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18-8-2014

Reino Unido: Cameron alerta para a ameaça “directa” que os jihadistas representam para a própria Europa


"Se não agirmos para travar este ataque deste movimento terrorista excepcionalmente perigoso, só vai crescer com mais força até que nos possa atingir nas ruas do Reino Unido.”


A frase é de David Cameron, primeiro-ministro britânico, e está publicada num artigo de opinião no jornal ‘Sunday Telegraph’, publicado ontem, domingo.


Cameron afirmou, no artigo, que a “ajuda humanitária” ocidental às minorias perseguidas pelos jihadistas no Iraque, nomeadamente a comunidade cristã, “não é suficiente”, e que é “necessária uma resposta firme” do ponto de vista militar. 


David Cameron alerta ainda para a “ameaça directa” que os combatentes do Estado Islâmico representam para o Reino Unido, e toda a Europa, e que o seu país deve empregar toda a sua “valentia militar” para os combater, embora reconheça que não devem, para já, ser enviadas tropas britânicas para o Iraque ou Síria, onde os jihadistas instauraram um “califado”. 


Recorde-se que a presença de largas centenas de europeus em combate nas fileiras do Estado Islâmico, e o seu regresso aos países de origem depois da experiência militar, está a ser considerado como uma das “maiores ameaças” à segurança europeia em diversas chancelarias.


Para o primeiro-ministro britânico, esta é "uma batalha contra uma ideologia venenosa", e deixou clara a mensagem de que se está a lutar contra "um Estado terrorista nas margens do Mediterrâneo".


Entretanto, nas últimas horas, há notícias de que as forças curdas terão recuperado duas localidades cristãs situadas a cerca de 15 quilómetros a norte de Mossul, tendo contado, para o efeito, com o apoio da aviação norte-americana. 


O presidente da Comissão de Segurança do Conselho Provincial de Nínive, Mohamed Ibrahim al Bayati, revelou à agência de notícias EFE que as tropas curdas conseguiram retomar o controlo das localidades de Batnaya e Telesqof depois de um bombardeamento aéreo contra forças 'jihadistas' da organização radical Estado Islâmico.


Também nas últimas horas, a notícia de que forças curdas retomaram o controlo de uma vasta área, na zona ocidental, da maior barragem do Iraque, situada na região de Mossul.


Esta vitória militar é particularmente importante pois havia o receio de que os jihadistas pudessem usar a bacia hidrográfica como arma, nomeadamente provocando uma descarga que poderia atingir a capital, Bagdade. 


PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt  


 

OBSERVATÓRIO: Reino Unido

 






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