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8-9-2011

Portugal: Livro que denuncia situação de Asia Bibi lançado em Lisboa com o apoio da Fundação AIS


“Asia Bibi está, desde Janeiro, numa cela minúscula, sem instalações sanitárias, infestada por mosquitos, e, por questões de segurança, não pode de lá sair sequer para o pátio interior da cadeia. Ou seja, Asia Bibi nem pode ver a luz do sol.”

A denúncia é da jornalista francesa Anne-Isabelle Tollet, co-autora da história da paquistanesa Asia Bibi, condenada por blasfémia, que esteve em Lisboa para o lançamento do livro que tem a chancela da Alêtheia e a cuja edição se associou a Fundação AIS.

Zita Seabra, responsável pela editora, referiu que o livro procura ser “uma chamada de atenção” para esta história, e manifestou o desejo de que “possa contribuir para a sua libertação”.

Aliás, Seabra recordou as palavras agradecidas do marido de Asia Bibi, “que mandou um mail à Alêtheia, agradecendo a coragem pela edição da obra”. O livro, de que Tollet é co-autora, foi escrito através de um vaivém de perguntas que a jornalista fez chegar a Bibi através do seu marido, a única pessoa autorizada a visitá-la.

“Blasfémia – Condenada à morte por um copo de água”, retrata, pela protagonista, a história que começou a 14 de Junho de 2009 quando Asia Bibi bebeu “de um poço pertencente a mulheres muçulmanas, pelo copo ‘delas’, debaixo de um sol com 40º C”.

É a própria Asia Bibi que sintetiza o ‘crime’ de que está acusada: “Sou prisioneira porque utilizei o mesmo copo dessas mulheres muçulmanas. Água bebida por uma cristã considerada impura por essas estúpidas companheiras dos campos”, conta esta mãe de cinco filhos, encarcerada há dois anos.

“Agora que me conheceis, contai à vossa volta o que me aconteceu. (…) Creio que é a única maneira de eu não morrer no fundo desta prisão”, pede Asia Bibi na última página do livro.

A história desta mulher cristã, vítima da intolerância religiosa, é também a história do governador Salman Taseer e do ministro cristão das Minorias, Shahbaz Bhatti, ambos assassinados por lutarem pela sua libertação. Da “prisão imunda” onde está detida, Asia Bibi pede ajuda para denunciar a “injustiça” e “barbaridade” da condenação.

Catarina Martins, directora da Fundação AIS em Portugal, explicou que este caso deve ser denunciado para que as pessoas “saibam que há países onde se morre por causa da fé”, e recordou as várias campanhas já realizadas de apoio aos cristãos perseguidos em todo o mundo, destacando “as correntes de oração” pelos que sofrem a intolerância religiosa, “como é o caso de Asia Bibi”.

Departamento de Informação da Fundação AIS

 

OBSERVATÓRIO: Portugal

 






comentarios
 
Nome:
Ana Rodrigues
Comentário:
Só lamento que se fale tão pouco de situações como esta mesmo no seio da própria Igreja. Raramente, ou mesmo nunca, ouço os nossos padres falarem e invocarem orações durante as Eucaristias por este tipo de situações. A liberdade religiosa é muito pouco aflorada. Felizmente, que parece começar a ganhar alguma expressão, ainda que pontualmente, provocada, maioritariamente pelo apoio da AIS a alguns bispos de países sem liberdade religiosa como o Iraque, Paquistão, Índia etc.
 
Nome:
Everton Coutinho
Comentário:
Como dizia Nosso Senhor Jesus Cristo: "Pelos seus frutos os conhecereis". É lamentável que ainda exista situações como esta. Devemos direcionar nossas orações para Dona Asia e se possível, fazer apelos para que as autoridades daquele país reconsiderem e possam dar clemência a nossa irmã.
 
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