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11-8-2017

Filipinas: 1.500 pessoas evacuadas de Marawi recebem ajuda da Fundação AIS


Por recomendação da Diocese de Iligan, o secretariado Filipino da Fundação AIS (Ajuda à Igreja que Sofre) organizou uma distribuição de ajuda para as pessoas que foram obrigadas a fugir da cidade de Marawi por causa do conflito que se arasta há mais de dois meses.

Enquanto a Igreja Católica continua a auxiliar os deslocados internos nos centros de acolhimento, começa a ser necessário ajudar também as pessoas que foram viver para casa de familiares, os Maranaos, e que carecem de recursos para as suas necessidades básicas. Muitos deles vivem amontoados em pequenas habitações onde chegam a estar até quinze pessoas.

Mais do que o desconforto, o principal problema que estas pessoas enfrentam é a falta de rendimento. A maioria dos Maranaos eram comerciantes e empresários em Marawi. Quando o conflito começou, deixaram as suas casas e empresas pensando que o conflito duraria apenas três dias. O conflito já dura há mais de 80 dias.

Os Maranaos são conhecidos por serem um povo orgulhoso e são muito respeitados por serem bons comerciantes. Rasmia Hadjiserab, de 63 anos, tinha várias lojas em Marawi. Numa entrevista à Fundação AIS, Rasmia admitiu que é embaraçoso para Maranaos, como ela, depender de ajuda humanitária.

"Queremos recomeçar o negócio mas não podemos fazê-lo porque não temos capital suficiente. Todos os nossos bens foram deixados para trás na cidade de Marawi ", disse Rasmia Hadjiserab.

Para não abusar da hospitalidade dos seus familiares em Iligan, Maranaos como Rasmia não têm escolha senão aguardar pacientemente, durante horas, em longas filas para receber algum tipo de ajuda proveniente do governo ou das organizações caritativas.

"Apesar de não vivermos em centros de acolhimento, não podemos dizer que estamos bem. Não temos nenhuma fonte de rendimento. Há momentos em que temos de esticar o conteúdo dos pacotes de alimentos para que dure uma semana ".

Em parceria com a Diocese de Iligan e a Ordem de Malta, a Fundação AIS distribuiu 1.500 kits sanitários para todos os deslocados internos que residem temporariamente no bairro Tambacan da cidade de Iligan. Após a distribuição da ajuda, a equipa da Fundação AIS visitou também os centros de acolhimento em Fuentes e Buru-un, em Lanao do Norte.

Três aldeias continuam sobe o controlo do grupo terrorista que atacou a cidade de Marawi. Os moradores que foram evacuados ainda não estão autorizados a regressar as suas casas.


Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt


 

OBSERVATÓRIO: Filipinas

 






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