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1-3-2017

ETIÓPIA: Uma capela numa das regiões mais remotas do país



A região de Benishangul-Gumuz situa-se na fronteira ocidental da Etiópia com o Sudão e é uma das mais pobres e menos desenvolvidas do país. Tem uma população de quase 990 mil habitantes, dos quais mais de um quinto pertencem ao grupo étnico Gumuz. Culturalmente, o povo Gumuz está mais próximo dos povos do Sudão do que de outros grupos étnicos da Etiópia. No fim do séc. XIX e até ao primeiro terço do séc. XX muitos Gumuz foram vítimas de mercadores de escravos.

A maioria dos Gumuz nunca teve contacto com a fé cristã ou apenas há muito pouco tempo. A sua religião tradicional tem muitos deuses diferentes, como o deus rio, a deusa terra, o deus sol, o deus árvore, o deus de uma determinada montanha e ainda muitos outros. Na realidade, não são deuses, mas espíritos ou forças. Acreditam muito na feitiçaria e praticam-se muitas superstições tradicionais que são causa de grande sofrimento. Por exemplo, uma mulher Gumuz grávida é forçada a deixar a sua aldeia e a ter o bebé sozinha na floresta, perto de um rio ou de um bosque. Ficam neste lugar remoto pelo menos durante três dias e, se acontecer alguma complicação, não há ninguém que as possa ajudar. Mas o povo está convencido que o sangue de um parto traz consigo uma maldição para a família.

Os padres e religiosos católicos que recentemente chegaram a esta região foram recebidos com muita alegria pelo povo, que é muito receptivo à Boa Nova do Evangelho. A sua vida diária tem melhorado porque os missionários trouxeram medicamentos e organizaram escolas para as crianças, mas também porque os têm ajudado a vencer tanto os sofrimentos físicos, como o medo dos espíritos e da bruxaria, e das várias tradições que os fazem sofrer tanto.

Os Missionários Combonianos estão a trabalhar na região há doze anos e estabeleceram duas missões até agora. Hoje, são quatro as comunidades católicas estabelecidas, mas ainda nenhuma tem capela. Então, os Padres Combonianos pediram ajuda à Fundação AIS para a construção de uma pequena capela numa das aldeias, para poderem celebrar a Santa Missa, dar catequese e orientar outras orações e rituais litúrgicos. Até agora, tudo se faz ao ar livre, à mercê dos elementos, desde o calor abrasador até às chuvas torrenciais. Uma capela daria força ao sentido de solidariedade comunitária entre os fiéis e à sua identificação com a Igreja. Hoje, a comunidade é constituída por 120 católicos baptizados, mais 85 catecúmenos e 80 crianças. As pessoas não têm dinheiro, como se espera, mas têm muita vontade de contribuir com o que podem em termos de materiais de construção existentes na região e com o seu trabalho, mesmo que não especializado. Mas materiais mais duráveis e permanentes serão também necessários, como aço para a construção, e foi por isso que os missionários se dirigiram à Fundação AIS pedindo ajuda. A capela terá também de ser protegida com uma vedação.
 
 
 
 

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OBSERVATÓRIO: Etiópia

 






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