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25-8-2010

BOLÍVIA: Apoio a um programa pastoral de reforço à evangelização na paróquia da Ressurreição em Trinidad


 

 

 

O Vicariato Apostólico de El Beni, situado na Amazónia boliviana, abrange 150.686 km2. No entanto, conta apenas com trinta paróquias, assistidas por cinco sacerdotes diocesanos e catorze sacerdotes regulares. Dos quase 190.000 habitantes, 154.000 são católicos, pelo que cada sacerdote se ocupa de uma média de 8.100 crentes.

Uma destas trinta paróquias é a da Ressurreição, no Sudoeste da cidade de Trinidad, a capital da região de El Beni e a sede do Vicariato Apostólico. Aí, os Jesuítas fundaram um centro de missão em 1686. A paróquia abrange mais de 30.000 km2. Dos seus 24.000 habitantes, 18.000 vivem na cidade de Trinidad e 6.000 nas zonas rurais.

A paróquia conta também com oitenta e oito comunidades de indígenas estabelecidas nas margens do rio Marmoré e seus afluentes. As distâncias da paróquia podem atingir entre 500 a 1000 km.

A maioria da população dos indígenas é muito pobre. As famílias, com entre oito a dez membros, vivem em cabanas de folhas de palmeira e adobe. Cultivam, de forma primitiva, yucas, bananas, melões, papaias, cacau, citrinos, arroz e feijões. A Igreja já introduziu em algumas povoações bombas de água, pequenas escolas, centros de saúde ambulatórios e comunicação por rádio, a fim de melhorar as condições de vida da população.

 

Mas a Paróquia da Ressurreição também pretende melhorar a vida religiosa dos seus fiéis. Sob a direcção do pároco, P. Maximilian Noé Valverde, também de ascendência indígena, prevê fortalecer os grupos indígenas católicos e a sua união com a Igreja e com a sua fé nas zonas rurais e, sobretudo, nas povoações indígenas. Para este fim, criou-se uma equipa cujos membros visitam as povoações de quinta-feira a Domingo. Como os sacerdotes raramente podem visitar estas comunidades, a maior parte da vida de Igreja é desenvolvida pelos fiéis. A ideia é orientar as pessoas para que vivam mais intensamente a fé e para que cresçam espiritualmente. Além disso, é importante torná-las conscientes de que, como filhas de Deus, são pessoas valiosas, e que a sua cultura é um grande tesouro, pois frequentemente sentem-se desvalorizadas e marginalizadas. O pároco Valverde explica-nos: “É muito importante que contribuamos para manter vivas as tradições, línguas, raízes, danças, a forma de louvar a Deus e outros costumes religiosas herdados das missões jesuítas (povoações indígenas erigidas nos tempos coloniais pelos Jesuítas na América Latina) dos Llanos de Moxos.”

 

Mas também está previsto fortalecer a vida espiritual na cidade. Para isso, pretende-se dar mais ênfase ao desempenho dos movimentos religiosos e dos grupos de oração. A ideia é criar grupos missionários constituídos por leigos que visitem as pessoas nas suas casas e possam falar com elas no seu ambiente.

 

Para poder pôr em prática este programa, a paróquia necessita de material: Bíblias, livros de cânticos, material para escrever e papel para fotocópias, mas também gasolina para chegar a estas povoações distantes. A algumas apenas se consegue aceder por água e também para o barco a motor é necessária gasolina. Por fim, é necessário alimentar os missionários leigos.

 

O programa tem a duração de três anos e nós prometemos apoiá-lo com 4.100 euros.

 

Foto: Este mapa revela a extensão da paróquia. As povoações indígenas situam-se nas margens dos rios.

Ref.: 211-01-49

 

O seu donativo irá financiar este ou outro projecto semelhante.


 






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Homenagem a P. Werenfried


17-01-2012

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