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25-5-2017

Filipinas: Grupo terrorista, ligado ao ISIS, ataca cidade de Marawi, incendeia Catedral e faz refém um padre e pelo menos 10 fiéis


Um padre católico e pelo menos 10 fiéis foram feitos reféns, na terça-feira, por elementos de um grupo terrorista inspirado no auto-proclamado “Estado Islâmico” tendo ocupado um conjunto de instalações e de edifícios públicos na cidade de Marawi, em Mindanao Central, nas Filipinas.


Nos confrontos que entretanto ocorreram entre os extremistas islâmicos e as forças da ordem, pelo menos 21 pessoas perderam a vida e há o relato de que um chefe da polícia foi decapitado.


O Arcebispo Socrates Villegas, Presidente da Conferência Episcopal das Filipinas e também presidente do secretariado local da Fundação AIS, pediu aos fiéis católicos para rezarem pela segurança do padre Chito Suganob, 10 fiéis e três funcionários que foram sequestrados pelos extremistas. Todos eles encontravam-se na Catedral de Santa Maria quando se verificou o ataque do grupo radical. 


A catedral foi supostamente tomada e incendiada ontem à noite pelos extremistas muçulmanos, de acordo com os dados fornecidos por algumas agências de notícias.


“Membros do grupo extremista Maute ameaçaram matar os reféns se as forças governamentais desencadearem alguma operação contra eles, convém lembrar”, escreveu, em jeito de alerta, D. Villegas num ‘post’ publicado entretanto no ‘Facebook’. “À medida que as forças governamentais asseguram que a lei será mantida, pedimos-lhes que façam da segurança dos reféns uma prioridade”, acrescentou.


O ataque a Marawi teve início na tarde de 23 de Maio, terça-feira, quando o exército filipino lançou uma operação contra “alvos significativos” pertencentes aos grupos terroristas Abu Sayyaf e Maute num área comercial e residencial em Marawi.


Em retaliação, homens armados, com o apoio de simpatizantes locais, ocuparam o Centro Médico Amai Pakpak, na cidade de Marawi. Uma hora depois, o grupo terrorista ocupou a prisão local e supostamente terão incendiado essas instalações. Fotografias de bandeiras pretas do ISIS hasteadas pelos terroristas em diferentes zonas da cidade foram divulgadas ‘online’.


Entretanto, a imprensa filipina divulgou a existência de dois outros incêndios no Colégio Dansalan e na Catedral de Santa Maria. As agências noticiosas também referiram que homens armados teriam cercado os veículos auto-tanques dos bombeiros, impedindo assim que as autoridades apagassem os incêndios.


Apesar destas notícias, o governo filipino afirmou, através de um comunicado das Forças Armadas, que a situação está totalmente sob controlo e pediu aos filipinos para evitarem propagar o pânico partilhando na ‘Internet’ informações não confirmadas sobre esta crise. Os militares também negaram que o ISIS tenha chegado ao país. O Presidente declarou a Lei Marcial ontem à noite na totalidade da região de Mindanao e ameaça agora poder decretar o mesmo para o resto do país.


Enquanto isso, D. Villegas assinalou, na sua declaração, que este incidente deve provocar a solidariedade entre os filipinos muçulmanos e cristãos.


“Estamos plenamente conscientes de que a maioria dos muçulmanos deseja a paz. Pedimos a todos os católicos para rezarem com nossos irmãos e irmãs muçulmanos. Pedimos aos ocupantes, que afirmam adorar o mesmo Deus que todos nós, para não contaminarem o Seu nome pelo derramamento de sangue. Que a paz esteja com todos nós”, acrescentou o arcebispo Villegas no comunicado.


PA| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt 


 

OBSERVATÓRIO: Filipinas

 






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