É no Estado de Mizoram, nas montanhas do Nordeste da Índia, que vive a etnia dos Mizo, subdividida em numerosos ramos, cada um com a sua própria língua. A região não está muito desenvolvida, não existe um sistema de cuidados de saúde digno desse nome, quase não existe um sistema de ensino, nem estradas, nem meios de comunicação ou de transporte. A região esteve completamente isolada durante muito tempo e foi apenas em 1947 que aí chegaram os primeiros missionário católicos. Actualmente, ainda existem restrições de acesso e os estrangeiros que desejam chegar à região precisam de uma autorização por parte dos poderes públicos. A pobreza é grande e as pessoas procuram subsistir através de uma agricultura pouco desenvolvida. Não obstante, a prática difundida da queimada destrói a natureza e acaba por ameaçar também a população.
Actualmente, a maioria dos Mizo é cristã, mas os católicos constituem apenas uma pequena minoria. Contudo, são as religiosas católicas da Ordem de São Carlos Borromeu que se ocupam das necessidades da população com grande empenho. Alugaram uma casinha em Maubawk. Maubawk é uma aldeia muito isolada com quase 8.000 habitantes, situada no meio de uma floresta de bambus. As religiosas vivem nessa casinha e têm uma pequena enfermaria onde cuidam dos doentes da aldeia e das aldeias próximas, uma vez que as doenças, sobretudo as infecciosas, estão muito propagadas. Há muitas pessoas que sofrem de malária, de cólera, de tifo, de hepatite, de pneumonia, etc., e frequentemente acabam por morrer. As crianças estão particularmente em risco. Só no mês de Agosto mais de 200 bebés contraíram bronquite e pneumonia. Muitos deles puderam ser curados porque foram tratados a tempo pelas irmãs, mas outros morreram porque os pais vivem em aldeias muito afastadas e a ajuda chegou tarde demais. As aldeias circundantes não só estão muito afastadas, como por vezes também são de difícil acesso. A estação das chuvas dura de seis a oito meses, e os aluimentos acontecem frequentemente durante esse período, de modo que as estradas se encontram totalmente bloqueadas.
No entanto, as religiosas ocupam-se não só da saúde das pessoas, mas também estão atentas ao sofrimento da alma. Têm a responsabilidade da pastoral, do ensino da fé, mas também dos aspectos práticos da vida diária. Dão aulas às crianças e aos jovens, transmitem a Boa Nova e, principalmente, ajudam as jovens mães a cuidar da saúde dos seus bebés, a fim de diminuir a taxa de mortalidade infantil.
Mas, actualmente, a casinha onde encontraram refúgio tornou-se muito pequena, pois todos os dias chegam cada vez mais doentes e pessoas que necessitam de conselhos, e não há espaço suficiente para as acolherem. Muitas delas percorreram um longo caminho até lá chegarem. Se as irmãs tivessem mais espaço, poderiam cuidar quer dos doentes quer da pastoral de forma mais eficaz. As pequenas divisões que estão à sua disposição são melhor do que nada, mas estão longe se estar adaptadas ao trabalho das religiosas. Por outro lado, o número de religiosas está a aumentar e, embora cada irmã seja absolutamente indispensável, em breve tornar-se-á impossível aceitar novas vocações.
A Irmã Rosaline, a Superiora, pede-nos ajuda para a construção de um pequeno convento. Nós não queremos abandonar as irmãs que realizam este importante serviço no meio da floresta de bambus de Mizoram, e prometemos-lhes 16.000 €.
Foto: Uma Irmã dá aulas às crianças.
Ref.: 317-05-19
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