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27-8-2010

Paquistão: cristãos discriminados na distribuição de ajudas (FIDES)


Mais de 200 mil refugiados cristãos e 150 mil hindus no Sul da província paquistanesa do Punjab estão a ser excluídos das ajudas humanitárias e ainda aguardam uma assistência mínima para sobreviver.


O alarme é lançado pela Caritas e outras ONG's presentes na área, que confirmam a discriminação na distribuição das ajudas, com prejuízo para os refugiados pertencentes a minorias religiosas.


600 mil refugiados cristãos e hindus na província meridional de Sindh estão a sofrer a o mesmo tipo de abandono e exclusão, referem fontes da Fides, agência do Vaticano para o mundo missionário.


As ajudas, que nesta fase de emergência são insuficientes e administrada por funcionários do Governo próximos do extremismo islâmico ou a organizações humanitárias muçulmanas que fazem discriminação sistemática na distribuição.


"Os deslocados cristãos são muitas vezes ignorados. A sua sobrevivência está em grande risco", disse um voluntário local.


"Os cristãos deslocados são frequentemente ignorados: não são identificados e registados, propositadamente. De tal forma, são automaticamente excluídos de qualquer assistência médica ou alimentar, porque não existem", diz outra fonte da Fides.


Especialmente no sul do Punjab, estão activas diversas organizações extremistas islâmicas que estão a aproveitar a tragédia para atingir ainda mais as minorias religiosas.


Muitos destes grupos, ressalta a Fides, improvisaram "organizações caritativas" e registaram-se como ONG's locais, mas o seu trabalho consiste em eliminar os cristãos.



Nazir S. Bhatti, presidente do "Pakistan Christian Congress", disse num comunicado que "o ódio anticristão impede que a ajuda atinja muitas áreas", e pediu ao Governo "fundos específicos a serem destinados às minorias religiosas".


O presidente da Cáritas do Paquistão, o bispo Joseph Coutts, diz que é "é essencial prestar muita atenção às instituições que se escolhem para enviar fundos", refere a Agência Fides.


De acordo com o prelado, existem "falsas organizações não-governamentais" e associações ligadas a grupos integralistas islâmicos nascidas para "especular e apropriarem-se" dos donativos.


"Mesmo no mundo cristão multiplicam-se as organizações de caridade, sobretudo na área protestante", assinala o bispo de Faisalabad, região onde existem mais de 50 organismos ligados a Igrejas evangélicas.


Departamento de Informação da Fundação AIS/Fides - info@fundacao-ais.pt


 






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