Detalhe

9-7-2012

QUÉNIA: Ajuda para a formação de 48 seminaristas na diocese de Kitale


No século passado era muito raro haver sacerdotes nativos nas jovens Igrejas africanas. Simón Mpeke, conhecido como Baba Simon (em processo de beatificação) e nascido em 1906 nos Camarões, na sua juventude nem sequer sabia que um africano podia ser sacerdote.

Casualmente, ele e dois amigos leram numa revista uma reportagem sobre um sacerdote nativo e os três decidiram que também queriam ser sacerdotes. Desta forma, a Igreja do continente negro ganhou, na pessoa de Baba Simon, um sacerdote santo que o Santo Padre Bento XVI apontou, na sua primeira viagem a África (2009), como exemplo para os crentes.

Entretanto, os tempos mudaram e agora um de cada cinco futuros sacerdotes é africano. Enquanto entre 2002 e 2007, isto é, em cinco anos, se inauguraram, em África, 51 novos seminários para poder acolher, alimentar e promover as numerosas vocações, na Europa, no mesmo período, fecharam 51 seminários maiores. Actualmente, estes números aumentaram. Do continente africano chegam-nos notícias muito boas, mesmo que os meios de comunicação mostrem, frequentemente, um panorama negativo que não corresponde à realidade. A Igreja é muito dinâmica: 37% dos baptizados são adultos e dentro de 30 anos o número de cristãos terá duplicado. Inclusive, a África oferece ao mundo missionários: jovens africanos que levam o fogo da sua vocação a países onde a fé se está a extinguir.

Não obstante, em muitos lugares de África, há pucos sacerdotes para tantos crentes. Assim acontece também no Quénia, onde um quarto da população professa a fé católica. Neste país, cada sacerdote tem que acompanhar, em média, mais de 4.000 crentes. Daí que a formação de futuros sacerdotes seja primordial, porque “a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos” (Lc 10,2). Os quase 200.000 baptismos anuais no Quénia (80.000 de adultos) falam por si só. Há, certamente, numerosos catequistas que ajudam os sacerdotes, mas estes últimos continuam a ser muito poucos.

Com tudo isto, os seminários têm cada vez mais dificuldade no momento de cobrir os gastos, porque os preços disparam. Isto ocorre em todos os países africanos, mas a situação no Quénia é especialmente má. Além disso, a insegurança está muito difundida. Durante muito tempo, o Quénia foi considerado um país africano exemplar, mas os violentos distúrbios posteriores às eleições de 2008 ceifaram muitas vidas e deixaram claro que sob uma paz aparente havia muitos conflitos por solucionar. Por outro lado, o Quénia está a tornar-se no centro intelectual de África, porque conta com numerosas universidades e seminários, pelo que não é necessário enviar os futuros sacerdotes para o estrangeiro para que obtenham uma boa formação.
 

Actualmente, 48 jovens preparam-se, no Seminário Maior da Diocese de Kitale (no Quénia Ocidental), para um dia serem sacerdotes. Este ano, voltamos a apoiar a sua formação.

Apoie este projecto

O seu donativo irá financiar este ou outro projecto semelhante.



 

OBSERVATÓRIO: Quénia

 






*Sem Comentários
deixar comentario
Mês:
 

CONFERÊNCIA “Os Cristãos perseguidos no mundo” - Évora


24-05-2013

catalogo