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17-7-2017

India: Vandalismo em cemitério em Goa faz aumentar apreensão na comunidade cristã face ao extremismo religioso


A comunidade católica de Goa, na Índia, está cada vez mais apreensiva com os actos de vandalismo que se têm vindo a verificar em cemitérios cristãos.

O incidente mais recente ocorreu em 13 de Julho, com a destruição de duas cruzes no cemitério em Loutolim, uma aldeia a cerca de 40 km ao sul de Panji.

Antes disso, houve relatos de outros ataques que tiveram início no passado mês de Junho e que revelam intolerância religiosa contra a comunidade cristã.

D. Felipe Neri Ferrao, Arcebispo de Goa e Damão, já veio a público referir que se estará perante uma tentativa de se “provocar a discórdia entre as comunidades e promover o ódio religioso”, tendo pedido a atenção das autoridades para estas situações.

Estes ataques contra cemitérios cristãos poderiam parecer pouco significativos, caso ainda no mês passado, e tal como a Fundação AIS reportou, a comunidade cristã da antiga província portuguesa da Índia não tivesse manifestado a sua preocupação pelo extremismo crescente que se tem vindo a registar nesta região.

O alerta veio então pelo Conselho de Justiça e Paz da Arquidiocese de Goa e Damão que questionou a ausência de acção por parte do governo daquele estado da Índia perante reuniões que estavam já a ocorrer em que se propagava “ideologia divisionista, anti-nacionalista e terrorista”.

Esta posição ocorreu – recorde-se – poucos dias depois de, no estado de Goa, que tem uma forte comunidade cristã, ter-se realizado um congresso com mais de uma centena de organizações pró-hindus onde se defendeu uma radicalização de posições e mesmo de “violência” perante todos os que não se pautarem pelos seus valores religiosos.

Os responsáveis do Conselho de Justiça e Paz acusaram então o governo local de incitar “actividades terroristas” e de promover as “ideologias fundamentalistas hindus em todo o país”.

O padre Savio Fernandes, secretário-executivo deste Conselho, disse na ocasião à agência de notícias ‘ucanews.com’ que tentar “impor um Estado teocrático” significaria rejeitar os “ideais seculares e democráticos da Constituição Indiana”.

Este sacerdote referiu, entre outras situações que estavam a preocupar sobremaneira a comunidade cristã, o apelo aos hindus “para armazenarem armas em suas casas”, situação que equivale, acrescenta, a um “incitamento à violência e ao terrorismo”.

Goa foi, durante quase cinco séculos, uma colónia portuguesa até que, em 1961, a União Indiana anexou militarmente este território assim como as cidades de Damão e Diu.

Actualmente calcula-se que cerca de 25 por cento dos quase dois milhões de habitantes do estado de Goa são cristãos. Os hindus representam 66 por cento da população.

PA| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

 

OBSERVATÓRIO: India

 






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