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30-11-2017

PROJECTO FOLHA DE ORAÇÃO MENSAL | DEZEMBRO


 

TERRA SANTA: ajuda ao projecto de reconciliação "Curando o ódio: aconselhamento espiritual em situação de conflito”

Judeus e cristãos, israelitas e palestinianos querem romper a espiral de violência: “Não conseguiremos superar o ódio sem o desejo de reconciliação”.

A Terra Santa está a ser abalada pela violência. Desde o Outono de 2015, dificilmente passa uma semana sem que haja violência e retaliações entre israelitas e palestinianos. Mas como é que se pode sair desta espiral de ódio? Como é que judeus e palestinianos se podem aproximar?

“Todas as pessoas aqui estão muito enredadas no conflito. Trata-se de dois povos traumatizados,” acredita Sarah Bernstein. Esta judia israelita é a líder do Centro Jerusalém para as Relações Judaico-Cristãs (JCJCR) em Jerusalém. Recentemente, começou a orientar um programa que procura aproximar israelitas e palestinianos. A Fundação AIS é um dos principais apoiantes deste projecto. “Aquilo que queremos fazer é colocar-nos na situação do outro. Estamos a utilizar o método de aconselhamento espiritual. O objectivo é levar as pessoas a reconhecer os valores subjacentes à sua vida e, ao fazê-lo, reconciliá-los com o sofrimento que já viveram. Habitualmente, os psicólogos procuram fazer com que as pessoas traumatizadas pelo terror e a violência voltem a viver normalmente. Nós, contudo, queremos ir mais fundo. Por muito difícil que seja, queremos chegar à alma do outro a fim de tornar a verdadeira reconciliação possível.”

Sarah Bernstein conhece a alma israelita. “Vivo em Israel há 30 anos. Este tempo faz-me lembrar muito a época da Segunda Intifada (i.e. a revolta do povo Palestiniano contra a ocupação israelita entre 2000 e 2005). Foram meses e anos traumatizantes para os Judeus, principalmente aqui em Jerusalém.” “Isso deixa marcas. Demora tempo até que o medo se transforme em ódio. Mas agora está instalado”, diz Sarah relativamente ao estado de espírito da população israelita.

Sarah, contudo, não se quis resignar. Há alguns anos conheceu Sammy, um cristão palestiniano. Ele tinha visitado Auschwitz e ficou profundamente tocado com a experiência. “Ele compreendeu quão essencial o Holocausto é para o povo Judeu. Eu, por outro lado, já me tinha começado a interessar pela perspectiva palestiniana durante a Segunda Intifada e procurava colocar-me na sua situação. Sempre reconheci que eles tinham direito aos mesmos direitos humanos que eu, mas sabia muito pouco para além disso. Queria mudar esta situação e entender como é que os Palestinianos se sentiam.”

Sammy e Sarah, um cristão palestiniano e uma judia israelita, concordaram rapidamente. “Estávamos ambos convencidos de que aquilo de que precisávamos era uma verdadeira cura”, afirma Sarah. “O ódio e o medo destroem a alma. Pode ver-se isto em Israel, onde nem sequer a Esquerda e a Direita confiam uma na outra.” Os dois começaram a organizar aulas para pessoas com experiência em psicoterapia, psicólogos, sacerdotes e professores. A ideia era encontrarem-se primeiro e depois aplicarem estas experiências positivas nas suas sociedades. “Em 2015, a Fundação AIS começou a apoiar-nos. Estamos muito gratos. Pela primeira vez, conseguimos organizar um programa de um ano de encontros semanais:” A ideia por trás destes encontros entre israelitas e palestinianos é mudar a própria maneira de pensar, abrir o coração à reconciliação, resolver um conflito nacional através do diálogo inter-religioso e da cura espiritual.

“Estes encontros procuram mudar padrões de comportamento e reconhecer a humanidade do inimigo – ou daqueles que consideramos ser o inimigo. A fonte para isso é a religião ou espiritualidade de cada um. A questão é abordar estas situações com uma atitude positiva. Depois, poderá correr de formas diferentes. E, o mais importante, é que já não nos vai afectar”, Sarah acredita piamente. “Um cristão como o Sammy vai ter presentes o exemplo de Jesus e o seu desejo de perdoar. Quanto a mim, como judia, o meu Judaísmo será a fonte do meu empenho para a reconciliação.”

Contudo, o conflito está sempre presente, mesmo durante a escolha da língua e do local de encontro para as reuniões de grupo. “Falamos inglês durante as nossas sessões porque nem todos falam hebraico ou árabe. Além disso, encontramo-nos em Beit Jalla. Embora esteja situado por trás do muro, nós, israelitas, também temos autorização para lá ir. Muitos não querem trabalhar juntamente com os israelitas, seja por medo ou convicção. Também não se consegue chegar sempre a um acordo em todos os assuntos durante as sessões.” diz Sarah.

Esta é precisamente a razão pela qual Sarah considera iniciativas como estas tão importantes. “Cada processo político e todos os esforços para terminar a ocupação serão inúteis se não houver pelo menos um mínimo de confiança entre as duas partes. Nós, pessoas religiosas, acrescentamos uma perspectiva especial à situação ao procurarmos ver o outro como uma criatura de Deus. Esta é a única forma de sair deste ciclo vicioso de violência.”

 

A Fundação AIS apoia a implementação deste curso com 50.000 €.


 

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OBSERVATÓRIO: Israel

 






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