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8-11-2017

Mali: Grupos extremistas ameaçam, cada vez mais, as comunidades cristãs, alerta secretário-geral da Conferência Episcopal


As comunidades cristãs no Mali são, cada vez mais, alvo de grupos extremistas a actuar neste país africano.

O alerta é do Padre Edmond Dembelé, secretário-geral da Conferência Episcopal do Mali, dando como exemplo a diocese de Mopti, situada no centro-norte do país, onde três igrejas católicas “foram visitadas e ameaçadas” pelos jihadistas que impediram os fiéis de se reunirem em oração.

Além disso, e ainda segundo este sacerdote, os jihadistas terão advertido e proibido os cristãos de tocarem os sinos da igreja.

São vários já os ataques registados contra as igrejas e as comunidades cristãs no Mali.

É o caso da vila de Dobara, onde, segundo a Agência Fides, “homens armados forçaram a porta da Igreja” e, depois de terem entrado no templo, destruíram crucifixos, imagens sagradas e uma estátua da Virgem Maria.

Também na aldeia de Bodwal, os cristãos foram impedidos de entrar na Igreja e ameaçados de morte caso tentassem regressar.

Para o Padre Dembelé, é preocupante a crescente ameaça que paira sobre a comunidade cristã também no sul do país onde, até agora, poucos incidentes se tinham registado, ao contrário do norte do país onde os grupos jihadistas actuam com relativa impunidade.

Ainda em Julho, a Fundação AIS dava conta de um vídeo divulgado pelo auto-proclamado “Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos”, uma organização terrorista ligado à Al Qaeda, onde apareciam seis reféns estrangeiros capturados no Mali, entre os quais, uma irmã colombiana e uma missionária suíça.

Este vídeo foi considerado como “prova de vida” destes reféns onde além de um romeno, uma francesa, um cirurgião australiano e um sul-africano, apareciam Gloria Cecilia Narvaez Argoti, a irmã colombiana, e Beatrice Stockly, a missionária suíça.

Beatrice foi sequestrada em Janeiro de 2016, enquanto Cecilia Argoti caiu nas mãos deste grupo terrorista em Fevereiro deste ano, quando se encontrava em Karangasso, junto da fronteira com o Bukina Faso.

Ignora-se ainda o paradeiro destes reféns. No que diz respeito à religiosa colombiana, que pertence à Congregação das Irmãs Franciscanas de Maria Imaculada, o Padre Dembelé afirmou agora que, “infelizmente”, não há notícias e não há, também, qualquer “contacto com os seus sequestradores”.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

 

OBSERVATÓRIO: Mali

 






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