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13-7-2017

Estados Unidos: Juiz impede deportação de centenas de cristãos iraquianos


Um juiz federal norte-americano bloqueou, ontem, a deportação de centenas de cristãos iraquianos, que afirmam que seriam perseguidos se a expulsão dos Estados Unidos se vier a concretizar.

Desconhece-se o número exacto de cristãos, mas calcula-se que serão uma parte considerável dos cerca de 1400 iraquianos cuja deportação foi agora bloqueada pelo magistrado Mark Goldsmith.

O juiz justificou a sua decisão por considerar que os iraquianos deportados iriam ficar expostos “a um risco comprovado de morte, tortura e outras graves perseguições, antes de os seus pedidos legais serem estudados pelos tribunais”.

Já no mês passado as autoridades norte-americanas detiveram um grupo de 199 iraquianos em Detroit e Nashville, pretendendo deportá-los de imediato, invocando que eles teriam cometido crimes graves relacionados com tráfico de drogas, armas e até homicídios.

Na altura, estes iraquianos apresentaram um pedido de ajuda à União Americana pelas Liberdades Civis (UCLA), a principal organização de direitos civis dos Estados Unidos, para que as deportações fossem congeladas. Alegaram que devido à condição de minoria – além de cristãos (a maior parte são católicos caldeus), também há curdos neste grupo –, todos correm o risco de virem a ser perseguidos.

Apesar da decisão do magistrado Mark Goldsmith, nada garante que estes 1400 iraquianos não venham mesmo a ser deportados para o seu país natal. O Departamento de Justiça, por exemplo, já veio afirmar que Goldsmith tinha sido nomeado pelo ex-presidente Barack Obama e não terá competência para tomar este tipo de decisões.

Recorde-se que os Estados Unidos já reconheceram formalmente que os cristãos iraquianos foram vítimas de tentativa de genocídio às mãos do auto-proclamado “Estado Islâmico” e as próprias autoridades americanas também já vieram afirmar que, apesar das ofensivas militares contra os jihadistas no Iraque, nomeadamente a libertação da cidade de Mossul – o que se concretizou esta semana – a ameaça terrorista continua presente em muitos lugares no país.

Contudo, o Departamento de Segurança Interna diz que apenas estão a ser deportados indivíduos com cadastro, de acordo com a legislação em vigor, e que todos foram alvo de processo de imigração justo, que os considerou inelegíveis para permanecer no país.

Entretanto, Nina Shea, uma advogada que lidera o Centro de Liberdade Religiosa da Hudson Institute, em Washington, mostrou-se surpreendida com os argumentos invocados pelas autoridades americanas.

Em declarações ao Religion News Service, Shea recordou “que os Estados Unidos declararam um genocídio contra os cristãos no Iraque”. E faz a pergunta: “Alguém informou o director da Segurança Interna” sobre esse facto?
A ameaça de extradição que pende agora sobre estes cristãos iraquianos é, na opinião desta activista dos Direitos Humanos, um risco. “Numa situação de genocídio não se deporta ninguém”, diz, acrescentando: “Nós nem sequer deportámos detidos de Guantanamo para locais onde podiam ser mortos”.


PA| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt


 






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