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20-1-2017

Paquistão: Perseguidos, mas firmes na fé!


No Paquistão, a Igreja sofre, é perseguida todos os dias. Os Cristãos são descriminados por causa da sua fé e são alvo de grupos radicais e terroristas que procuram impor os ideias do Islão através da violência e da conversão. Mas apesar disso, eles recusam-se a abandonar a sua fé em Cristo e têm esperança!
 
Os Cristãos são descriminados e perseguidos, recusam-se a abandonar a sua fé.
 
> 191.000 habitantes
> 96% Muçulmanos
> 1,1% Cristãos e 1,1% Protestantes » 4.000 Cristãos » 95% são analfabetos, trabalham no campo em regime de semi-escravatura e no fabrico de tijolos.

Vidas sem Medo
 
Akash, num gesto heróico, morreu para salvar a vida pelos outros!
Foi em Março. Vai fazer, daqui a umas semanas, dois anos. Akash, 20 anos, estava de guarda com uns amigos à porta da Igreja de São João, em Youhanabad, num Domingo, por causa dos
rumores insistentes de que estaria iminente um atentado bombista. E era mesmo verdade.

A história tem sido contada vezes sem conta entre a comunidade cristã local. Tudo aconteceu numa fracção de segundos. Akash, 20 anos, atirou-se sobre um homem, um terrorista, no preciso instante em que este ia fazer explodir o colete bomba que trazia consigo. Morreram os dois, mas, com aquele gesto, o filho de Bashir e de Nazbano conseguiu impedir mais um banho de sangue, conseguiu impedir que mais uma tragédia viesse a enlutar a comunidade cristã no Paquistão.
 
Akash, filho de Bashir e de Nazbano, deu a vida para salvar centenas de pessoas que estavam na Missa.
 
Bashir ainda não se habituou ao luto, ainda não se conformou com a ideia de que perdeu o seu filho. No entanto, sempre que recorda o que aconteceu naquele Domingo de Março de 2015, as suas palavras escondem um profundo orgulho. “O meu filho sabia o sacrifício que estava a fazer. Ele deu a vida para salvar centenas de pessoas que estavam na Missa naquela manhã.”
 
 
 
 
Para Nazbano, porém, é impossível falar no filho sem que as lágrimas lhe manchem o rosto carregado, desde então, de uma tristeza indizível. “Akash era muito especial. Tenho três filhos e uma filha, mas ninguém o pode substituir. Na manhã em que morreu, ainda lhe disse que não fizesse a vigilância, mas ele respondeu-me que era o seu dever. Como é que eu o podia impedir?” Não perder a memória Ali, em Youhanabad, na verdade ninguém sabe quantas vidas Akash poupou, quando se atirou sobre o terrorista que accionava, naquele instante, um colete de bombas que trazia dissimulado sob as roupas. No entanto, todos sentem que, de alguma forma, estão em dívida para com ele.
 
Tal como nesta comunidade cristã, um pouco por todo o Paquistão há um terrível sentimento de medo e de orfandade. O caso de Asia Bibi, condenada à morte por blasfémia por ter bebido apenas um copo de água de um poço, é o exemplo maior de como todos os cristãos se sentem ameaçados neste país. Até por coisas inverosímeis. O pároco de Youhanabad diz que é muito difícil alguma vez se descobrir quem esteve, de facto, por trás do atentado, pois o que aconteceu, diz, não foi o gesto tresloucado de um homem mas sim a obra meticulosamente pensada de muitas pessoas.
 
Foi mais do que um crime: foi um atentado terrorista contra os Cristãos. E as autoridades, acrescenta, na maior parte das vezes nem querem investigar os crimes cometidos contra a comunidade cristã.
 
“O que nos sustenta na nossa procura por justiça é a memória do heroísmo de Akash.”
 

A HISTÓRIA DE SADIQ | "Quero servir o meu povo no Paquistão!"

 

Waqas Sadiq nunca conheceu pessoalmente Akash, mas seguramente ouviu a sua história, a forma como ele se atirou sobre o terrorista, a maneira como ofereceu a sua vida para salvar as dezenas de cristãos que enchiam, naquele Domingo de Março, a igreja de Youhanabad. Waqas nasceu em Lahore, numa aldeia, Chadala Khurd, onde apenas havia duas famílias cristãs.
 
Waqas Sadiq sabe que não é fácil ser padre no Paquistão, mas isso não o assusta.
Apesar do ambiente hostil, apesar de na aldeia não existir sequer nenhuma igreja, Waqas Sadiq foi alimentando sempre o sonho de ser sacerdote e de oferecer toda a sua vida ao serviço da comunidade. Sadiq nunca conheceu pessoalmente Akash, mas sabe que, tal como ele, a fé em Jesus só faz sentido quando é assumida numa entrega sem limites.

Mesmo que isso possa significar o sacrifício da própria vida. “Não vai ser fácil ser padre aqui, no Paquistão”, diz ele à Fundação AIS. “Não vai ser fácil por causa da pressão do Islão e por causa dos ataques dos terroristas… mas isso não me assusta. Apelo aos Cristãos do Ocidente que me ajudem, que estejam espiritualmente unidos a todos nós, que sejam verdadeiramente nossos irmãos. E que Deus vos abençoe!”
 
 
OS CRISTÃOS DO PAQUISTÃO TÊM NECESSIDADE DA PALAVRA DE DEUS. TÊM NECESSIDADE DE SACERDOTES. SEM A NOSSA, A SUA AJUDA, ESTES JOVENS NÃO PODERIAM RESPONDER AO CHAMAMENTO DE DEUS E AJUDAR O SEU POVO.
 

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O ATENTADO EM LAHORE
 
Um ano depois do atentado contra a igreja de São João, em Youhanabad, outro terrorista fez-se explodir, desta vez num parque urbano, em Lahore, a 27 de Março, precisamente quando centenas de famílias passeavam por ali com as suas crianças durante as celebrações da Páscoa.
 
D. Sebastian Shaw, Arcebispo de Lahore, conforta no hospital as vítimas do atentado de 27 de Março.Em Lahore, não houve ninguém para travar o atentado. Morreram 78 pessoas, entre elas 31 crianças, e mais 300 pessoas ficaram feridas.
 
 
De Lahore, Youhanabad ou da pequena aldeia de Chadala Khurd, chegam-nos histórias, testemunhos de vida, exemplos de cristãos sem medo, de homens, mulheres e até crianças que assumem a sua fé em Jesus apesar de todas as ameaças, de todos os atentados, de toda a perseguição.
 
D. Sebastian Shaw  em declarações à Fundação AIS disse: "Visitei cada cama e cada vítima, independentemente da sua fé. Tem sido realmente difícil, porque tenho visto muitas crianças de apenas 4 ou 5 anos, cristãs e muçulmanas, feridas ou mortas neste terrível ataque."
 
"Entre as vítimas havia uma mulher ferida cujo marido e os dois filhos morreram no ataque. Estavam de visita a Lahore, provenientes de outra província. A mãe vai voltar para casa sem o marido os filhos. Não há palavras para a consolar. Aos meus fiéis animei-os a não perder a esperança, devemos aprender a levantar-nos, como Jesus Cristo conseguiu pôr-Se de pé, quando carregava a cruz."
 
D. Sebastian Shaw, Arcebispo de Lahore
 
Asia Bibi, Waqas Sadiq ou Akash, são exemplo para todos nós. No Paquistão, os Cristãos estão, de alguma forma, ameaçados. Todos podem ser um alvo. Eles dão-nos um enorme exemplo de fidelidade e pedem-nos apenas que não os esqueçamos nas nossas orações.  
 

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OBSERVATÓRIO: Paquistão

 






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