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9-2-2018

Nigéria: Dezenas de mortos após ataques contra aldeias cristãs no centro do país


Pelo menos 75 pessoas foram mortas em consequência de uma série de ataques de pastores Fulani contra aldeias predominantemente cristãs no estado de Plateau, na região centro da Nigéria.

Os primeiros ataques ocorreram no passado dia 24 de Janeiro quando grupos de pastores Fulani emboscaram algumas localidades, nomeadamente Rafiki e Jebbu Bassa, provocando o pânico entre os seus habitantes, que fugiram para salvar as próprias vidas.

Mais de uma dezena de aldeias foram alvo da violência dos pastores nómadas, que se afirmam como uma das principais ameaças às comunidades cristãs na Nigéria.

Em consequência destes ataques, além dos 75 mortos, há ainda a registar mais de oito dezenas de casas incendiadas e a perda de muitos animais que eram também o sustento destas famílias.

Um líder cristão local, o reverendo Jacob Gidado, pediu ao governo nigeriano que tomasse medidas para a protecção eficaz das comunidades cristãs que têm sido ameaçadas não só pelos pastores Fulani como pelos terroristas islamitas do Boko Haram que procuram a instauração de um ‘califado’ na região norte do país.

Também o Bispo de Maiduguri tem reclamado uma maior intervenção por parte das autoridades na defesa das populações, nomeadamente das comunidades cristãs.

Situada no norte do país, a região de Maiduguri detém a dúbia distinção de ser uma das dioceses mais afectadas pela violência do grupo islamita Boko Haram, que iniciou precisamente aí o seu reino de terror em 2009.

Além dos milhares de mortos causados por centenas de ataques ao longo destes anos, os terroristas destruíram, só nesta diocese, 25 escolas e 3 hospitais geridos pela Igreja, além de terem profanado e danificado cerca de 200 igrejas e 3 mosteiros.

Agora, quando se esperava, em consequência das acções militares do exército nigeriano que tem sido apoiado por soldados dos Camarões e do Níger, que a violência terrorista tivesse abrandado, surge esta nova ameaça dos pastores Fulani que têm como alvo principal os agricultores cristãos.

No entanto, apesar de toda esta violência, os cristãos de Maiduguri continuam a revelar uma fé extraordinária.

Em declarações pelo telefone à Fundação AIS, D. Oliver Dashe Doeme, Bispo de Maiduguri, afirma que “é realmente incrível como, apesar de tudo, os cristãos continuam a assistir à missa e a participar nas actividades pastorais”. E acrescenta: “São atacados e até mortos por causa da sua fé e mesmo assim continuam a mostrar toda a sua devoção religiosa”.

A Igreja em Maiduguri está fortemente empenhada em cuidar de todas estas famílias que têm sido vítimas da violência anti-cristã. Nas preocupações de D. Oliver estão, principalmente, os cerca de 100 mil deslocados por causa do terror islamita, sublinhando que, entre eles, há muitas crianças órfãs.

“Alguns destes deslocados realmente não têm o suficiente para sobreviver”, reconhece o Bispo, salientando o compromisso da diocese em garantir “aos milhares de crianças órfãs, uma educação e um futuro melhor”.

Para conseguir levar a bom porto esta enorme acção de solidariedade, a Igreja nigeriana precisa muito de ajuda. Agradecendo o apoio generoso que os benfeitores da Fundação AIS têm dado à Igreja da Nigéria e, particularmente, à diocese de Maiduguri, D. Oliver Dashe Doeme sublinhou que essa ajuda é imprescindível: “Nunca poderemos agradecer o suficiente por tudo o que têm feito por nós. O apoio da AIS tem-nos permitido sobreviver, aguardando os tempos de paz para a nossa Igreja e o nosso país”.

PA| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt   


 

OBSERVATÓRIO: Nigéria

 






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