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16-6-2014

Iraque: terroristas divulgam imagens de execuções em massa


As primeiras fotos divulgadas na Internet, pelos próprios terroristas do Estado Islâmico no Iraque e Levante, permitem afirmar que centenas de membros do exército iraquiano capturados na ofensiva militar contra este país foram já executados.

Numa dessas imagens, diversos homens vestidos à civil caminham inclinados diante do olhar dos militantes islamitas antes de entrarem em camiões que pertenciam ao exército do país.

Noutras imagens é possível ver pessoas dentro de buracos escavados no solo a quem estavam apontadas armas, havendo vestígios de poças de sangue.

Desde a passada terça-feira, que forças jihadistas tomaram a segunda maior cidade do Iraque, Mossul, além de Tikrit e de outras localidades na província de Saladino, de Diyala e de Kirkuk, ameaçando agora a capital.

Há informações de que as forças de segurança iraquianas estarão a recuperar algumas posições mas é difícil perceber exactamente o que se está a passar no terreno.

Este ataque, que poderá conduzir o país para uma guerra civil, à semelhança do que já acontece na vizinha Síria, está a deixar a comunidade cristã profundamente apreensiva.

Citado pela agência Fides, o padre caldeu Kais Mumtaz, de Kirkuk, afirmou que esta situação “assusta muitos os cristãos”, pois se a guerra civil se generalizar, não haverá distinções para cristãos, sunitas, curdos e xiitas, não haverá distinção para soldados, terroristas e civis”.

Também o Arcebispo de Mossul, D. Amel Shimon Nona, já tinha afirmado o seu enorme receio pela evolução dos acontecimentos.

Em declarações recentes à Fundação AIS, quando se davam as primeiras movimentações militares dos radicais islâmicos, o prelado afirmou que nunca se tinha visto nada de semelhante na região.

“Mossul está um caos”, disse, afirmando ainda que “toda a comunidade cristã” deveria estar já em fuga, fazendo parte das mais de 500 mil pessoas que, num espaço de poucas horas, abandonaram tudo o que tinham com medo das represálias e dos ataques dos terroristas.

Metade da população de Mossul deixou já a região e são, agora, uma das grandes prioridades da Igreja, que procura ajudar estas famílias, realojando-as, alimentando-as e dando-lhes o conforto possível num momento de tão grande tragédia.

Segundo o Arcebispo, que pede as nossas orações e solidariedade, provavelmente, neste momento, já não restará nenhum cristão em Mossul.

Entretanto, nas últimas horas, a polícia espanhola deteve um grupo de 8 pessoas em Madrid, acusadas de estarem a recrutar voluntários para combater no Iraque e na Síria nas fileiras do ISIS, o Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

O cabecilha do grupo, Lahcen Ikasrrien, de origem marroquina, teria estado detido em Guantanamo, tendo sido libertado por falta de prova.

 

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt


 

OBSERVATÓRIO: Iraque

 






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