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Consagrados ao Coração

de Maria desde 1967

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1-10-2017

ARGENTINA: Ajuda para o sustento de 38 religiosas da diocese mais pobre do país


 


Para o Pe. Werenfried van Straaten, fundador da AIS, a necessidade nunca foi um problema abstracto. Ele sempre via uma pessoa necessitada com um rosto e um nome, como um filho de Deus. É fácil distanciarmo-nos das estatísticas e os números não têm grande significado para nós, mas a vida de uma pessoa com rosto e nome não se pode observar à distância, pois esta toca o nosso íntimo e coloca-nos perante um desafio. Nas suas numerosas viagens pelo mundo, o Pe. Werenfried encontrou incontáveis pessoas que viviam em condições miseráveis e nas quais ele via chorar o próprio Deus. Chamavam-se Ana, Paulo ou João, Maria ou Miguel. Estas pessoas tinham olhado para ele e o que ele via tornava-se um grito no seu interior. O Pe. Werenfried perguntava-se a si mesmo, e a todos nós: “Porque tudo corre bem connosco? Estas pessoas vivem sob o mesmo sol e sob as mesmas estrelas que nós. Ao sexto dia, Deus também os criou, a eles, para que reinassem sobre a Criação. Onde está o seu reino? Esta redução da dignidade humana é um pecado mortal contra a natureza e uma injustiça que brada aos céus. E nós tornar-nos-emos cúmplices desta injustiça se não fizermos tudo o que for possível para a erradicar. Tudo o que for possível!”

Poucas pessoas sabem que na Argentina há regiões onde as populações vivem em profunda pobreza, e uma dessas regiões é a Diocese de San Roque de Presidencia Roque Sáenz Peña. Esta é uma das dioceses mais pobres do país e aquilo que no papel não é mais do que uma mera informação, na realidade é um drama. Ali há pessoas que vivem em casas ou tendas insalubres, sujas e húmidas, há doentes que não recebem os cuidados necessários, há crianças raquíticas como as que imaginamos que existem em África, que só se alimentam de farinha dissolvida em água, há mães muito magras…

A diocese abrange um território gigantesco de mais de 70 mil km2 no norte do país, numa zona caracterizada pelos pampas e as pelas florestas secas, onde vivem os descendentes de várias tribos índias. No passado, estes indígenas eram nómadas, e ainda hoje continuam a alimentar-se do que obtêm como caçadores e colectores. Os grupos empresariais agrícolas, que não páram de se expandir, limitam cada vez mais a sua forma de vida, pois abatem as florestas e cultivam soja em grande escala. Além disso, o gado e as cabras dos pequenos agricultores também comem toda a vegetação das florestas.

Só a Igreja Católica permanece ao lado destas pessoas, mas as distâncias são grandes e existem muito poucos sacerdotes. Por esta razão, a ajuda das religiosas é imprescindível. Actualmente, 38 irmãs de diferentes congregações trabalham na diocese para ajudar os seus habitantes e para lhes dar a conhecer que são filhos de Deus. As religiosas visitam as famílias nas aldeias, cuidam dos doentes e dos idosos, rezam com os crentes e levam, juntamente com a ajuda urgente e vital, um pouco de luz e alegria aos seus lares paupérrimos.

 

 

Este ano queremos voltar a apoiar a subsistência destas irmãs, pois trabalham em troca de nada. Este ano concretamente prometemos-lhes um total de 17.100 €: 450 € por ano para cada uma das religiosas.


 

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OBSERVATÓRIO: Argentina

 






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