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12-10-2017

Lisboa: Perseguição aos Cristãos atinge uma dimensão nunca vista na História, revela relatório da Fundação AIS


O mais recente relatório sobre a perseguição aos Cristãos no mundo, que compreende o período entre Agosto de 2015 e Julho de 2017 – e que vai ser apresentado na próxima quinta-feira, dia 12, por D. Nuno Brás, Bispo Auxiliar do Patriarcado de Lisboa, é taxativo: nunca na História se verificou uma perseguição tão violenta contra um grupo religioso como nos tempos actuais.

 

Intitulado “Perseguidos e Esquecidos?”, o relatório demonstra que em todos os 13 países analisados, a situação dos Cristãos deteriorou-se. E isso significa que, em muitos lugares, é a própria sobrevivência do Cristianismo que está em causa.

 

No Iraque, por exemplo, “o êxodo dos Cristãos é tão grave que uma das Igrejas mais antigas do mundo está em vias de desaparecer no prazo de três anos”. E o mesmo se passa na Síria. A derrota do Daesh, os jihadistas do auto-proclamado “Estado Islâmico” e de outros grupos que actuam no Médio Oriente, “constitui a última esperança” para os cristãos “ameaçados de extinção”.

 

Mas esta ameaça alastrou a outras paragens, a outros países, a outros protagonistas. No entanto, sempre com o mesmo denominador comum: o ataque deliberado contra as comunidades cristãs. Se no Médio Oriente a violência é exercida normalmente por grupos jihadistas, há casos em que os ataques contra a comunidade cristã são realizados pelo próprio Estado. Na China e na Coreia do Norte, por exemplo, a perseguição tem o próprio cunho do Estado.

 

A situação vivida na Coreia do Norte, o regime mais hermético do mundo, é mesmo alarmante, havendo relatos em que se descrevem “atrocidades inimagináveis” sofridas pelos Cristãos em campos de concentração. São relatos de trabalhos forçados, tortura, perseguição, fome, violação, aborto forçado, violência sexual e morte extrajudicial.

 

Também em África há cada vez mais sinais de um extremismo religioso que afecta as comunidades cristãs. É o caso da Nigéria, onde o grupo terrorista Boko Haram, afiliado no auto-proclamado “Estado Islâmico”, tem provocado uma onda de violência imensa, provocando mais de 1,8 milhões de refugiados ou deslocados.

 

O relatório “Perseguidos e Esquecidos?”, que que compreende o período entre Agosto de 2015 e Julho de 2017, refere como exemplo a situação na Diocese de Kafanchan, na Nigéria, que nos últimos cinco anos sofreu duramente o terror deste grupo islamita com o assassinato de 988 pessoas e a destruição de 71 aldeias – na sua maioria cristãs –, assim como mais de duas dezenas de igrejas.

 

O Relatório “Perseguidos e Esquecidos?” vai ser apresentado no auditório da Rádio Renascença (Quinta do Bom Pastor, Estrada da Buraca 8-12), às 17 horas, em Lisboa.

Paulo Aido| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

 

OBSERVATÓRIO: Portugal

 






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