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21-7-2010

Paquistão: Vaticano denuncia assassinato de dois cristãos


A Santa Sé denunciou o assassinato de dois cristãos em Faisalabad, Paquistão, à saída de um tribunal onde se defendiam da acusação de ter violado a lei sobre a blasfémia. O incidente ocorreu na segunda-feira, 19 de Julho.

Os assassinatos de Rashid Emmanuel, pregador da Bíblia, e do seu irmão, Sajid Masih, presos há três semanas por terem sido acusados por fanáticos muçulmanos, ocorreram no final de uma audiência num tribunal onde a sua inocência já tinha sido demonstrada através de um relatório da polícia.


Os assassinos atacaram com armas de fogo à saída do tribunal, ferindo o polícia que os acompanhava, e abandonaram a cena do crime sem serem detidos.

Segundo os militantes que os denunciaram, os dois irmãos teriam distribuído publicamente panfletos e folhetos com frases ofensivas contra o Profeta Maomé e feito propaganda anti-islâmica no seu site na Internet. O caso gerou um violento protesto em massa dos militantes islâmicos num dos maiores subúrbios de Faisalabad, Waris Pura, habitado por uma grande comunidade cristã de cerca de 100 mil pessoas.


Os manifestantes atingiram com pedras a igreja católica do Santo Rosário em Waris, causando uma forte apreensão na população local. Muitas famílias, face ao pânico gerado, preferiram abandonar temporariamente as suas casas.


Em declarações à agência Fides, da Congregação para a Evangelização dos Povos, D. Joseph Coutts, Bispo de Faisalabad, revelou que o funeral de de Rashid Emmanuel e Sajid Masih foi vivido "num clima de luto, dor e de alta tensão emotiva".


"Disse às pessoas que oferecemos o sangue destes inocentes a Deus com o sangue de Jesus Cristo. Servirá para a nossa salvação e, esperamos, para curar a nossa comunidade de Faisalabad das doenças do ódio e da violência", refere.

O secretario executivo da Comissão Nacional para a Justiça e Paz da Conferência Episcopal do Paquistão, Peter Jacob, citado pelo "Osservatore Romano", renovou o apelo às autoridades para que se revogue a lei sobre a blasfémia, utilizada com frequência como pretexto por parte dos integristas muçulmanos para perseguir os cristãos.


Segundo um relatório sobre as condições das minorias religiosas no Paquistão, recém-publicado pela Comissão Nacional Justiça e Paz, os abusos da lei sobre a blasfémia continuam em ritmo contínuo em todo o país. Em 2009, foram registados 112 casos, que atingiram 57 ‘ahmadi' - seita que as autoridades paquistanesas não reconhecem como muçulmana -, 47 muçulmanos e 8 cristãos. No total, entre 1987 (quando entrou em vigor) e 2009, 1032 pessoas foram injustamente atingidas.


O observatório para a liberdade religiosa no mundo da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre afirma a respeito do Paquistão que "o pior instrumento de repressão religiosa é a lei da blasfémia, a qual continua a causar cada vez mais vítimas".


Esta lei refere-se na realidade ao Artigo 295, B e C, do Código Penal do Paquistão. A secção B refere-se a ofensas contra o Alcorão que são puníveis com prisão perpétua; a secção C refere-se a actos que enxovalham o profeta Maomé, puníveis com prisão perpétua ou com a morte.


Departamento de Informação da Fundação AIS - info@fundacao-ais.pt

 

 

 

 


 

 

O Secretariado Francês da Ajuda à Igreja que Sofre lançou em Junho, uma petição para abolir a "Lei da Blasfémia", no Paquistão.

 

O texto da petição diz o seguinte:

“Pedimos ao governo do Paquistão para abolir imediatamente a lei anti-blasfémia, sobretudo o parágrafo n.º 295C do código Penal que prevê a pena de morte aos culpados; pedimos ao governo para garantir os direitos de todas as minorias religiosas do país; unimos-nos em corrente de oração em favor do povo paquistanês”.

 

Saiba mais e não fique indiferente! Assine aqui »

 

 


 

OBSERVATÓRIO: Paquistão

 






comentarios
 
Nome:
Maria Madalena Livramento Monteiro
Comentário:
É doloroso ver o que se passa em países onde não há liberdade religiosa. Temos todos que fazer alguma coisa por essas pessoas, nós que ainda temos a liberdade e não damos tanto valor. Podemos ajudar essas pessoas que sofrem ainda que seja com a nossa oração, para além de outras ajudas que podemos dar. Madalena
 
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