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20-3-2017

Mali: Cinco países envolvidos nas operações pela libertação da freira franciscana sequestrada no início de Fevereiro


Forças do exército do Mali, do Burkina Faso e da Costa do Marfim estão empenhadas em operações de localização da freira colombiana Gloria Argoti, sequestrada no passado dia 7 de Fevereiro por um grupo jihadista na aldeia de Karangasso, a cerca de 400 quilómetros da capital, Bamako.

Estas unidades estão a ser apoiadas por agentes colombianos especializados em operações de anti-sequestro e ainda por especialistas enviados por um país europeu que se supõe ser a França.

O sequestro da Irmã Gloria Cecilia Narvaez Argoti, freira colombiana da Congregação das Irmãs Franciscanas de Maria Imaculada, não foi reivindicado e não há qualquer notícia sobre o seu paradeiro, sabendo-se apenas que os sequestradores – que não se identificaram com nenhuma organização – disseram que libertariam a freira colombiana dois dias depois, o que não se verificou.

Desde 7 de Fevereiro, as autoridades do Mali conseguiram deter dois indivíduos que estavam na posse da ambulância das irmãs franciscanas, que foi roubada na altura do sequestro, mas não se estabeleceu nenhuma relação consistente entre eles.

As autoridades acreditam que os sequestrados se dirigiram para o Burkina Faso, um dos muitos países que fazem fronteira com o Mali, a par da Argélia, Mauritânia, Senegal, Guiné, Costa do Marfim e Níger.

A enorme extensão territorial e as fronteiras extremamente vulneráveis em matéria de segurança são uma das principais preocupações das autoridades, pois são muitos os caminhos que podem ter sido utilizados pelos sequestradores procurando ocultar a presença da irmã franciscana.

De qualquer forma, as operações de busca têm-se concentrado especialmente na região fronteiriça entre Mali, Burkina Faso e Costa do Marfim. As próprias Irmãs Franciscanas lançaram uma petição “on-line” pedindo aos governos destes três países para usarem “todos os recursos necessários” para encontrarem a freira colombiana.

Entretanto, as restantes irmãs da comunidade franciscana de Karangasso foram enviadas para outro lugar como medida de segurança, permitindo que elas possam prosseguir o notável trabalho que vêm desenvolvendo na promoção das populações locais, especialmente as mulheres.

O trabalho desenvolvido por estas irmãs franciscanas tem possibilitado que, todos os anos, desde 1996, cerca de três centenas de mulheres tenham aprendido a ler e a escrever, assim como a costurar.

O Mali, assim como vários países da região têm sido assolados, nos últimos anos, pela ameaça jihadista. Sabendo os riscos que corria, a irmã Gloria escreveu, numa carta premonitória datada de 2001, que estava pronta “a dar” a sua “vida ao Senhor, à Congregação, onde quer que seja a Sua Santa Vontade”. 

O sequestro da irmã Gloria é o mais recente episódio de violência contra comunidades religiosas femininas no Mali assim como em relação a grupos que desenvolvem trabalho humanitário neste país.

Na véspera de Natal, no ano passado, uma trabalhadora humanitária francesa, Sophie Petronin, foi raptada em Gao, no norte. Já em 2017, tal como a Fundação AIS deu notícia, a filial da Al-Qaeda no norte da África publicou um vídeo como “prova da vida” da missionária suíça Beatrice Stockly, que se encontra como refém nas mãos deste grupo terrorista há mais de um ano.

O norte do país esteve praticamente sob o controlo de grupos jihadistas durante o ano de 2012, tendo sido expulsos da região por uma operação militar de grande envergadura liderada pelos militares franceses em Janeiro de 2013.

PA| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

 

OBSERVATÓRIO: Mali

 






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