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7-9-2017

Filipinas: Bispo de Marawi teme pela vida do padre Teresito e dos outros reféns ainda nas mãos dos jihadistas


D. Edwin de La Pena, Bispo de Marawi, na ilha de Mindanao, Filipinas, manifestou a sua enorme preocupação pela sorte do padre Teresito Soganub e dos outros 56 reféns que continuam nas mãos dos terroristas, numa altura em que, ao que tudo indica, o exército está praticamente a terminar as suas operações de reconquista da cidade.

“Estamos a viver horas de grande preocupação”, disse o prelado, acrescentando que “o exército filipino reconquistou grande parte da cidade”. Agora que se aproxima o fim das operações militares, o Bispo de La Pena lança a questão: “O que é que os terroristas vão fazer?” Na opinião do Bispo de Marawi, este “é um momento muito perigoso porque a vida dos reféns está, nestas horas, em grande perigo. Todos se perguntam: qual será o destino deles?”

O ataque à cidade de Marawi, há cerca de quatro meses, surpreendeu toda a gente pela violência e demonstração de força. Os jihadistas, por exemplo, ocuparam, profanaram e destruíram a Catedral de Santa Maria, no passado dia 23 de Maio, e só na semana passada é que as autoridades conseguiram terminar a limpeza do recinto do templo que estava armadilhado. O próprio bispo disse que ainda não teve permissão para visitar as ruínas da Catedral.

Apesar da gigantesca operação militar lançada desde logo pelo governo, a verdade é que os terroristas ainda controlam uma área, embora cada vez mais reduzida, na cidade de Marawi, onde se calcula que estarão entrincheirados dezenas de homens armados. São eles que mantêm como reféns os 56 cristãos, entre os quais o padre Teresito Suganob.

A qualquer altura o exército filipino pode avançar para o assalto final ao reduto jihadista. Por isso, o Bispo de La Pena fez um apelo ao Presidente Duterte e aos militares para que procurem poupar o maior número possível de vidas humanas.

“Esperamos que” a operação militar “respeite esta prioridade”, afirmou o prelado. “A vida dos reféns não é e nunca poderá ser considerada como ‘dano colateral’. As famílias dos reféns estão muito preocupadas. Se acontecer algo de mal, seria uma grande dor. Rezemos por eles com todo o nosso coração.”

D. Edwin de La Pena fez ainda saber que o padre Teresido, também conhecido em Marawi como padre Chito, teria tido, nas últimas semanas, oportunidade de escapar aos sequestradores, “mas ele preferiu ficar para estar ao lado do seu povo”.

Com a operação militar de expulsão dos jihadistas a chegar ao fim, inicia-se agora a operação de reconstrução das casas destruídas, passo essencial para o regresso de milhares de filipinos que fugiram nas primeiras horas após o ataque.

A Igreja está fortemente empenhada no auxílio a todas estas famílias afectadas, trabalho que está a mobilizar também o secretariado local da Fundação AIS, nomeadamente através da distribuição de ajuda para as pessoas que foram obrigadas a fugir da cidade de Marawi.

Em parceria com a Diocese de Iligan e a Ordem de Malta, a Fundação AIS distribuiu já 1.500 ‘kits’ sanitários para todos os deslocados internos que residem temporariamente no bairro de Tambacan.

PA| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt   


 

OBSERVATÓRIO: Filipinas

 






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