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Consagrados ao Coração

de Maria desde 1967

Oração por Asia Bibi

Asia Bibi não está só: reza-se por ela em todo o mundo

 

As Clarissas de Lovere (Itália), as Pobres Damas de clausura de Nova York (EUA); a comunidade dos franciscanos de Thu Duc, em Hochiminh City (Vietname), a Diocese de Batouri (Camarões); as Irmãs de São José de Tarbes, no Brasil, as comunidades cristãs da Nova Zelândia; os maronitas do Líbano e os ortodoxos na Indonésia, uniram-se, no passado dia 20 de abril de 2011, às comunidades, institutos religiosos, associações, paróquias, fiéis de todas as confissões cristãs para rezar por Asia Bibi, oferecer Missas, acender velas, organizar vigílias de oração, procissões de velas e Adorações Eucarísticas.

 

A iniciativa de uma “Jornada Especial de Oração” lançada pela Fundação Masihi - que visa manter viva nas consciências o sofrimento de uma mulher paquistanesa acusada de blasfémia e condenada à morte injustamente – teve uma grande adesão em todo o mundo.

 

“Acreditamos no poder da oração, capaz de mover montanhas, graças à intervenção de Deus” – sublinhou Haroon Barkat Masih, Diretor da Fundação Masihi. "Acreditamos que seja importante invocar a comunhão universal dos fiéis para casos de perseguição como o de Asia Bibi" – explicou. Muitos fiéis comprometeram-se a rezar “por Asia e pelos cristãos perseguidos”.

 

“Unimo-nos em oração por Asia Bibi e pelas outras vítimas, esperando que se obtenha brevemente uma melhoria da situação” – escrevem as irmãs Clarissas de Lovere, que se uniram aos mosteiros de clausura já envolvidos, como Escalona (Toledo, Espanha) ou o das Beneditinas de Rosano (Itália).

 

Os franciscanos no Vietname, em uma especial vigília de oração noturna, recordaram Asia Bibi, as vítimas da lei da blasfémia no Paquistão e “também as vítimas da repressão da liberdade de consciência e de religião no Vietname”.

 

Nos Estados Unidos, além da adesão das “Pobres Damas” de Nova York, muitas comunidades cristãs puseram-se em contacto comunicando através das redes sociais como Facebook. São muito numerosas – observa a Fundação expressando sua surpresa – as adesões do continente africano: comunidades de religiosos e de leigos do Senegal, irmãs de uma aldeia no Benim, comunidades no Chade, na República Centro-africana, nos Camarões, na África do Sul, escreveram-nos.

 

Também há muito interesse pela iniciativa na América Latina, principalmente na Argentina e no Brasil (e até em comunidades indígenas cristãs da floresta amazônica), e em países como o Chile, Equador, Peru e Venezuela.

 

No Paquistão, Dom Andrew Francis, Bispo de Multan e Presidente da Comissão para o diálogo inter-religioso da Conferência Episcopa, confirmou o compromisso de rezar em representação da Igreja católica, que obteve também a adesão pública de Dom Anthony Rufin, Bispo de Islamabad. As Pontifícias Obras Missionárias do Paquistão mobilizaram crianças e jovens nas escolas, enquanto outras comunidades cristãs no Punjab reuniram-se em oração neste momento difícil para os fiéis, vítimas de recentes ataques. Os fiéis da Christ Church e St. Paul Church em Rawalpindi; da St. Thomas Church e Lady Fatima Church em Islamabad; da FGA Church, New Life Church, Gospel of God, United Pentecostal Church em Lahore; da Holy Trinity Church, Hunter Memorial Church em Sialkot, acenderão velas.

 

Das centenas de adesões, citam-se as Missionárias da Consolata, dos Frades do Sagrado Coração, de paróquias de diversas Dioceses da França, Espanha e Reino Unido, do Centro S. André da pequena República de São Marino. Um fiel francês escreveu uma poesia dedicada a Asia Bibi que, expressando os sentimentos e esperanças de todas as comunidades envolvidas, encerra-se dizendo “Irmã Asia, você nunca estará sozinha”.

 

Também em Portugal, dando corpo a esta ideia, a Fundação AIS decidiu promover uma corrente de oração e criou um livro digital, “YOU ARE NOT ALONE” (Não Estão Sozinhos), com os nomes dos cerca de meio milhar de pessoas que já se associaram a esta iniciativa, livro que foi enviado ao Bispo Auxiliar de Lahore, D. Sebastian Shaw. 

 

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Felizmente as orações continuam a chegar, pelo que este livro digital será actualizado todos os meses e reenviado para o Bispo do Paquistão. Este gesto simples permitirá ao perseguido povo paquistanês saber que também em Portugal há quem reze pela sua luta pela liberdade religiosa. Por isso mesmo, o povo do Paquistão não está só, não está abandonado à sua sorte.  

 

Shabhaz Batti, 42 anos, ministro para as Minorias Religiosas do Paquistão, foi morto em plena luz do dia, no seu próprio país, pela Al-Qaeda.

 

Era o único católico do Governo e, em defesa das minorias, tentou derrogar a lei da blasfémia que condena à morte quem se opõe ao Islão e ao profeta Maomé. Por causa disso, foi ameaçado de morte e depois morto pelos talibã.

 

No seu testamento espiritual, deixou escrito o seguinte: “Quero que a minha vida diga que eu sigo Cristo. Esse desejo é tão forte em mim que consideraria um privilégio se Jesus quisesse aceitar o sacrifício da minha vida”.

 

Numa outra entrevista, pouco antes de morrer, afirmou: “Creio em Jesus Cristo que deu a sua vida por nós. Sei qual é o significado da cruz e sigo a cruz. (…) Estas ameaças não podem mudar os meus princípios. Prefiro morrer do que ceder a ameaças”.

 

A entrevista está disponível no You Tube (ver aqui). Um mês depois da sua morte, aqui fica a homenagem a este ministro.

 

Aura Miguel - RR

 

 


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