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17-8-2009

Índia: violência contra cristãos continua


No último fim-de-semana, 12 pelotões da polícia e 500 agentes de forças especiais foram deslocados para o distrito de Kandhamal, numa acção de segurança da festividade hindu de Janmastami. Em Agosto de 2008, a data ficou marcada pelo assassínio de um líder local, desencadeando a onda de violência anti-cristã que perdura até aos dias de hoje.


Neste ano, a Comissão para a Liberdade Religiosa Internacional (Uscirf), organismo governamental dos EUA, inseriu a Índia na chamada «Watch List», uma lista que assinala as nações em que a liberdade religiosa é ameaçada.


A inclusão da Índia deve-se ao aumento de violência contra as minorias religiosas, de modo especial, em relação aos cristãos de Orissa e aos muçulmanos de Gujarat, e ainda pela ineficaz resposta das autoridades indianas na garantia da manutenção dos direitos.


"É frustrante que a Índia, com as suas múltiplas comunidades religiosas, tenha feito tão pouco para as proteger e fazer justiça", explicou o responsável pelo Uscirf, Leonard Leo.


O relatório, anexo à lista, evidencia que as lacunas na investigação da violência na Índia produziu como resultado uma cultura de impunidade, que pouco tranquiliza os pertencentes às minorias.


A Comissão recomenda ao governo dos EUA que solicite aos seus homólogos indianos a tomada de novas medidas para promover a harmonia e prevenir os conflitos, convidando as forças políticas e as organizações religiosas a denunciar publicamente as violências.


Em Orissa e noutros estados, como Karnataka, ainda se temem actos de violência contra a comunidade cristã. As agressões não cessaram, desde Agosto de 2008 até hoje. Depois dos primeiros 100 mortos e da destruição de dezenas de aldeias em Orissa, houve uma quebra da violência, mas a partir de Janeiro de 2009, recomeçou a série de episódios de intolerância e intimidações.


O Arcebispo de Cuttack-Bhubaneswar, D. Raphael Cheenath, observa que até agora, poucas pessoas foram presas e condenadas pelas violências. O Arcebispo recorda ainda que muitas pessoas da sua comunidade vivem nos campos, refugiadas, por temer regressar às suas moradias e aldeias, destruídas ou invadidas.


O Arcebispo vai enviar às autoridades indianas um memorando para pedir o reforço das medidas de segurança.


www.agencia.ecclesia.pt









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