Ásia
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   Hebreus
   Muçulmanos
   Cristãos
   Agnósticos
   Outros
Católicos Baptizados
128.000
Circunscrições Eclesiásticas
9
Superfície
20.770
População
7.050.000
Refugiados
1.156
Desalojados
Israel: 420.000 Palestina: 115.000
Israel e Palestina

Os habitantes da Terra Santa encontram-se divididos entre dois territórios; de um lado Israel, e do outro os territórios que, em princípio, ficam sob a jurisdição da Autoridade Palestiniana (a Margem Ocidental e a Faixa de Gaza), criados em 1994 pelos Acordos de Oslo, os quais foram assinados no ano anterior. No entanto, desde Junho de 2007, Gaza tem sido controlada pelo Hamas (o Movimento de Resistência Islâmico) que tomou posse deste território depois de uma guerra contra a Al Fatah, o partido político do qual o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, é membro.

Os Cristãos da Terra Santa encontram-se divididos em três "famílias" e treze confissões religiosas. O grupo "Ortodoxo" (no sentido da sua separação de Roma) é o mais numeroso e inclui os Ortodoxos Gregos (população árabe, hierarquia grega), os Arménios, os Siríacos, os Coptas, os Etíopes e os Russos. O grupo Católico inclui os Latinos, os Greco-melkitas (trata-se dos árabes do rito bizantino), os Siríacos, os Arménios e os Maronitas. Por último, os Protestantes nesta região incluem os Anglicanos e os Luteranos, sob uma diocese comum. Também existem os cristãos de origem judaica que surgiram em cena mais recentemente. A situação no que à liberdade religiosa diz respeito é diferente em Israel e nos territórios palestinianos.
 
Israel
Como o Estado de Israel ainda não possui uma Constituição, o melhor é recorrer à Declaração de Independência de 1948 para todos os assuntos relativos à liberdade religiosa. De acordo com este texto, "todas as comunidades religiosas são livres por direito e de facto de praticar a sua própria religião, de celebrar os seus próprios dias festivos e de administrar os seus próprios assuntos". Cada comunidade possui os seus tribunais religiosos próprios, reconhecidos pela lei, e que são competentes para tratar de assuntos religiosos e de questões que envolvem o seu próprio estatuto.

Consequentemente, o Judaísmo não é a religião estatal em Israel. As instituições públicas são seculares e trabalham de acordo com os padrões democráticos ocidentais. Os cidadãos não judeus têm, em princípio, os mesmos direitos e as mesmas obrigações civis que os judeus. Na realidade, eles podem votar, pertencer a partidos políticos e ser eleitos para o Parlamento (o Knesset conta actualmente com onze membros árabes, cristãos e muçulmanos). O seu papel, porém, não é de grande importância na vida política e eles não têm nenhuma obrigação de prestação de serviço militar.
Neste país, inicialmente criado por judeus, tudo o que está ligado à identidade judaica desfruta de uma proeminência de facto. Isto significa que os cidadãos árabes não são considerados da mesma maneira que os judeus, e tal resulta numa certa dose de discriminação contra os Muçulmanos e os Cristãos devido ao facto de serem árabes. Em particular, esta discriminação afecta a educação, especialmente a universitária, o emprego, as licenças de construção e os subsídios para as comunidades locais. (Certas profissões são, além disso, proibidas, e aqueles que têm carreiras militares não se podem tornar oficiais graduados, com a excepção dos Drusos). A isto devemos ainda acrescentar a confiscação de terrenos que pertencem a israelitas árabes para a construção de colonatos judeus. Além disso, de acordo com uma emenda de emergência das leis sobre cidadania, aprovada pelo Knesset em 2002, os palestinianos casados com israelitas (árabes) não têm o direito de residir em Israel e não podem obter cidadania israelita, porque são cidadãos de um "país inimigo". O Supremo Tribunal justificou a rejeição dos abaixo-assinados sobre esta questão que lhe foram apresentados, usando as seguintes palavras: "Os benefícios e a segurança que a lei sobre cidadania traz aos habitantes de Israel excedem em muito os danos causados ao punhado de cidadãos israelitas que se encontram casados com palestinianos". De acordo com o jornal diário israelita Haaretz, esta provisão é efectivamente direccionada a preservar uma maioria judaica no país. Este jornal reivindica que se trata acima de tudo de uma discriminação contra a comunidade árabe do país (Le Monde, 16 de Maio de 2006).

Entre os árabes israelitas, os Cristãos estão mais à vontade nesta sociedade, aberta à modernidade ocidental, o que os ajuda a fugir ao domínio político e jurídico do Islão. Porém, eles estão a sentir-se cada vez mais marginalizados e conscientes da constante referência à sua identidade 'árabe'. De acordo com o Monsenhor Marcuzzo, Bispo auxiliar de Nazaré, os "Cristãos estão muito preocupados com o ambiente geral em Israel, onde as diferenças não são aceites e a protecção jurídica das minorias não está garantida" (La Croix, 29 de Março de 2006). Esta situação é vista como ainda mais injusta, uma vez que os Cristãos não representam de modo algum um perigo para a segurança do Estado de Israel ou para os seus compatriotas judeus.

Em relação ao culto, os Cristãos também são vítimas de discriminação e de incómodos. Os domingos não são dias de descanso em Israel e um estudante cristão pode mesmo ver-se obrigado a fazer um exame no Domingo de Páscoa. Os extremistas judeus atacam também por vezes os Cristãos. No início de Março de 2006, três israelitas, um homem e uma mulher e a sua filha, usando um carrinho de bebé no qual tinham escondido pequenas latas de gás, lançaram fogos de artifício para dentro da Basílica da Anunciação, em Nazaré, durante uma cerimónia religiosa (La Croix, 6 de Março de 2006).
Também os vistos para os padres e as religiosas que vêm do mundo árabe nem sempre são aprovados e as autoridades são livres de tomar as suas próprias decisões sobre esta questão. O comité do pessoal editorial da agência de notícias Un écho d'Israël queixou-se desta situação numa carta enviada em Abril de 2006 a Shimon Peres, então o presidente ad interim do Knesset. "Nós, Cristãos, que vivemos há muitos anos em Israel estamos cada vez mais preocupados sobre o futuro da nossa presença neste país. Há já alguns anos que a precariedade da nossa situação aumenta constantemente. É cada vez mais difícil obter uma renovação das nossas autorizações de residência, e alguns de nós somos agora explicitamente ameaçados com o facto de ter de abandonar o país. Os incidentes desagradáveis multiplicaram-se nos últimos anos. Alguns de nós fomos recentemente tratados de tal modo que nem mesmo a nossa dignidade humana foi respeitada [...]. Nós conhecemos este país suficientemente bem para compreender as razões que fazem com que os funcionários públicos procurem garantir o carácter judaico deste estado. Mas acreditamos que os meios usados para solucionar este problema - a expulsão de padres e de outros cristãos - são totalmente inapropriados" (Zenit, 25 de Abril de 2006).

Também de mencionar são os obstáculos colocados à movimentação dos Cristãos e dos Muçulmanos que se encontram sob a jurisdição da Autoridade Palestiniana e que desejam viajar para Israel e para Jerusalém, em particular para rezar nos lugares sagrados. O Monsenhor Fouad Twal, actual Patriarca latino de Jerusalém, lamentou esta situação: "A criação de um muro de separação pelo Governo israelita, em particular dentro e ao redor de Jerusalém oriental, restringiu fortemente o acesso a mesquitas, a igrejas e a outros lugares sagrados e é um grave obstáculo ao trabalho das comunidades religiosas que estão a proporcionar educação, serviços de saúde, e outra ajuda social e humanitária aos Palestinianos […]. O muro separador criou problemas aos cristãos na zona de Belém que desejam visitar a Basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém e tornou as coisas muito mais complicadas para os cristãos palestinianos que vivem no lado israelita do muro para visitar os locais cristãos em Betânia e Belém, fragmentando e dividindo ainda mais esta pequena comunidade minoritária […]. O muro e os cordões policiais tornaram também impossível para o clero movimentar-se entre as igrejas e mosteiros em Jerusalém e na Margem Ocidental e, de modo semelhante, às congregações religiosas de se movimentarem entre as suas casas e os seus locais de culto. […] Para muitos jovens, Jerusalém é quase um mito, uma cidade que eles nunca viram, que pertence ao mundo bíblico" ("Palestine, radiographie d’un dé-développement", Oásis, Nº 5, Março de 2007).
Esta situação foi também lamentada pelo Padre Jamal Khader, professor na Universidade Católica em Belém e no seminário latino em Beit Jala: "Como todos os cristãos na Margem Ocidental e em Gaza, eu não posso estar presente, como desejaria, em reuniões organizadas pelo Patriarcado, ou em retiros espirituais, cursos de formação ou celebrações… Também é impossível visitar os Lugares Sagrados sem uma autorização [...] Para as recentes festividades da Páscoa, eu tinha pedido sessenta e cinco licenças, mas só recebi seis, e além disso para um só dia, e nem sequer para a data certa" (La Croix, 23, 24 e 25 de Dezembro de 2006). No dia 29 de Setembro de 2006, os treze patriarcas e líderes das Igrejas presentes na Terra Santa, publicaram uma declaração conjunta sobre Jerusalém, sobre esta mesma questão, na qual, em particular, eles escreveram: "O futuro da cidade deve ser determinado por um acordo comum, através de colaboração e consulta, e não deve ser imposto pela força e pelo poder".
O sentimento de injustiça experimentado pelos Cristãos é tornado ainda pior pela incerteza que pesa sobre o futuro das suas instituições e consequentemente sobre a sua própria existência na Terra Santa. Em 1997, por via da extensão da validade do Acordo Fundamental de 1993, que estabelece o reconhecimento recíproco entre a Santa Sé e Israel, outro acordo foi assinado, concedendo à Igreja Católica estatuto jurídico em Israel. Mas o Knesset nunca ratificou este texto e nunca votou as leis apropriadas, privando deste modo os cristãos israelitas dos recursos práticos para assegurar que os seus direitos são respeitados.

Além disso, as negociações previstas ao abrigo do acordo de 1997, que envolviam o reconhecimento por parte de Israel de todos os direitos económicos e fiscais que tinham sido desfrutados pelas instituições católicas sob o mandato britânico (1920-1948) e o qual garantia a imunidade fiscal da Igreja, não conduziram ainda a qualquer resultado. Sobre esta questão, o Vaticano queixa-se regularmente da falta de vontade política em Israel, que é a responsável pela interrupção das reuniões do comité bilateral designado para resolver este assunto. "Todos podem ver a dose de fé que pode ser atribuída às promessas de Israel", afirmou o anterior núncio deste país, o Arcebispo Pietro Sambi (La Croix, 28 de Novembro de 2007). A reunião da comissão, realizada em Jerusalém em meados de Dezembro de 2007, não teve nenhum resultado concreto. Em Roma, o Arcebispo António Maria Veglio, Secretário da Congregação das Igrejas Orientais, afirmou, depois deste fracasso, "A Igreja Católica poderia colher vantagens do maná turístico trazido a este país pelos peregrinos católicos" (La Croix, 18 de Dezembro de 2007).

A Igreja Ortodoxa Grega (herdeira do assento patriarcal na altura da Igreja não dividida, a mais antiga na Terra Santa e também a maior em termos numéricos) sofreu várias interferências nos seus assuntos internos por parte de Israel. De acordo com uma tradição que data do Império Otomano, a eleição de qualquer novo patriarca para a chefia Ortodoxa Grega em Jerusalém deve ser confirmada pelas autoridades políticas da Terra Santa, neste caso específico pelas autoridades israelitas, jordanas e palestinianas. Theophilus III, Patriarca eleito em Agosto de 2005 pelo Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa Grega, só foi reconhecido oficialmente em Dezembro de 2007, depois de várias intervenções exteriores, em particular do Conselho Ecuménico das Igrejas.

Desde Outubro de 2005 que o novo Patriarca tinha chamado a atenção do Supremo Tribunal Israelita para este caso. No seu pedido, Theophilus III acusou o Governo israelita de regatear ou, por outras palavras, de fazer depender o seu reconhecimento da continuação de determinadas transacções controversas de propriedades que tinham conduzido à demissão do seu antecessor, Ireneus I (Eglises du Monde, Nº 130, 2º Trimestre de 2006). Este Patriarca assinara, em várias ocasiões, compromissos para vender propriedades que pertenciam ao Patriarcado situado em Jerusalém, a promotores imobiliários judeus que desejavam construir naquela área. Ele tinha também concordado em vender dois hotéis e várias lojas próximas do Portão de Jaffa a um grupo de judeus religiosos pertencentes ao movimento Ateret Ha Cohanim, o qual compra propriedades pertencentes a Cristãos e Muçulmanos em Jerusalém oriental. "Eu não estou preparado para servir os interesses específicos de homens de negócios privados, próximos do poder, para conseguir obter o reconhecimento", disse Theophilus III (Petites annonces chrétiennes, 15 de Outubro de 2007).

Palestina
Dado que o Estado Palestiniano ainda não existe, a organização e o funcionamento da Autoridade Palestiniana não se baseiam numa Constituição, mas sim numa 'Lei Fundamental' aprovada em 2002. Esta Lei declara que o Islão é a religião oficial e que os princípios da shari'a, a lei islâmica, são as fontes principais da legislação. Porém, os Cristãos têm as suas próprias jurisdições para tudo aquilo que está relacionado com os seus próprios direitos individuais. Além disso, esta mesma lei fundamental reconhece a santidade da outras "religiões celestiais", exorta o respeito pelas mesmas e garante a liberdade de as praticar, contanto que esta prática não viole a ordem pública ou a moral pública. Na prática, esta liberdade religiosa de culto é geralmente bem respeitada no seio da sociedade. De modo a permitir aos Cristãos tomarem parte na vida política, foram para eles reservados alguns lugares no Conselho Legislativo na altura das primeiras eleições, realizadas em 1996. Esta provisão foi confirmada para as eleições de 2006. A cota é dividida do seguinte modo: um lugar para Gaza, dois para Belém, dois para Jerusalém e um para Ramallah. Porém, a vitória do movimento islamista Hamas nestas últimas eleições (conquistando 76 lugares de entre 132) mergulhou os Cristãos num estado de ansiedade sobre o seu futuro.

Nos últimos anos, o dia a dia dos Cristãos deteriorou-se devido ao aumento da pressão e da intimidação por parte dos Muçulmanos. De acordo com Afaf Abou Habil, um professor da escola primária em Nablus (Margem Ocidental), "Desde a primeira Intifada (1987), o preconceito contra os Cristãos aumentou. Nós somos acusados de não participar suficientemente na batalha e de cooperar com os americanos e israelitas. Eles dizem que nós somos estrangeiros. Os que espalham estas ideias são ignorantes; o problema é que são cada vez mais" (La Croix, 18 de Maio de 2006). Na realidade, os cristãos palestinianos, desde os mais proeminentes aos mais comuns dos cidadãos, fazem um grande alarido da sua identidade árabe e da solidariedade com os seus compatriotas muçulmanos.

Esta pressão é aplicada de uma variedade de modos. Os comerciantes são cada vez mais pressionados a não venderem bebidas alcoólicas, por exemplo, e por vezes as suas lojas são incendiadas por esta razão. Estes comerciantes são também forçados a pagar um imposto religioso aos Muçulmanos. Deve ainda ser referido que foram confiscadas dezenas de terrenos que pertencem a cidadãos cristãos. Para dar um exemplo típico, em Belém, um muçulmano tomou posse de um terreno não utilizado que pertencia a uma comunidade religiosa e transformou-o num parque de estacionamento. Ele ganhou os direitos de propriedade através da utilização de falsos documentos de propriedade (Famiglia cristiana, 4 a 10 de Fevereiro de 2006).

Por vezes a pressão é também mais violenta. Por exemplo, no dia 4 de Setembro de 2006, um grupo de jovens muçulmanos pilhou a vila cristã de Taybeh (Margem Ocidental). Estes jovens, que tinham acusado um comerciante cristão de ter tido uma relação com uma mulher muçulmana de uma aldeia vizinha, puseram fogo a numerosas casas, como vingança. Durante a noite de 17 de Agosto de 2007, em Beit Sahour, foram lançados coquetéis molotov por um grupo de pessoas não identificadas sobre a casa de Samir Qumsieh, um membro da Igreja Ortodoxa Grega, e o fundador (em 1996) e director da única estação de televisão privada cristã na Palestina, El Mahed (A Natividade), a qual tem a sua sede em Belém. Qumsieh contou à agência AsiaNews que desde então ele é constantemente alvo de ameaças de morte contra si e a sua família (Eglises du Monde, Nº 134, 2º Trimestre 2007).

A situação dos cristãos em Gaza (200 Latinos, três mil Ortodoxos Gregos e cerca de vinte Baptistas) é ainda mais difícil e precária. Por exemplo, em Setembro de 2006, a Igreja Ortodoxa em Gaza foi atacada por homens usando balaclavas, depois do discurso do Papa Bento XVI em Regensburg. Mais tarde, a pequena comunidade cristã sofreu as consequências da vitória do Hamas nas eleições. Na noite de 15 para 16 de Junho de 2007, homens mascarados e armados, da Brigada Ezzedine El Qassam, a facção militar do Hamas, atacaram e pilharam a Igreja Católica Latina em Gaza e a escola gerida pelas Irmãs do Rosário. De acordo com o Padre Moussalam, pároco na Igreja da Sagrada Família, os atacantes profanaram ambos os locais: "Eles partiram vários crucifixos, queimaram missais, partiram uma estátua de Jesus e destruíram vários ícones religiosos. Também puseram fogo à casa das religiosas mas, graças a Deus, as irmãs não estavam em casa nessa ocasião. Roubaram computadores, destruíram a máquina de fotocópias e viraram o lugar de pernas para o ar" (Le Figaro, 22 de Junho de 2007; La Croix, 26 de Junho de 2007). De acordo com a directora da Escola do Rosário, Hanadi Missak, "Às vezes as religiosas são insultadas ou cospem sobre elas quando elas andam na rua" (La Croix, 26 de Junho de 2007). Finalmente, no início de Outubro de 2007, Rami Ayyad, o dono da única livraria cristã em Gaza, foi raptado e morto. O seu corpo também exibia marcas de feridas de faca e de tortura. A vítima, de origem ortodoxa, tinha aderido dois anos antes à Igreja Baptista Evangélica e trabalhou para a Sociedade da Bíblia Sagrada, uma associação baptista internacional. A sua livraria tinha sido incendiada seis meses antes por um pequeno grupo denominado "as espadas virtuosas do Islão" que tinha denunciado o seu "proselitismo cristão". O anterior primeiro-ministro, Ismaïl Haniyeh, líder do Hamas em Gaza, denunciou o que considera ser "um acto de sabotagem contra a unidade palestiniana e as fortes relações entre os Cristãos e os Muçulmanos que são membros da mesma nação" (Le Figaro, 8 de Outubro de 2007; La Croix, 9 de Outubro de 2007).



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