background image

Somos abençoados
por Si

Por estar presente nas nossas vidas

Obrigado!

Orar // Sementes de Esperança // Meditação - MARÇO

FOLHA DE ORAÇÃO

PRODUTO MENSAL

PROJECTO MENSAL Receba em sua casa, por correio e gratuitamente, esta Folha de Oração!


 

INTENÇÃO NACIONAL

 

 

Neste centenário das Aparições, sejam os Cristãos como os Pastorinhos, disponíveis para se oferecerem a Deus para que o Seu Amor reine em todos os corações.


 

"As consequências da consequências da indiferença"

 

No dia 11 de Fevereiro é assinalada na liturgia a memória de Nossa Senhora de Lourdes. É também o dia mundial do doente, e em muitas paróquias, se não mesmo em todas, celebra-se o sacramento da Unção dos Doentes, que traz o conforto a quem sofre para que viva em paz todas as saídas possíveis da doença. Mas para Portugal é um dia triste, porque foi nesse dia que há dez anos os Portugueses foram convidados a pronunciarem-se sobre a despenalização do aborto, e 54,4% da população absteve-se, indiferente a um tema tão vital. E porque esta percentagem tão elevada encolheu os ombros como se o tema não lhe dissesse respeito, a aprovação da lei fez com que, dez anos depois, já sejam 160 mil as crianças que não deixaram nascer. Esta indiferença deixa a Igreja muito triste e ela faz sua a voz do profeta que dizia: “Ouviu-se uma voz em Ramá, uma lamentação e um grande pranto: É Raquel que chora os seus filhos e não quer ser consolada, porque já não existem” (Jr 31,15; Mt 2,18).

Não deixamos nascer aqueles que seriam a esperança e conforto dos pais e da sociedade; os santos e os heróis que contribuiriam para a renovação da Igreja e da sociedade segundo o direito e a justiça; deixámos de ser colaboradores de Deus na obra da criação, para sermos cúmplices da civilização e da cultura da morte. Por isso é que a nossa sociedade está triste, doente e deprimida. Que sentido tem então dizer-se que a legalização do aborto pode ter contribuído para melhores condições na saúde pública?

Onde estão os católicos, os cristãos e os homens de boa vontade, dado que aqui o que está em jogo não é uma questão religiosa, mas sim um problema humano, transversal a todos os credos e opiniões? Onde está o distintivo dos Cristãos que marca a diferença, como no passado e no presente, naqueles que tomam a sério a sua fé? Que medo é esse perante o dom da vida, seja qual for a condição da sua geração, se um filho, desejado ou não, é antes de mais um dom de Deus, que não faz mal à saúde da mãe nem à bolsa do pai? Na antiguidade, como hoje, os Cristãos hão-de distinguir-se dos outros pelo seu testemunho de vida, pela coerência entre a palava que se dá e a fé que se professa. Segundo um texto antigo, a carta a Diogneto, o que distinguia os Cristãos, chamados a ser no mundo o que a alma é no corpo, ou, na linguagem de Jesus, sal da terra e luz do mundo, eram três coisas: não praticavam o aborto, não expunham os recém-nascidos e tinham tudo em comum, menos a cama, ou seja, não praticavam relações imorais. Tertuliano, por sua vez, era testemunha da reacção dos pagãos perante a força dos Cristãos no martírio por causa da fé e o amor fraterno: “vede como se amam”!

Assim foi no passado, assim é ainda hoje e assim há-de ser no futuro: são aqueles que acreditam e servem a vida que têm futuro, mesmo se isso passa pelo sofrimento, e pela incompreensão e perseguição do mundo. Em Fátima Nossa Senhora disse aos Pastorinhos: “Quereis oferecer-vos a Deus?... Sim, queremos, responderam as crianças. Tereis muito que sofrer, confirmou Nossa Senhora, mas a graça de Deus será o vosso conforto”. Noutra ocasião disse a Lúcia: “Sofres muito? Não temas, o meu Coração Imaculado será o teu conforto e o caminho que te conduzirá a Deus”.

Assim sejamos nós: disponíveis para nos oferecermos a Deus, para a construção de um mundo à imagem do Seu divino Coração. Pois, também a respeito de cada um de nós, Ele tem desígnios de misericórdia, como o Anjo recordava aos Pastorinhos. Não tenhamos medo de estar à altura de corresponder a tão elevada vocação e missão.

 

 
 

Pe. José Jacinto de Farias, scj

Assistente Espiritual da Fundação AIS

Mês:
 

TESTEMUNHO IMPERDÍVEL | A Igreja perseguida na China


30-03-2017

catalogo