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1-7-2017

Etiópia: A Igreja leva esperança aos refugiados eritreus


Eritreia: Um dos piores lugares do mundo para ser cristão

 

Mais de 3.000 eritreus encontram-se presos por razões religiosas, dois terços deles são cristãos. Na Eritreia, os Cristãos são presos apenas por causa da sua fé e enfrentam punições muito duras, incluindo a tortura.

 

Muitos cristãos foram presos sem julgamento ou mesmo sem qualquer acusação formal. Por vezes são presos sob o pretexto de pôr em perigo a segurança nacional. Não só os Cristãos são injustamente presos e em condições desumanas, como também as igrejas estão sujeitas a constantes pressões e vigilância.

 

Escolas e centros médicos católicos são alvo de confiscação e, para além da maioria da população masculina, também os jovens sacerdotes e religiosos estão a ser obrigados a períodos indefinidos de serviço militar, deixando as igrejas desprovidas de padres.

 

Por causa do seu regime repressivo, nada menos do que um terço dos Eritreus fugiu do país. Para tentar chegar à Europa, EUA e Canadá, os Eritreus têm de passar pela Etiópia, um dos países mais hospitaleiros de África, apesar deles próprios enfrentar m enormes dificuldades. Cerca de 10 milhões de pessoas passam fome e vivem numa seca extrema!

 

A IMPORTÂNCIA DE UM PADRE JUNTO DOS REFUGIADOS ERITREUS

Ouvimos falar dos refugiados nas notícias, em barcos de borracha que se afundam no mar Mediterrâneo. Aquilo de que pouco se fala é que, a seguir aos Sírios e aos Iraquianos, a maioria dos refugiados vem da África Subsariana, como a Eritreia, um dos países considerados como um dos piores lugares para se nascer e viver! Muitos arriscam tudo para sair de lá. Até a própria vida … Até ao momento, a Etiópia já acolheu cerca de 800 mil refugiados, dos quais 120 mil vêm da Eritreia. Todos os dias chegam cerca de 300 pessoas!

 

O Pe. Hagos, sacerdote católico e parceiro da Fundação AIS na Etiópia, conhece muitos dos nomes e rostos dos refugiados que vêm da Eritreia

 

“UM DIA PERDEMOS 16 DESSES RAPAZES…”

Os Cristãos da Eritreia precisam de ter uma fé muito forte para sobreviver a tudo isto! Quando chegam ao campo de refugiados vão de mãos vazias, praticamente sem nada para sobreviver. O sentimento de frustração e de depressão é comum a todos, e é agravado pela separação da família, pela ansiedade e por um futuro incerto pela frente.

 

“Os jovens comovem-me. Muitas vezes esperam, por vezes vários anos, sem qualquer certeza do futuro. Sonham com uma vida melhor. Tentamos convencê-los a não escolher a opção ilegal, mas se eles estão desesperados decidem ir e arriscar. Às vezes alguém desaparece e só meses depois sabemos que os meninos com quem jogávamos futebol e que serviam no altar, se afogaram no Mar Mediterrâneo. Um dia, perdemos 16 desses rapazes… Os seus familiares choraram e eu chorei com eles. Um deles era Tadese, um rapaz brilhante, um estudante exemplar que incentivou outros jovens a envolverem-se com a Igreja. Gostávamos de brincar juntos. Afogou-se no mar Mediterrâneo no ano passado. Ainda consigo ver   rosto dele entre nós…”

 

Pe. Hagos Hadgu 

  

Etiópia - A Igreja leva esperança aos refugiados eritreus

 

Para além da ajuda humanitária que se dá a estes milhares de pessoas, é também muito importante a ajuda espiritual. Neste campo existem 25 mil pessoas, entre as quais uma pequena comunidade católica. Aqui, o Pe. Hagos, com a ajuda dos benfeitores da Fundação AIS, administra os sacramentos e, em conjunto comos catequistas, prepara os catecúmenos, dá catequese, visita e apoia as famílias, e brinca com os mais novos…

 

“Estas pessoas sofreram muito, atrocidades difíceis sequer de imaginar, e necessitam de consolo, de reconciliação. Nós temos de cuidar delas, de trabalhar com elas. Sentem necessidade de falarmos com elas sobre Deus. Sobre o Amor de Deus.”, disse-nos o Pe. Hagos.

 

Confrontados com a pobreza, a fome e a seca que se vive na Etiópia, a maioria dos refugiados não pretende ficar no país. Mas a missão da Igreja é apoiá-los todos os dias.

 

Vamos levar Esperança para a Igreja da Etiópia e da Eritreia »

 

O Pe. Hagos é um dos sacerdotes que chora com eles, que reza com eles, que brinca com as crianças… que está presente nas suas vidas! 

 

Antes da construção desta capela no campo de refugiados na Etiópia, os Cristãos celebravam a Santa Missa debaixo das árvores

 

Enquanto o Pe. Hagos abre a porta da capela, um homem já com alguma idade (na foto à direita do Pe. Hagos) acompanha-o para o seu interior. Encontra-se neste campo há mais de três anos, à espera de um visto para sair com a sua esposa:

 

“Deixámos tudo para trás, mas não poderíamos ter sobrevivido a tudo isto sem a nossa fé. E graças a esta capela no campo de refugiados podemos continuar a vivê-la e a testemunhá-la. Os cristãos que aqui chegam e vêem a capela enchem-se de alegria e esperança! É aqui que nos reunimos todos os dias! E, assim, expressamos também a nossa profunda gratidão à Fundação AIS por nos ter ajudado a construí-la.” 

  

EM ADIGRAT, 73 PADRES DEPENDEM DE SI!

Na Diocese de Adigrat, à qual o Pe. Hagos pertence, os sacerdotes passam imensas dificuldades. Este ano D. Tesfaselassie Medhin,Bispo da Diocese de Adigrat, pede-nos novamente ajuda:

 

“Graças a Deus, o número de sacerdotes tem vindo a aumentar, mas a nossa comunidade é muito, muito pobre e não consegue garantir a sua subsistência. Encontramo-nos com enormes dificuldades! Por isso, apelo à vossa generosidade para apoiar 73 sacerdotes através dos Estipêndios de Missa. Contem com as nossas orações por cada um de vós.”

 

“Especialmente a todos os benfeitores de Portugal, gostaria de dizer ‘Muito Obrigado’, de todo o coração. Que Nossa Senhora de Fátima vos proteja e abençoe Portugal, e cada uma das pessoas que contribuem para a nossa missão.” Pe. Athanase 

 

 Peça aqui a pagela com o nome do padre pelo qual se compromete a rezar »  

 Peça aqui a celebração de Missas »  

 

 


 

OBSERVATÓRIO: Etiópia

 






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