados alemãs, muitos deles católicos, perdidos entre ruínas, “sem lugar na estalagem”, como então afirmou, num artigo de jornal destinado a sensibilizar a consciência dos seus concidadãos.
Na verdade, para o resto da Europa, aqueles homens e mulheres eram ainda o rosto odiado do inimigo. Para o padre Werenfried, porém, eram apenas seres humanos perdidos, cheios de frio e de fome, sem casa nem família. Sem futuro. Era preciso ajudar.
Naquele tempo tudo faltava em todo o lado. O dinheiro pouco valia, mas o padre Werenfried foi conseguindo, aos poucos, o milagre da reconciliação, mobilizando multidões para a sorte desgraçada daqueles alemães. E foram dando o que tinham. Principalmente a pouca comida que ainda lhes sobrava, ou que aceitavam dividir com os mais desafortunados: e assim, aos poucos, o padre Werenfried foi sendo rebaptizado como o padre Toucinho. Estava criada a Fundação AIS.
O apoio aos alemães perseguidos transformou-se, pouco tempo depois, no auxílio às pessoas perseguidas por causa da sua fé na Europa de Leste, compromisso que, hoje em dia, é dirigido aos cristãos de todo o mundo.
Hoje, a Fundação AIS tem 17 secretariados – um deles é o de Portugal – e todos os anos financia cerca de oito mil projectos relacionados com o trabalho pastoral da Igreja em todo o mundo. Além disso, preocupa-se em apoiar os cristãos sempre que forem vítimas da intolerância e perseguição religiosa.
Esta é a nossa missão. É para isto que trabalhamos, é pelos cristãos perseguidos que pedimos a vossa ajuda.
Não há melhor maneira de recordarmos o padre Werenfried van Straaten do que o escutarmos numa das suas orações. Uma oração que diz bem da grandeza do seu coração apaixonado por Cristo, e que nos interpela fortemente. Uma oração onde sobressai, também, a sua paixão pela Mãe de Deus, por Nossa Senhora de Fátima:
“Rezem pelos pecadores, pelos fracos, pelos infiéis, pelos falsos profetas, pelos assassinos. Escolham um. Façam pontaria sobre um deles. Bombardeiem-no com oração e amor. Supliquem a Deus dia e noite para que, pela intercessão de Maria, esse protegido possa converter-se e viver.”