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INTENÇÃO NACIONAL

 

Para que os católicos não praticantes redescubram a importância da santificação do domingo.

 


Uma das causas da tristeza de Deus


Na meditação de Novembro falei-vos do último livrinho da Irmã Lúcia, que ela deixou inacabado, quando faleceu: Como vejo a mensagem. Neste livrinho a Irmã Lúcia partilha connosco o modo como via a mensagem ao longo dos tempos já transcorridos desde as aparições em 1917.

As primeiras páginas do livrinho transmitem uma profunda sensibilidade eclesial, pois só se decide a escrever quando compreende que é a vontade de Deus, expressa pelo Superior Provincial dos Carmelitas, pelo seu confessor e pelo Cardeal Pirónio, então prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada. De facto, ela tinha recebido ordens para não falar da mensagem, e o que lhe pediam então é que escrevesse, e para isso recebe não só a autorização, mas também a ordem, pois o seu testemunho é fundamental para a Igreja compreender a mensagem e o que verdadeiramente aconteceu no ano de 1917.

De um modo simples, a Irmã Lúcia transmite uma profunda teologia da história: porque é que Deus escolheu aquele lugar, aquela data, aqueles protagonistas? Deus escolhe o que é pobre e insignificante para manifestar os Seus desígnios para que assim se saiba que se trata de Deus e não das criaturas! Santo Agostinho tinha o mesmo pensar: “Deus não escolhe os capazes, mas capacita os que escolhe, para a missão que lhes confia”. E porquê o dia 13 de cada mês? O que para muitos é dia de azar torna-se para a Irmã Lúcia um sinal duma graça: os dois dígitos – 1 e 3 – fazem pensar na Santíssima Trindade, um só Deus em três pessoas distintas! O centro da mensagem é o mistério da Santíssima Trindade, não como tema de especulação, mas como tema de oração e de adoração! Que belas orações o Anjo ensinou aos Pastorinhos e que ainda hoje rezamos todos os dias por esse Portugal fora.

Depois, o porquê da Mensagem. Aqui a Irmã Lúcia sublinha dois pontos: para impedir a expansão do ateísmo e para recordar os Mandamentos da Lei de Deus. Não respeitar os mandamentos; não obedecer a Deus é a causa de todos os males, tanto na Igreja como no mundo; é o tema do pecado pelo qual tantos se perdem e vão para o inferno. E a Irmã Lúcia recorda aquele trecho da Escritura, do livro do Deuteronómio, conhecido como Shemá, Israel! Escuta Israel! e que Jesus evoca na conversa com um escriba: este é o maior mandamento, amar e adorar a Deus sobre todas as coisas, e, acrescenta, ao próximo como a si mesmo. Mas Jesus explicita este mandamento, quando responde a alguém que Lhe perguntou: “Que hei-de fazer para alcançar a vida eterna?” “Cumpre os mandamentos… Mas se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens… Vem e segue-Me!” Como havemos de cumprir este mandamento? Que significa deixar tudo para seguir Jesus?

Podemos pensar em coisas extraordinárias, e houve santos que tomaram esta palavra à letra e venderam tudo para seguir Jesus. E hoje também há muitos que fazem o mesmo! No filme Unbroken, o protagonista entendeu este vender tudo como perdoar aos que o maltrataram no campo de prisoneiros do Japão, na Segunda Guerra Mundial. Mas uma forma muito simples de o cumprir é ir à Missa ao domingo: não é uma questão de quando me sentir bem ou sentir necessidade; é um mandamento de Deus. E para o cumprir, tenho de deixar tudo. Muitos dizem que não podem, porque têm muito que fazer… Mas vai chegar um dia em que ficarão doentes, não irão trabalhar, terão de deixar tudo… Por isso, para irmos à Missa ao domingo, temos de deixar, temos de programar a vida de toda a semana para que tenhamos tempo para ir à Missa. Ir à Missa ao domingo torna-se, assim, expressão simbólica duma disposição de toda a vida. Por isso, costuma dizer-se, e bem, que são praticantes os católicos que vão à Missa ao domingo!

O descuido e a desatenção deste preceito podem estar na origem da tristeza de Deus.

 

Pe. José Jacinto de Farias, scj

Assistente Espiritual da Fundação AIS

Mês:
 

Presépio na Cidade


19-12-2019

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