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7-11-2017

França: Milhares de pessoas assinam petição para impedir a remoção de cruz numa estátua de São João Paulo II


Mais de 40 mil pessoas assinaram já uma petição, que está a correr na Internet, para impedir a remoção de uma cruz numa estátua de São João Paulo II existente numa praça em Ploërmel, uma pequena vila na Bretanha com cerca de 10 mil habitantes.

Na referida petição, lançada pelo grupo CitizenGo, afirma-se que os signatários se opõem “à remoção da cruz do espaço público”, e é dirigido um apelo para que as autoridades respeitem “as raízes cristãs da Europa”.

A petição – que conseguiu mais de 40 mil assinaturas apenas no espaço de 4 dias – é dirigida ao Parlamento Europeu, aos deputados do PPE, o Partido Popular Europeu, e ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.

A decisão de retirada da cruz da estátua é da responsabilidade do Conselho de Estado francês, que invoca a necessidade de se respeitar “a separação estrita entre Igreja e Estado”.

Segundo esta entidade, que é a maior instância judicial administrativa do país, a cruz, como símbolo religioso, “não respeita”, portanto, as leis em vigor em França, tendo sido dado um prazo de seis meses para que o executivo local cumpra esta decisão.

Além da petição e de outras iniciativas que correm nas redes sociais –  como a campanha para as pessoas mostrarem outras cruzes existentes no espaço público europeu, nomeadamente através do Twitter, em que se pede para serem compartilhadas fotos sob o hashtag #MontreTaCroix (mostra a tua cruz) –, já houve diversas reacções políticas a este caso.

Em França, o partido de extrema direita Frente Nacional veio já considerar esta decisão do Conselho de Estado como “injusta”, e que se integra numa estratégia mais vasta de “destruição” da “civilização judaico-cristã”.

Por seu lado, as autoridades polacas  ofereceram uma solução para este diferendo, propondo salvar o monumento, tal como está, levando-o para a terra natal do Santo Padre.

A decisão da remoção da cruz pelo Conselho de Estado francês, tal como a Fundação AIS já noticiou, vem pôr um ponto final numa batalha judicial que já se arrastava há mais de uma década, desde que o então presidente da autarquia, Paul Anselin, encomendou a estátua do Papa polaco ao escultor russo Zourab Tsereteli.

Um grupo de cidadãos contestou desde o início essa intenção e recorreu para os tribunais, invocando que a estátua com a cruz, colocada num lugar público, violava a lei datada de 1905 que decreta a separação de poderes entre a Igreja e o Estado francês.

O artigo 28 dessa lei que regula a separação de poderes, proíbe, de facto, “erguer ou colocar qualquer sinal ou emblema religioso sobre monumentos públicos ou num espaço público”, com a excepção de “edifícios religiosos, terrenos de sepulturas nos cemitérios, monumentos funerários e museus ou exposições”.

A estátua de São João Paulo II  foi edificada em 2006, com recurso a verbas da autarquia, e nela pode ler-se a frase do papa polaco que ficou famosa logo após a sua primeira aparição em público quando foi eleito como Sumo Pontífice: “não tenhais medo”.

PA| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

 

OBSERVATÓRIO: França

 






comentarios
 
Nome:
Ana figueiredo
Comentário:
As cruzes tem um simbolismo .nao as tirem
 
Nome:
Catarina Cid
Comentário:
Porque têm tanto medo da Cruz?
 
Nome:
Maria Clarinda Baptista
Comentário:
Gostava de assinar essa petiçao ! Como posso fazer? Ou onde posso fazer ? Obrigada Aguardo resposta !
 
Nome:
Maria Abecasis
Comentário:
Liberdade não passa só por aceitar aquilo com que concordamos
 
Nome:
Maria Manuel Marcão Guerra
Comentário:
A Europa não pode renegar as suas origens Cristãs.
 
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