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Orar // Sementes de Esperança // Meditação - Outubro

FOLHA DE ORAÇÃO

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INTENÇÃO NACIONAL

 

Para que a Senhora do Rosário realize uma vez mais o milagre de Lepanto: proteja a Igreja contra as ameaças internas que visam a sua destruição.

 


A bênção de São José

 

O que aconteceu em Fátima no dia 13 de Outubro de 1917 tem elementos a que o comum das pessoas facilmente não presta a devida atenção. De um modo geral os devotos de Fátima recordam o milagre do sol. Deste acontecimento, que foi visto pelos milhares de peregrinos que nesse dia se encontravam na Cova da Iria, e sobre o qual têm sido dadas muitas interpretações, tentando salvaguardar, por um lado, o aspecto físico e, por outro, o seu alcance religioso e profético. Foi sem dúvida um fenómeno extraordinário que ficou na memória dos que o presenciaram e pertence à tradição dos acontecimentos que se deram nesse ano extraordinário para Portugal e para o mundo.

O milagre do sol fica na tradição da mensagem de Fátima como o sinal prometido por Nossa Senhora a pedido da Irmã Lúcia, para que todos acreditassem no testemunho dos Pastorinhos. É portanto um sinal para a fé. Isto parece-me importante reter, porque tem um profundo alcance teológico. De facto, a fé precisa de sinais.

O Evangelho de S. João é aquele que mais profundamente sublinha este dado, pois, na sua linguagem, não fala de milagres, mas de sinais. Assim, a conversão da água em vinho nas bodas de Caná é o primeiro sinal que Jesus faz – e os discípulos acreditaram n’Ele. S. Tomé disse aos companheiros que se não visse os sinais da paixão, as chagas do lado, das mãos e dos pés, não acreditava.

Mas não é só o Evangelho de S. João que estabelece a relação entre a fé e os sinais da fé. Nossa Senhora, no momento em que o anjo lhe anuncia a missão para que fora chamada – ser a mãe do Filho de Deus -, recebe o sinal da gravidez de sua prima Santa Isabel. Em Zacarias – que hesita na aceitação do que lhe estava a ser anunciado, que teria um filho, ele que já era velho e sua esposa estéril – a sua mudez é um sinal de que algo de extraordinária estava a acontecer na sua vida.

Mas o maior sinal para a fé, voltando ao Evangelho de S. João, é a paixão de Jesus, morrer na cruz, momento que é visto como a manifestação máxima da glória de Deus, que assim aparece como a manifestação máxima do que é o amor. O amor precisa também de sinais de credibilidade, e o maior sinal do amor é dar a vida por aqueles que são amados. Os filósofos tinham intuído que a amizade é querer bem ao outro por aquilo que ele é e não por aquilo que ele possa dar. Mas agora o sinal do amor é mais do que querer bem; o sinal do amor é dar a vida pelos outros.

Na mensagem de Fátima, Nossa Senhora também promete dar um sinal no fim. E este sinal é o fenómeno do sol, que, para os que vêem com os olhos da fé, é sinal da presença do sobrenatural; para os outros, pode ser interpretado à luz dos fenómenos da natureza. Tudo depende, em parte, de como se vê o mundo, como no Principezinho de Saint-Exupéry, pois só vê o interior das coisas quem as vê com o coração. Mas para os Pastorinhos, que quase se não deram conta do que se passava com o sol – eles estavam concentrados no essencial, estavam como que extasiados – o sinal foi a bênção de S. José e do Menino, que abençoavam o mundo: num mundo esfrangalhado pela guerra e pela violência do ateísmo – a bênção de S. José envolve-o noutra atmosfera, quase imperceptível, mas é essa atmosfera, esse envolvimento benevolente, que sustenta, ainda hoje, o mundo.

Que a bênção de S. José e do Menino nos guardem e guardem a Santa Igreja, nesta hora em que parece que mais uma vez se realiza a palavra do Senhor: envio-vos como ovelhas para o meio dos lobos. E os lobos estão à solta e, tal como em Portugal, gozam de especial protecção e atacam os povoados e as ovelhas indefesas, porque os pastores fogem com medo dos lobos!...

 

Pe. José Jacinto de Farias, scj

Assistente Espiritual da Fundação AIS

Mês:
 

1 Milhão de Crianças Rezam o Terço


18-10-2019

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