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8-9-2017

Nigéria: Padre católico é sequestrado e morto numa altura em que se intensificam os ataques do Boko Haram


Um padre nigeriano foi sequestrado e morto no Estado de Imo, situado no sul do país. De acordo com as autoridades, o Padre Ciriaco Onunkwo foi  sequestrado em Amaifeke, na passada sexta-feira, dia 1 de Setembro, por um grupo de homens armados depois de o seu carro ter sido bloqueado.

Segundo a Agência Fides, o padre estaria a dirigir-se para a sua aldeia natal, Osina, para participar no funeral do próprio pai.

O corpo do sacerdote foi encontrado no dia seguinte, calculando agora a polícia que terá sido estrangulado, uma vez que o corpo não apresentava quaisquer feridas de bala ou cortes produzidos por arma branca.

Para as autoridades, terá havido a intenção de matar o sacerdote, pois se “fosse um simples sequestro teriam chamado os familiares da vítima e teriam pedido um resgate”, explicou um elemento da polícia que está a acompanhar este caso.

O assassinato do padre Ciriaco Onunkwo ocorre numa altura em que se está a verificar um recrudescimento dos ataques do grupo islamita Boko Haram, responsável por milhares de mortos e uma imensa onda de destruição de aldeias, vilas e até cidades no norte no país.

De acordo com a Amnistia Internacional, só desde o passado mês de Abril já se contabilizaram cerca de quatro centenas de mortos em resultado de ataques realizados pelo Boko Haram na Nigéria e na região fronteiriça dos Camarões.

Esta onda de violência confirma também uma nova estratégia de actuação, com o recurso, para actos suicidas, de cada vez mais jovens mulheres e até de meninas.

Capturadas pelo grupo terroristas, elas são forçadas depois a transportar e a detonar explosivos em áreas muito movimentadas.

Segundo Alioune Tine, director da Amnistia Internacional para a África Central e Ocidental, o “Boko Haram está mais uma vez a cometer crimes de guerra em grande escala”, dando como exemplo esta prática, cada vez mais corrente, de “forçar as jovens a transportar explosivos com a única intenção de matar o maior número de pessoas possível”.

PA| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

 

OBSERVATÓRIO: Nigéria

 






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