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7-8-2014

Iraque: JIhadistas atacam e conquistam Qaraqosh, forçando à fuga de milhares de cristãos, no dia da jornada mundial de oração pela paz no país


A cidade de Qaraqosh, um dos últimos refúgios para os cristãos no norte do Iraque foi atacada e tomada pela força, ontem à note, por militantes jihadistas do Estado Islâmico no Iraque e o Levante. 


À Fundação AIS chegou a informação de que o ataque provocou a fuga generalizada dos cristãos que viviam na cidade – e qua na sua maioria já tinham fugido de Mossul – e que se encontram agora nas ruas de Erbil... 


As estruturas locais da Igreja estão a tentar ajudar esta nova multidão calculada em mais de 100 mil refugiados, dando-lhes abrigo, alimentos, água potável. Maria Lozano, uma das responsáveis pela estrutura de Comunicação da Fundação AIS a nível internacional classificou já esta situação como sendo “um desastre”. 


Quaraqosh, recorde-se, é a sede do Arcebispado de Mossul, onde está situado o seu Seminário Maior e onde se encontravam também diversas congregações religiosas femininas. A população da cidade era, até ontem à noite, composta provavelmente, mais de 90 por cento de cristãos.


Já nos últimos dias as notícias provenientes do Iraque não eram positivas. A ocupação de novas aldeias e cidades na região de Mossul pelos jihadistas já tinha levado a uma outra fuga maciça de centenas de milhares de pessoas. 


Uma vez mais, os cristãos foram vítimas dessas ofensivas, assim como membros de outras minorias religiosas, como os yezidis. Estas acções militares têm decorrido agora em região controlada pelos Curdos. 


A urgência de paz no Iraque motivou a realização, ontem, de uma jornada mundial de oração pela paz e reconciliação , da responsabilidade da Ajuda à Igreja que Sofre em sintonia com D. Louis Sako, o Patriarca da Igreja Caldeia.

 
Esta jornada, desenvolvida pelo Secretariado português da Fundação AIS, em conjunto com os outros secretariados internacionais da instituição, procurou sensibilizar o mundo para o drama inqualificável que se verifica no Iraque face à actuação de movimentos jihadistas, como o Estado Islâmico, que têm vindo a ocupar cada vez mais vastas regiões deste país, assim como da Síria, onde autoproclamaram a instauração de um “califado”. 

 
A jornada teve enorme repercussão mediática em Portugal, com praticamente todos os Meios de Comunicação Social nacionais a fazerem eco da iniciativa. 


Prova também da adesão dos portugueses a este apelo à oração pela paz no Iraque foi o enorme impacto verificado  na divulgação e adesão a esta jornada nas chamadas Redes Sociais, nomeadamente no Twitter e no Facebook.


Ontem, o Papa Francisco também se associou a este evento, embora indirectamente, ao pedir orações pelo Médio Oriente. “Rezemos tanto pela paz no Médio Oriente. Rezem por favor!”, disse. 

 
Entretanto, na passada terça-feira, em Bagdade, a capital iraquiana, houve um outro encontro em favor da paz que reuniu, na igreja de St. George, muçulmanos, membros do conselho da cidade, cristãos e muitos outros activistas, que expressaram solidariedade para com os cristãos de Mossul. 

 
D. Louis Sako, que esteve presente no evento, afirmou que toda a comunidade está chocada com o que “está a acontecer no país”, referindo-se aos acontecimentos de Mosul em que as “pessoas têm sido arrancadas das suas raízes, saqueadas e humilhadas por causa da sua fé cristã”.

 
O prelado fez também referência aos mais recentes acontecimentos em Sinjar, onde, nas últimas horas, ocorreu um massacre contra a comunidade Yazidi. “Estou triste e envergonhado com tais actos”, acrescentou.

 
PA | Departamento de Informação da Fundação AIS |
info@fundacao-ais.pt


 

OBSERVATÓRIO: Iraque

 






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