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19-5-2017

Lisboa: Fundação AIS convoca portugueses para jornada de oração pela Venezuela


Em resposta aos apelos que chegam diariamente da Igreja da Venezuela, a Fundação AIS decidiu organizar, a nível internacional, uma jornada de oração, domingo, dia 21 de Maio, por este país que atravessa uma enorme crise social e política. 


Em Portugal, a Ajuda à Igreja que Sofre convida paróquias, congregações, grupos de oração, movimentos e famílias a rezarem também a essa mesma hora, pedindo-se o dom da paz e a intercessão da Nossa Senhora de Fátima pelos venezuelanos. Em Lisboa, a Fundação AIS está a organizar um momento de oração – Terço e Missa – na Igreja de Nossa Senhora da Porta do Céu, junto ao metropolitano de Telheiras.


A Igreja da Venezuela tem-se multiplicado em apelos, junto da comunidade internacional, para que se evite o derramamento de sangue neste país da América do Sul. 


Ainda esta semana, o cardeal Baltazar Enrique Porras, Arcebispo de Mérida, esteve na sede internacional da AIS, na Alemanha, para denunciar a grave situação de caos em que se encontra o seu país, com revoltas populares constantes por causa da escassez de alimentos e de medicamentos.


Esta crise tem-se agravado perigosamente nos últimos dias, com o país praticamente dividido ente apoiantes do presidente Nicolás Maduro e a Oposição, a tal ponto que o secretário-geral da ONU, António Guterres, veio ontem publicamente expressar a sua preocupação.


Guterres afirmou estar a desenvolver contactos com um grupo de antigos chefes de Estado e de Governo que se constituiu entretanto como interlocutor nas negociações entre o governo do Presidente Maduro e a Oposição. 


Também o Vaticano já se prontificou a colaborar nessa mediação procurando-se evitar a todo o custo que a Venezuela caia numa trágica guerra civil.


Os alertas do Cardeal Baltazar na sede internacional da Fundação AIS já tinham sido pronunciados pela Conferência Episcopal da Venezuela que emitiu dois comunicados nas últimas semanas sobre esta gravíssima crise. 


Os bispos pediram aos venezuelanos para “repudiarem qualquer manifestação de violência e respeitarem os direitos de todos e cada um dos cidadãos”, sublinhando o dever de a Constituição Nacional garantir “o protesto cívico e pacífico”. 


No último desses documentos, datado de 5 de Maio, os bispos qualificaram as mais recentes decisões do governo de Maduro e do Tribunal Supremo da Venezuela como “desacertadas” e “desnecessárias”, e pediram para que o executivo se concentre antes na resolução dos principais problemas do país, como a falta de “comida, medicamentos, liberdade, segurança pessoal e jurídica, e paz”.


As medidas tomadas pelo governo de Maduro, de querer silenciar a voz da Oposição, assim como a crónica falta de comida e medicamentos nas lojas, tem provocado uma onda generalizada de protestos que tem sido reprimida violentamente, quase sempre, tanto pelas forças da ordem como do exército. Nas últimas sete semanas, já se contabilizaram mais de 44 mortos e centenas de feridos em consequência da repressão policial.


PA| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt 


 

OBSERVATÓRIO: Portugal

 






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