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4-5-2017

Venezuela: Tensão aumenta com manifestantes a bloquear ruas em protesto contra Maduro


A tensão está em crescendo na Venezuela, com o avolumar dos protestos de milhares de pessoas contra o governo de Nicolás Maduro. 


Ontem, o presidente venezuelano assinou o decreto que convoca uma Assembleia Nacional Constituinte, que a oposição considera uma “fraude constitucional” para evitar eleições antecipadas.


Em resposta, nas últimas horas, muitas ruas da capital, Caracas, têm sido bloqueadas por manifestantes que assim protestam contra o que consideram ser a prepotência de Maduro. 


A situação nas ruas tende a agravar-se. Anteontem, três pessoas morreram em protestos em Carabobo, no centro da Venezuela, e foram registadas pilhagens e danos em edifícios. Só no mês passado, contaram-se 29 mortos, cerca de 500 feridos e mais de mil detidos em resultado dos confrontos entre manifestantes e forças da ordem.


Na verdade, as eleições antecipadas são o grande desejo que une praticamente toda a oposição venezuelana, tendo-se vindo a registar, ao longo das últimas semanas, protestos diários que reúnem milhares de pessoas.


A este desejo, o presidente Nicolás Maduro respondeu, ontem, com o decreto que visa criar “uma assembleia popular” com capacidade de poder reescrever até a própria Constituição.


O clima de instabilidade que se sente nas ruas tem sido usado para o adiar consecutivo de todos os actos eleitorais. 


A situação de tensão que se vive nas ruas está a alarmar a comunidade internacional. 


O próprio Papa Francisco expressou a sua preocupação no passado domingo, pedindo aos líderes do governo e da sociedade na Venezuela para “evitarem mais violência” no país, lembrando o crescente número de mortos, feridos e de pessoas detidas. 


Falando aos fiéis reunidos na Praça de São Pedro, Francisco disse que, juntando-se à dor das famílias das vítimas, pedia sinceramente “para que o governo e todos os componentes da sociedade venezuelana evitem todas as formas de violência, respeitem os direitos humanos e busquem soluções negociadas”. 


O Santo Padre acrescentou ainda que os venezuelanos estão cansados das graves “crises humanitárias, económicas, sociais, e políticas que afligem o país”.


PA| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt 


 

OBSERVATÓRIO: Venezuela

 






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