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10-11-2017

Síria: Padre Paolo Dall’oglio, raptado em 2013, terá sido assassinado


O Padre jesuíta Paolo Dall’Oglio, que está desaparecido desde 2013, quando foi raptado na Síria, terá sido assassinado. A afirmação é de um militante jihadista preso em Raqqa, a cidade síria que, até agora, funcionou como “capital” do “califado” do auto-proclamado “Estado islâmico”.

O jihadista, um marroquino identificado como sendo “Abou Mansou” – nome de combatente –, afirmou às forças curdas, que o detiveram na sequência da libertação da cidade, que o padre foi assassinado poucos dias depois de ter sido raptado, em 29 de Julho de 2013.

Segundo a Rádio Renascença, que cita o jornal árabe “Asharq al-Awsat”, o marroquino referiu que o Padre Dall’Oglio “foi assassinado poucos dias depois de ter sido raptado, quando entrou ilegalmente na Síria para tentar negociar a paz entre dois grupos rebeldes em Raqqa”.

Esta não é a primeira vez, contudo, que se assegura o assassinato deste padre jesuíta. De qualquer forma, “Abou Mansou” não apresentou quaisquer provas que sustentassem a sua afirmação. Além do Padre Paolo, há outros sacerdotes, e até bispos, que se encontram desaparecidos na Síria desde que a guerra civil tomou conta do país.

Desde que o rapto do Padre Paolo Dall’Oglio foi conhecido, a Fundação AIS tem promovido, a nível internacional, diversas jornadas de oração em favor da sua libertação, assim como de todos os outros sacerdotes e religiosas que se encontram em cativeiro.

O Padre Paolo destacou-se pelo seu trabalho no diálogo inter-religioso na Síria, e por ter tentando fazer pontes entre os vários grupos armados que se degladiavam no país, nomeadamente na região de Raqqa.

Um ano antes de ter sido raptado, o Padre Paolo viveu durante algum tempo na cidade de Quasayr, procurando com a sua presença fazer pontes entre grupos e criar alguma harmonia, quando o ambiente era já extremamente complexo, instável e perigoso.

Em declarações então à agência Fides, o sacerdote afirmava que tinha escolhido essa cidade porque, com a sua presença, queria “tentar sanar a divisão” que se verificava entre a população.

“Ouvi a súplica de algumas famílias cristãs que viram os próprios parentes sequestrados e gostaria de fazer, com a oração e o diálogo, um caminho de reconciliação”, afirmou.

“A minha oração e a minha presença quer ser também um sinal de esperança, para que essa primavera síria possa florescer, rumo a um futuro de unidade e de diálogo marcado pelo pluralismo", acrescentou então o Padre Paolo que, sem medo da violência e quando todos procuravam já fugir do horror dos combates, oferecia a sua presença em gestos de jejum e de oração. Foi sequestrado um ano mais tarde.

PA| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

 

OBSERVATÓRIO: Síria

 






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