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Orar // Sementes de Esperança // Reflexão: ROMÉNIA


ROMÉNIA: Uma nação, uma religião?
 



Superfície:
238.391 km2


População: 19.373.000
habitantes


Religiões:
Cristãos: 98,5 % dos quais 85 % são ortodoxos
Agnósticos: 0,8%
Muçulmanos: 0,4%
Outras: 0,3%

Língua oficial: Romeno



Na Roménia, a comunidade católica está com dificuldade em ver reembolsados os bens confiscados durante o período comunista e entregues à Igreja Ortodoxa, ao passo que esta beneficia do apoio, nomeadamente financeiro, das autoridades civis.

No papel, a Roménia é um dos países ex-comunistas que mais êxito teve na sua transição para a democracia liberal, para a integração europeia e para a abertura aos capitais estrangeiros. Provas disso: contrariamente à Hungria, Polónia e mesmo à República Checa e à Eslováquia, o que actualmente lá se passa não provoca o clamor das instâncias europeias ou do Parlamento Europeu, nem os comentários da imprensa ocidental. O último exemplo deste “dois pesos duas medidas” foi o despedimento, a 9 de Julho de 2018, de Laura Kövesi, responsável pela Direcção Nacional Anti-Corrupção, em conflito com o partido social-democrata no poder, do qual muitos responsáveis foram condenados ou são alvo de perseguições. Laura Kövesi tinha, contudo, conseguido levar a julgamento e obtido a condenação de milhares de políticos com casos de corrupção que gangrenam o país.

A Igreja Católica Latina da Roménia é vítima de um destes escândalos que perduram. Um prédio de 18 andares foi construído sem licença, mesmo junto à catedral São José, e ameaça o edifício que faz parte dos monumentos históricos, apesar dos protestos dos fiéis e da Santa Sé. O construtor foi condenado pela justiça, mas o presidente da Câmara de Bucareste recusa-se a fazer aplicar a sanção.

A Igreja Ortodoxa Romena reivindica 16 milhões de fiéis, 85% da população do país. Instrumentalizada na época comunista pelo regime, conserva laços estreitos com o mundo político e com os partidos que dirigem o país. A construção de igrejas é disso o sinal mais evidente. Calcula-se que cerca de dez são, em média, acabadas todos os meses, o que deveria dar testemunho da vitalidade da ortodoxia romena, tal como o florescimento dos mosteiros. Mas a origem estatal do financiamento causa problemas. A nova catedral de Bucareste, chamada “catedral da salvação da nação romena”, que foi consagrada em Novembro de 2018, tornar-se-á, sem dúvida, o maior edifício ortodoxo do mundo. A sua construção, largamente financiada pelo Estado na sequência do voto do Parlamento, deu origem a numerosos debates. A maioria dos Romenos aprova-a, mas preferia que ela tivesse sido financiada pela Igreja Ortodoxa e não pelo Estado.


Tensões constantes
Quase 30 anos após o fim das perseguições, D. Mesian, Bispo de Lugoj, fala prudentemente sobre a situação actual da Igreja Católica na Roménia. Sem dúvida que alguns bens foram devolvidos pelo Estado à sua Igreja, liquidada, proibida e privada de todo o lugar de culto, durante a época comunista. Mas igrejas e casas paroquiais nem sempre foram restituídas e o Estado não se empenha em resolver este problema.


O ecumenismo
As relações entre a Igreja Ortodoxa e a Igreja Católica, sobretudo a de rito bizantino, são delicadas. Em 2008, o Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa Romena especificou que membros da Igreja Ortodoxa, clérigos ou leigos, não podem participar em actos sacramentais ou litúrgicos de outras Igrejas. Assim, oficialmente não pode haver uma oração conjunta.

Um casamento misto entre uma pessoa ortodoxa e uma pessoa de outra confissão cristã só pode ter lugar com aprovação especial do bispo ortodoxo da localidade. Alguns bispos recusam terminantemente conceder essa licença.

Após a queda do comunismo, em 1989, a Semana de Oração pela Unidade em Bucareste foi marcada todos os dias por uma celebração numa igreja diferente, começando ou terminando na catedral ortodoxa, na presença do patriarca. Actualmente, este já não participa e a oração já não tem lugar na catedral patriarcal. Os Ortodoxos Romenos podem assistir à oração ecuménica organizada pelas outras Igrejas cristãs, desde que não haja conteúdo litúrgico.

Todavia, se a situação ecuménica oficial se deteriorou, localmente existem boas relações, conforme a abertura de um bispo e o carácter conciliador de um sacerdote ou de uma religiosa. Tudo isto se faz discretamente, para não atiçar as críticas dos fundamentalistas. São prova disso a existência do Centro Ecuménico de Sibiu e o Centro Carmelita de Stânceni.


Oração
Para que o ecumenismo e a unidade entre as Igrejas cristãs seja uma realidade mais visível na Roménia num futuro próximo, nós Te pedimos Senhor!


 
 
       

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Mês:
 

Apresentação do Relatório Liberdade Religiosa no Mundo 2018 | SETÚBAL


23-03-2019

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