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2-9-2014

Iraque: ONU fala em “actos de desumanidade em escala inimaginável” e em “limpeza étnica e religiosa”


Ontem reuniu o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em que se debateu a situação no Iraque devido, especialmente, aos abusos cometidos pelo grupo extremista Estado Islâmico, encontro que contou com o apoio de Portugal. 


Esta reunião ocorre no momento em que a ONU assegura ter recebido relatórios do Iraque que “revelam actos de desumanidade numa escala inimaginável”. 


A vice-comissária dos Direitos Humanos, Flavia Pansieri, afirma que elementos do Estado Islâmico cometeram ataques sistemáticos e intencionais contra civis, que incluem assassinatos selectivos, conversões forçadas, escravidão, abuso sexual, e o cerco a comunidades inteiras.


Na reunião de ontem, o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas debateu a necessidade de se enviar uma missão de emergência para o Iraque para investigar estes crimes de guerra e contra a humanidade. 


Pansieri explicou que diversas comunidades têm sido alvo de perseguição impiedosa. Entre elas, estão os cristãos, os yazidi, turcomanos, shabak, kaka'i e comunidades xiitas. “Todas elas têm sido alvo de perseguição particularmente brutal e impiedosa”, que pode equivaler “a limpeza étnica e religiosa”.


A vice-comissária afirmou ainda que “centenas de milhares de civis dessas comunidades fugiram para locais remotos e desolados, onde relatos não confirmados indicam que um grande número de crianças, idosos e pessoas com deficiência têm morrido em resultado de exaustão e privação de água e de alimentos”. 


Referindo-se à comunidade Yazidis, Pansieri afirmou que tem sido alvo de tratamento extremamente severo, havendo relatos de “mulheres e raparigas distribuídas como escravas” para os jihadistas. Pelo menos “2.250 mulheres e crianças Yazidi já teriam sido feitas reféns” dos islamitas. 


As Nações Unidas têm também relatos de massacres ocorridos contra centenas de pessoas detidas em prisões em Mossul. 


As forças do regime iraquiano não escapam à acusação de terem sido também responsáveis por crimes contra a humanidade nesta guerra que travam contra o Estado Islâmico que declarou, recorde-se, a instauração de um “calfado” nas regiões que controla ao norte do país e também na Síria. 


PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt


 

OBSERVATÓRIO: Iraque

 






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