Os sacerdotes de todo o mundo querem aprofundar a sua vocação durante este ano sacerdotal proclamado pelo Papa Bento XVI. Há muitas iniciativas preciosas cujo fim é pôr ainda mais em prática a divisa do ano sacerdotal “Fidelidade de Cristo, fidelidade do padre”.
A Conferência Episcopal do Malawi também se quis integrar e elaborou um programa no qual 240 sacerdotes do país devem participar – sobretudo os que trabalham na formação de seminaristas ou na formação contínua de sacerdotes já ordenados. Para além disso, é também necessário reforçar o apostolado das novas vocações sacerdotais. Mas este país do Sudeste de África faz parte dos países mais pobres da terra. Foi por isso que a Conferência Episcopal do Malawi, confiadamente, nos contactou. Os bispos escrevem: “Acreditamos que o renovamento espiritual é muito importante para cada um de nós, porque só os padres que rezam permanecem fiéis. (…) Em conformidade com o que fazia Jean-Marie Vianney, que curava as almas através do amor à Eucaristia e à confissão, este ano tem como objectivo que os padres envolvam em amor esta missão angélica perdoando os pecados dos filhos de Deus”. A Igreja do Malawi debate-se com numerosos desafios: é um dos países da terra mais atingidos pela SIDA. A epidemia deixa atrás de si uma enorme quantidade de órfãos de quem a Igreja tem que tomar conta. E há muitas crianças no Malawi: mais de 15% da população tem menos de 14 anos. Há uma necessidade urgente de bons pastores e os sacerdotes devem ser fortes. Um padre do Malawi declarou um dia, no decurso de uma conversa com a AIS que as pessoas esperavam “tudo” do padre – ajuda em todas as situações da vida, espiritual, pastoral e material. Ele é tudo para todos e deve dar tudo, mas, face à miséria, “tudo” é ainda muito pouco…
O programa para sacerdotes, que os deve ajudar a enfrentar os numerosos desafios, engloba a formação contínua pastoral e teológica, a reflexão, a oração e as celebrações litúrgicas em comum, bem como as reflexões práticas sobre a questão de saber como pode a Igreja encorajar as vocações no Malawi e garantir aos sacerdotes o seu sustento.
Quando o Papa proclamou o ano sacerdotal, a nossa Obra respondeu afirmativamente. Nesta ocasião, o Padre Joaquín Alliende, nosso presidente internacional, escreveu numa carta pessoal a Bento XVI: “Santo Padre, queremos estar convosco e com todos os padres do mundo neste Ano Sacerdotal e apoiar-vos com a nossa oração, a nossa vida e a nossa acção”. E explicou, então, porque era tão importante apoiar os sacerdotes: o nosso fundador, o Padre Werenfried, percebeu “que como obra de caridade pastoral, não podíamos, efectivamente, atenuar o sofrimento dos homens senão agindo em colaboração com os sacerdotes”. É por isso que a formação espiritual dos sacerdotes e a ajuda à pastoral sacerdotal em quase 140 países são, até ao momento, a prioridade da Obra –mais ainda durante este Ano Sacerdotal. Cumprimos a promessa que o nosso presidente fez ao Papa e também ajudamos os sacerdotes do Malawi, terra em que desejamos apoiar a preciosa iniciativa da Conferência Episcopal, com 13.000 €.
Foto: O P. Ignacio com órfãos vítimas da SIDA
Ref.: 135-01-79
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