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10-1-2012

Lisboa: Campanha a favor de Asia Bibi junta mulheres do mundo lusófono


A ideia de se enviar uma carta ao Presidente do Paquistão a pedir amnistia para Asia Bibi partiu de Manuela Eanes, ex-primeira-dama e presidente do Instituto de Apoio à Criança, e já reuniu diversos nomes sonantes de mulheres do mundo da lusofonia.

Até ao momento, já aderiram a esta iniciativa figuras como Graça Machel (mulher do mítico líder da África do Sul, Nelson Mandela), a presidente do Parlamento português, Assunção Esteves, Maria Eugénia Neto (mulher do primeiro Presidente angolano, Agostinho Neto), Adélcia Pires (mulher do ex-Presidente cabo-verdiano Pedro Pires), a ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, as ex-ministras Leonor Beleza e Manuela Ferreira Leite, ambas do Partido Social Democrata, assim como Ana Gomes, actualmente eurodeputada socialista.

A lista das assinaturas da missiva a favor de Asia Bibi inclui ainda os nomes da ex-ministra socialista Maria de Belém Roseira e ainda de Helena Roseta, Cândida Almeida e Esther Mucznik, entre outras.

Segundo o jornal diário “Público”, Manuela Eanes tomou esta decisão por ser “um dever cívico” e “porque os direitos humanos não têm fronteiras”. A presidente do Instituto de Apoio à Criança contactou, inclusivamente, a embaixadora do Paquistão no nosso país, Humaira Hasan, que lhe terá manifestado grande apreço pela sua iniciativa.

Actualmente, o estado de saúde de Asia Bibi é muito delicado, havendo informações que apontam para a necessidade urgente de intervenção médica para que a sua condição psicológica não fique irremediavelmente comprometida.

Recorde-se que, tal como a Fundação AIS tem vindo a denunciar constantemente, Asia Bibi está detida numa cela minúscula, sem instalações sanitárias, infestada por mosquitos, e, por questões de segurança, não pode de lá sair sequer para o pátio interior da cadeia. Ou seja, Asia Bibi - condenada à morte por ter bebido água de um poço reservado a muçulmanos e por ter alegadamente insultado o profeta Maomé - nem pode ver a luz do sol.

Toda a história dramática desta paquistanesa está contada no livro “Blasfémia”, da jornalista francesa Anne-Isabelle Tollet (editora Alêtheia), lançado em Setembro do ano passado em Lisboa e que teve também o apoio da Fundação AIS.

Departamento de Informação da Fundação AIS


 

OBSERVATÓRIO: Paquistão

 






comentarios
 
Nome:
António Manuel
Comentário:
Se nós, cidadaõs de países livres não nos mobilizamos, nem tomamos uma atitude, os próximos a serem condenados à morte, poderemos ser nós....
 
Nome:
julieta duarte
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estou solidária com essa mulher e não acho justa a maneira como estão a tratá.la.
 
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