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Orar // Sementes de Esperança // Meditação - JULHO-AGOSTO

FOLHA DE ORAÇÃO

PRODUTO MENSAL

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INTENÇÃO NACIONAL

 

Para que na Igreja se redescubra a importância do jejum, que, unido à oração e à esmola, é muito mais salutar do que qualquer dieta.

 


PARA QUE A ORAÇÃO SEJA EFICAZ

 

Muitas vezes questionamo-nos se vale a pena rezar, uma vez que parece que a nossa oração não é atendida. Eu próprio tenho feito a mim mesmo esta pergunta muitas vezes e muitas pessoas já ma fizeram também. Então se a nossa oração não é atendida, pelo menos como esperávamos, vale a pena continuar a rezar?


No passado muitos defenderam que não valia a pena rezar, mas a motivação era outra: não acreditavam que tivesse alguma eficácia, porque isso seria como forçar Deus a alterar os Seus planos; seria uma pretensão abusiva de O influenciar. Assim foram os pelagianos no tempo de Santo Agostinho [354-430], pois estavam convencidos que o homem podia, com suas forças, realizar o bem que devia, o bem que é o que o homem, por natureza, deseja, segundo Aristóteles [384-322 a. C.]. Outros ainda, como Lutero [1483-1546], defendiam que a oração não tinha nenhum valor, seria até uma ousadia do homem pensar que podia fazer alguma coisa que pudesse ser útil para a salvação.


A melhor resposta que encontrei foi a de Santo Agostinho. Ele dizia que não somos atendidos na nossa oração por uma de três razões: quia mali, porque somos maus, e Deus não atende as pessoas que são más; quia mala, porque pedimos coisas más, e Deus não concede coisas más, nem que lhe peçamos; quia male, porque pedimos mal, isto é, não sabemos pedir. Por isso Santo Agostinho aconselha a não irmos além do que está no Pai-Nosso, onde está dito tudo o que precisamos para nos salvar. E, de facto, o que pedimos realmente no Pai-Nosso é que Deus não permita que a provação a que somos submetidos alcance níveis que não somos capazes de suportar; e que nos livre do maligno, isto é, do diabo, aquele que nos engana e que quer a nossa perdição. Penso que além desta explicação pouco mais há a dizer. Santo Agostinho disse tudo.

 

Mas há pouco tempo ouvi uma explicação que ajuda a compreender a de Santo Agostinho. Numa catequese em Medjugorje, a Irmã Emanuelle falava da oração, do jejum e da necessária relação que deve haver entre eles. Jesus recomenda a oração, o jejum e a esmola como práticas que distinguem os discípulos (cf. Mt 6,1-17). Nós habituamo-nos a ver estes exercícios separados, mas, dizia a Irmã Emanuelle, eles têm uma relação muito estreita uns com os outros e a sua eficácia depende da relação que têm entre si. Então, a oração que não é acompanhada do jejum e da esmola, por intensa que seja, não conduz a nada. O jejum exprime a disposição do orante em fazer suas as palavras de Jesus: nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus (cf. Mt 4,4); e se não estiverem os dois – a oração e o jejum – unidos à esmola, então significa que o orante não está desprendido dos seus bens, mas apoia a sua vida em alguma coisa que não é Deus. A esmola é a concretização da palavra de Jesus: se quiseres ser perfeito, vai, vende os teus bens… e depois vem e segue-me (cf Mt 19,21)!


Concluía a Irmã Emanuelle: unida ao jejum e à esmola, só assim é que a oração é eficaz, porque já não pedimos nada que seja mau, nem pedimos mal, nem somos maus, porque estamos dispostos a que a palavra de Deus se cumpra em nós: “não se faça a minha vontade, mas a tua” (cf. Mt 26,39).


Esta explicação convenceu-me! Faz sentido!

 

Pe. José Jacinto de Farias, scj

Assistente Espiritual da Fundação AIS

Mês:
 

INSCRIÇÃO: Peregrinação Nacional a Fátima


15-09-2019

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