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8-1-2018

Paquistão: Departamento de Estado dos EUA acusa governo de Islamabad de violar a liberdade religiosa


Poucos dias depois de Donald Trump ter acusado o Paquistão de ser ineficaz na luta contra o terrorismo, o Departamento de Estado dos EUA incluiu o regime de Islamabad na sua lista de países que violam a liberdade religiosa.

No âmbito da chamada Lei de Liberdade Religiosa Internacional, o Departamento de Estado confirmou, no final da semana passada, a presença de dez outros países que já figuram nesta lista desde há alguns anos e que estão “sob vigilância especial”: China, Eritreia, Irão, Burma, Coreia do Norte, Sudão, Arábia Saudita, Tajiquistão, Turquemenistão e Uzbequistão.

A questão mais relevante que terá levado as autoridades norte-americanas a incluírem o Paquistão na lista dos países que não respeitam a liberdade religiosa, prende-se com a chamada “Lei da Blasfémia”.

Esta lei tem permitido prender ou condenar elementos da comunidade cristã por alegadamente terem insultado o profeta Maomé ou o Corão.

O caso da Ásia Bibi – a cristã paquistanesa, mãe de cinco filhos, que foi condenada à morte por ter bebido um copo de água de um poço, que a Fundação AIS tem denunciado ao longo dos últimos anos – é exemplo flagrante da iniquidade desta lei.

Em muitas aldeias no Paquistão, especialmente nas zonas rurais, a “Lei da Blasfémia” é invocada por vezes para resolver disputas pessoais, questões de terras ou mesmo desavenças entre vizinhança.

A minoritária comunidade cristã, que se confunde normalmente com os mais pobres da sociedade paquistanesa, tem sofrido constantemente por causa desta lei, situação que se tem agravado nos últimos tempos com o governo do Paquistão a depender cada vez mais de partidos islâmicos que transportam consigo uma linguagem radical.

Os cristãos são muitas vezes vistos como cidadãos de segunda no Paquistão, o que se reflecte, por exemplo, na dificuldade em acederem ao mundo do trabalho em condições de igualdade com os muçulmanos.

No “vídeo do Papa”, correspondente a Janeiro de 2018, o Santo Padre denuncia, uma vez mais, a situação das minorias religiosas na Ásia.

Embora não faça qualquer referência específica ao Paquistão, o Papa Francisco recorda que neste continente “a Igreja enfrenta muitos riscos”, e pede às pessoas em todo o mundo para estarem ao lado dos homens e mulheres que, nos vários países asiáticos, “lutam para não renunciar à sua identidade religiosa”.

Nessa mensagem vídeo, com cerca de 1 minuto, o Papa lança o apelo para que, nesta região do globo, “os cristãos e as outras minorias religiosas possam viver a sua fé com toda a liberdade”.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

 

OBSERVATÓRIO: Paquistão

 






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