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19-6-2017

Iraque: Milhares de civis encurralados na cidade de Mossul são usados como “escudos humanos” pelos jihadistas


Calcula-se que possam ser cerca de 100 mil. Segundo dados das Nações Unidas, divulgados na passada sexta-feira, estes civis estarão a ser usados pelos jihadistas do auto-proclamado “Estado Islâmico” como “escudos humanos”, agora que a operação de recuperação desta cidade entrou na fase final. 


Ontem mesmo, iniciou-se essa operação que vai ser caracterizada, por “combates rua a rua”, como explicou o porta-voz do Serviço de Terrorismo, Sabah al-Numan, a uma estação de televisão da região. 


Isto significa, também, e ainda segundo al-Numan, que praticamente deixarão de ser usados ataques aéreos ou artilharia pesada, pois esta é uma área “muito povoada e os edifícios são frágeis”.


Por sua vez, Bruno Geddo, representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados no Iraque, afirmou que “estes civis estão a ser usados como escudos humanos na cidade velha”, a única porção de território que os jihadistas ainda controlam em Mossul.


Os combates para a libertação desta que já foi considerada como a segunda cidade mais importante do Iraque, ofensiva que se iniciou no passado dia 17 de Outubro, têm sido de facto mais prolongados e duros do que inicialmente se fazia crer. 


Só nas últimas duas semanas, segundo a ONU, cerca de 230 residentes de Mossul foram mortos na região oeste da cidade, alguns em resultado dos ataques aéreos das forças iraquianas, e outros pelos “snipers” jihadistas.


A resposta dada pelos jihadistas, entrincheirados nas ruas sinuosas  e estreitas da cidade velha, tem sido muito forte e levanta diversas questões às forças iraquianas – apoiadas pelos estados Unidos – e que têm procurado a libertação da região. Uma dessas questões prende-se precisamente com as populações civis. 


Os jihadistas usam-nos como arma de defesa e têm, inclusivamente, disparado a matar sobre todos os que procuram fugir da cidade. Além da guerra, estas populações estão a sofrer profundamente com a falta de bens essenciais, como alimentos, água potável, medicamentos. 


Diz ainda Bruno Geddo: “Estas pessoas vivem numa situação cada vez mais grave de penúria e pânico, porque estão cercadas pelos combates”.


PA| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt 


 

OBSERVATÓRIO: Iraque

 






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