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18-11-2016

Lisboa: “Rezem para que os Cristãos fiquem no Médio Oriente”, pediu Arcebispo de Erbil na sessão de lançamento do Relatório da Fundação AIS sobre a Liberdade Religiosa no Mundo


“É preciso que os Cristãos fiquem no Médio Oriente. A solução para a região não é tanto política nem económica: passa pela paz de Cristo e isso só se consegue com a presença dos Cristãos”, defendeu ontem o Arcebispo Bashar Warda perante cerca de uma centena de pessoas que assistiram, na Sociedade de Geografia, em Lisboa, ao lançamento do Relatório da Fundação AIS sobre a Liberdade Religiosa no Mundo.

O Arcebispo Bashar Warda, de Erbil, no Iraque, veio a Portugal a convite da Fundação AIS para o lançamento deste Relatório em que é analisado o exercício do direito à liberdade religiosa em quase duas centenas de países, no período entre Junho de 2014 e Junho deste ano. Um relatório que, como sublinhou Catarina Martins, a directora da AIS em Portugal, “é o único estudo a nível internacional realizado por uma instituição católica”.

D. Bashar Warda descreveu a situação trágica em que se encontra a comunidade cristã, forçada a fugir de suas casas em 2014, face à onda de violência extremista que se abateu sobre uma grande parte do território iraquiano, e deu também o seu testemunho de como é difícil a vida, em Erbil, no norte do país, onde vivem actualmente milhares de pessoas dependentes da ajuda da Igreja e de demais instituições de solidariedade.

“São 10 mil famílias que ainda esperam que a sua vida possa regressar ao normal e o vosso apoio é muito importante”, sublinhou o prelado, lançando como que um apelo aos portugueses: “Peço-vos que rezem para que os Cristãos fiquem no Médio Oriente e sejam um sinal de paz para toda a região. Peço-vos ajuda para a reconstrução das suas casas, das suas vidas.”

O Iraque é apenas um dos países focados neste Relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo. O documento foi apresentado, nas suas linhas gerais, por Fernando Negrão, deputado do PSD na Assembleia da República e presidente do Grupo Parlamentar informal de Solidariedade para com os Cristãos Perseguidos no Mundo. 

Destacando o facto de ter havido, no período abordado no Relatório da AIS, uma diminuição acentuada da liberdade religiosa em muitos países, Fernando Negrão sublinhou, como elemento mais marcante, o surgimento de “um novo fenómeno de violência com motivação religiosa, que pode ser descrita como híper-extremismo islamita, um processo de radicalização sem precedentes”.

No final da sessão, questionado directamente pela Fundação AIS sobre o que tinha considerado mais perturbante em todos os casos concretos apresentados no Relatório de atentados à liberdade religiosa, Fernando Negrão afirmou que, “o mais chocante, foi a violência extrema usada para quem não professa uma religião igual à do outro”. “Chegámos a um ponto em que pior é difícil”, disse. E acrescentou: “Isso, para mim, foi o mais chocante.”

Também presente na Sociedade de Geografia, Vera Jardim, presidente da Comissão da Liberdade Religiosa, destacou, já à margem da cerimónia, a enorme dimensão dos casos de perseguição religiosa no mundo, que, “infelizmente”, não se confinam ao Médio Oriente. “Também os há na Europa, embora nós, em Portugal, vivamos num ambiente de grande entendimento entre as confissões religiosas”.

A cerimónia de lançamento do Relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo, que recebeu o Alto Patrocínio do Presidente da República – Esta é a segunda vez, no decorrer deste ano, que Marcelo Rebelo de Sousa concede esta prerrogativa à Fundação AIS, depois de ter o ter feito, em Junho, com a campanha “Seja a Misericórdia de Deus” –, ficou marcada ainda pelas palavras de gratidão do Arcebispo de Erbil para com os portugueses em geral e os benfeitores e amigos da Fundação AIS em particular.

Afirmando que é “por causa da ajuda de tantas pessoas e de instituições, como a Fundação AIS, que milhares de cristãos ainda vivem no Iraque”, D. Bashar lembrou que há agora – face à reconquista de grandes parcelas de território aos jihadistas – novos desafios que se colocam à comunidade cristã que tanto anseia por regressar a suas casas: “Quem vai reconstruir as aldeias e vilas, quem vai garantir a segurança das populações, para que esta violência, este genocídio não volte a acontecer?”

D. Bashar Warda deixou ainda uma palavra de esperança para o futuro. “Os cristãos têm uma mensagem de paz, de perdão e de reconciliação que é essencial para o Médio Oriente fazer face à intolerância e violência dos grupos radicais. Obrigado por tudo o que têm feito pelos Cristãos. Vocês, com a vossa solidariedade, fazem a diferença.”

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

 

OBSERVATÓRIO: Portugal

 






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