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1-7-2017

BURKINA FASO: Ajuda para o centro católico de apoio à gravidez para raparigas e mães solteiras em Dedougou



Assim que Antoinette disse ao namorado que estava grávida, ele fechou-lhe a porta na cara. De repente, não quis mais saber dela. E o seu tio, em cuja casa estava a viver, expulsou-a, pura e simplesmente, quando soube do seu estado. A rapariga, de 16 anos, ficou completamente sozinha. Mas, felizmente, a história acabou bem. Uma vizinha falou-lhe do centro de cuidados para grávidas e mães solteira, dirigido pela Igreja Católica, em Dedougou. Conseguiu arranjar abrigo ali e agora pode dar à luz, numa atmosfera de amor e apoio.

A história de Antoinette é comum a muitas jovens no Burkina Faso. Socialmente falando, as mulheres estão no patamar mais baixo. Só 14% sabe ler e escrever, e o número das jovens que tentam educar um ou mais filhos sozinhas está a crescer. A maior parte das vezes, o pai não aceita ser responsável pelas crianças. A maior parte destas raparigas são de famílias pobres e desfavorecidas e, muitas vezes, não têm ninguém para tomar conta delas. De facto, muitas são órfãs. Quando engravidam são expulsas de casa ou obrigadas a abortar. Algumas dão à luz e abandonam o bebé num canto da rua. Muitas delas já são obrigadas a dormir na rua, uma vez que não têm para onde ir. Outras fogem de um casamento de conveniência e outras ainda já foram atiradas para a prostituição. Mas muitas destas adolescentes e jovens só acabam na prostituição porque não têm outro modo de tomar conta de si próprias ou do seu bebé. Este é, muitas vezes, o início de um ciclo vicioso no qual ficam infectadas com o vírus da Sida e acabam numa situação ainda pior que a anterior. Acontece também, frequentemente, que pouco tempo depois ficam novamente grávidas, agravando ainda mais as dificuldades da sua vida. E, tristemente, muitas destas jovens acabam num desespero tal que se suicidam.

O centro para jovens mães, em Dedougou, é um refúgio para muitas raparigas e jovens que acabaram em tais situações desesperadas. Aqui são-lhes dados apoio e conselhos, a oportunidade de continuar a estudar – ou de ir à escola pela primeira vez – e também a oportunidade de desenvolver aptidões, como por exemplo de cabeleireira. Para muitas, esta é a primeira vez na vida que alguém se preocupa com elas ou as ajuda. Aqui, aprendem a sentir-se valorizadas e seguras, e podem dar à luz em paz e segurança, começando a olhar para um futuro melhor.


 

 

A Fundação AIS já ajuda este centro há algum tempo. E, graças à generosidade dos nossos benfeitores, poderemos ajudar mais uma vez este ano com 15.000 €.


 

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OBSERVATÓRIO: Burkina Faso

 






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