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8-2-2018

Portugal: Santuário do Cristo Rei vai ser “pintado” de vermelho, tal como o Coliseu de Roma e Igrejas em Alepo e Mossul para lembrar perseguição aos cristãos


Portugal, Itália, Síria e Iraque vão estar ligados numa grande iniciativa internacional da Ajuda à Igreja que Sofre em que alguns monumentos vão ser “pintados” da cor do sangue para se lembrar ao mundo a questão da liberdade religiosa e, muito concretamente, a perseguição aos cristãos.

“Combater a indiferença” é, pois, um dos principais objectivos desta jornada de oração e de sensibilização, agendada para sábado, dia 24 de Fevereiro , e que vai unir, “pintando” de vermelho, a cor do sangue, o Santuário do Cristo Rei, em Almada, o Coliseu de Roma – um dos primeiros símbolos da perseguição aos Cristãos –, assim como a catedral maronita de Santo Elias, em Alepo, na Síria, e a igreja de São Paulo, em Mossul, no Iraque, dois dos países em que, nos tempos actuais, a violência religiosa mais se tem acentuado.

A iniciativa foi apresentada ontem na capital italiana, numa conferência de imprensa em que participaram, entre outros, o Patriarca Louis Raphael I Sako, da Igreja Católica Caldeia, no Iraque, e, em ligação telefónica, o Padre Franciscano Firas Lutfi, da Custódia da Terra Santa, mas que é também pároco da igreja de São Francisco em Alepo, na Síria, além dos responsáveis máximos pelo secretariado italiano da Fundação AIS.

“O objectivo desta iniciativa – afirmou Alessandro Monteduro, director do secretariado italiano da AIS – é romper com a indiferença, sobretudo entre a comunidade internacional, e garantir que, após o dia 24 de Fevereiro, ninguém possa continuar a ignorar a questão da perseguição aos cristãos.”

Esta não é a primeira vez que a Fundação AIS decide “pintar de vermelho” edifícios marcantes nas respectivas cidades para despertar nas pessoas o interesse por esta questão, mobilizando-as em favor dos cristãos e das comunidades religiosas perseguidas no mundo.

Em 22 de Novembro do ano passado, por exemplo, o Parlamento e a Catedral de Westminster, em Londres, assim como igrejas, catedrais e escolas britânicas foram iluminadas de vermelho no âmbito da iniciativa local da AIS denominada “Red Wednesday”.

Mas, em anos anteriores, também a Fonte de Trevi, em Roma, a estátua de Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, a Basílica do Sagrado Coração, em Paris, ou a Catedral de Manila, já foram palco desta iniciativa da AIS, tendo sido também iluminados de vermelho, a cor que simboliza o sangue que ainda nos dias de hoje é derramado todos os dias por tantos cristãos em todo o mundo.

 Portugal, Itália, Síria e Iraque vão estar ligados numa grande iniciativa internacional da Ajuda à Igreja que Sofre em que alguns monumentos vão ser “pintados” da cor do sangue para se lembrar ao mundo a questão da liberdade religiosa e, muito concretamente, a perseguição aos cristãos.

 

No final da tarde de 24 de Fevereiro, num palco que vai ser erguido frente ao Coliseu de Roma, no Largo Gaetana Agnesi, deverão participar na iniciativa da Ajuda à Igreja que Sofre figuras tão relevantes da Igreja Católica e da sociedade europeia como o cardeal Mauro Piacenza, presidente internacional da AIS, o secretário-geral da conferência episcopal italiana, D. Nunzio Galantino, ou o presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani.

Por que se trata de um evento excepcional, a Fundação AIS convidou ainda para estarem presentes na capital italiana e darem o seu testemunho pessoal do que significa a perseguição religiosa nos seus países, Ashiq Masih e Eisham Ashiq, respectivamente, marido e uma das filhas de Ásia Bibi, a cristã paquistanesa que foi condenada à morte em 2009 por ter bebido um copo de água de um poço.

Acusada falsamente de blasfémia, Asia Bibi ainda hoje está na prisão e só um último recurso pendente na Justiça a poderá livrar da forca. Não menos dramática é a história de Rebecca Bitrus, a mulher nigeriana que foi capturada e mantida refém durante dois anos pelo grupo terrorista islâmico Boko Haram.

Durante esse período, Rebecca foi escravizada e violentada, tendo inclusivamente engravidado de um dos seus captores. O seu testemunho será seguramente um dos momentos mais significativos desta jornada de oração.

Da mesma forma, também em Mossul – que foi considerada como “a capital” do auto-proclamado “Estado Islâmico”, no Iraque; e em Alepo, classificada como a cidade mártir na guerra civil da Síria – guerra que, infelizmente, ainda não terminou –, haverá lugar para testemunhos, momentos de oração e comunhão espiritual.

Em Portugal, a Fundação AIS vai também associar-se a esta iniciativa, “pintando” de vermelho o Santuário Nacional do Cristo Rei, em Almada, na Diocese de Setúbal, reeditando-se assim o gesto realizado em Novembro de 2016, por altura da apresentação em Portugal do Relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo, que mobilizou então largas dezenas de pessoas.

Esta será uma forma de se lembrar também no nosso país o drama imenso da perseguição religiosa no mundo, através de um monumento tão icónico como o Santuário do Cristo Rei, que apesar de estar situado em Almada, na Diocese de Setúbal, está virado para a cidade de Lisboa, e é visto diariamente por milhares de pessoas. Tal como em Roma, Alepo ou Mossul, em Almada haverá um momento de oração do Terço pelos Cristãos Perseguidos, que deverá ter início pelas 16 horas.

 


Paulo Aido | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt


 

OBSERVATÓRIO: Portugal

 






comentarios
 
Nome:
Jose Antonio Veloso
Comentário:
Adiro com alegria cristã esta importante iniciativa para chamar a atenção para as perseguições dos cristãos e de todos os crentes de outras religiões que são perseguidos. Agradeço muito e vou difundir dentro da minhas possibilidades. Deo gratias Fundação AIS. P. Veloso
 
Nome:
Alice Pereira
Comentário:
Rezo sempre pelos perseguidos e pelas vítimas das guerras
 
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