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Comunicado conjunto

Comunicado conjunto
do
Patriarcado Greco-Ortodoxo de Antioquia e todo o Oriente
e do
Patriarcado Sírio Ortodoxo de Antioquia e todo o Oriente

Na segunda-feira, dia 22 de Março de 2013, fomos surpreendidos com a notícia de que os nossos irmãos, Bispo Paul (Yazigi) de Alepo e Alexandria, e o Bispo John (Ibrahim) Sírio Ortodoxo de Alepo, foram raptados no regresso para Alepo, no final de uma missão humanitária. Lamentamos profundamente o sucedido, tal como lamentamos todas as acções que têm civis como alvos, independentemente de quem se trate. Por este motivo, dirigimos a seguinte declaração às comunidades locais e internacionais:

1-    Os Cristãos que aqui vivem são um elemento essencial do país. Eles sofrem com cada pessoa que sofre e agem como mensageiros da paz, a fim de libertar cada oprimido das malhas da injustiça: eles seguem o ensinamento do Evangelho que lhes diz que o amor é a base das relações humanas. As posições oficiais emitidas pelos líderes oficiais das várias Igrejas constituem a melhor expressão a este respeito e a missão desempenhada pelos dois bispos capturados é mais uma prova desta orientação.

2-    Os Cristãos nesta zona do Oriente estão profundamente tristes pelo que as suas nações estão a atravessar, nomeadamente a violência que está a alastrar e a matar os filhos do país, expondo as suas vidas a vários perigos, entre os quais o rapto, um dos mais horríveis e absurdos, e a prejudicar a vida de indivíduos pacíficos e desarmados. Apelamos aos raptores para que respeitem a vida dos dois irmãos capturados, bem como a todos para que ponham um fim a todos os actos que originam divisões a nível confessional e sectário entre os filhos deste país.

3-    Compreendemos a ansiedade dos Cristãos pelo sucedido e pedimos-lhes que sejam pacientes, que se agarrem aos ensinamentos da sua fé e que se apoiem em Deus, cuja força reside na nossa fraqueza. Defender o nosso país significa, antes de mais, agarrar-nos a ele e continuarmos a fazer dele um lugar de amor e de coexistência. Também estamos cientes de que todos os cidadãos de todas as confissões sofrem a mesma dor, provocada por estes actos, e pedimos que o Senhor os fortaleça nas suas dificuldades. Apoiamo-los a fazerem ouvir a sua voz, recusando todas as formas de violência que destroem o nosso país e fazem sangrar o nosso coração.

4-    Nesta situação dolorosa, apenas podemos pedir a todo o mundo que procure pôr um fim à crise síria, a fim de que a Síria se torne novamente um jardim de amor, segurança e coexistência. Os ajustes de contas não devem acontecer à custa dos seres humanos que aqui vivem.

5-    Também apelamos às Igrejas em todo o mundo a ser firmes perante os actuais acontecimentos e a ser testemunhas da sua fé no poder do amor neste mundo. É preciso dar passos que reflictam a sua rejeição a todas as formas de violência que atingem os seres humanos que vivem no Oriente.

6-    Aproveitamos a oportunidade para apelar aos nossos compatriotas, de todas as confissões islâmicas, a dar as mãos e a continuar a rejeitar o abuso e o uso de pessoas como objectos e escudos nas batalhas ou como meio de suborno monetário ou político.

7-    Por fim, dirigimo-nos aos raptores, dizendo que aqueles que raptaram são mensageiros da paz no mundo. O seu trabalho religioso, social e nacional prova-o. Pedimos-lhes que lidem com este incidente doloroso sem tensão, a qual apenas favorece os inimigos do país.

Pedimos ao Senhor que nos abençoe neste tempo, para que esta crise termine rapidamente e as almas de todos os nossos irmãos e irmãs possam recuperar a sua segurança e paz, a fim de que o nosso país goze a prosperidade e a paz que merece.

Mês:
 

Terço Sem Fronteiras


25-05-2019

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