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26-2-2018

Portugal: Cristo Rei “pintado” de vermelho lembrou perseguição aos cristãos, numa jornada de oração que juntou ainda Braga, Roma, Mossul e Alepo


O monumento ao Cristo Rei, em Almada, e a Basílica dos Congregados, em Braga, estiveram “pintados” de vermelho no sábado passado para lembrar ao mundo a perseguição aos cristãos nos tempos actuais, numa iniciativa internacional da Fundação AIS que juntou ainda o Coliseu de Roma, a catedral maronita de Santo Elias, em Alepo, na Síria, e a igreja de São Paulo, em Mossul, no Iraque.

Com o objectivo de se “combater a indiferença” da sociedade perante o drama que tantas comunidades cristãs enfrentam nos seus países, a Fundação AIS convocou os cristãos em todo o mundo para uma jornada de oração e de sensibilização que mereceu o reconhecimento e o aplauso do Papa Francisco.

De facto, o Santo Padre recebeu em audiência privada o marido e uma filha de Asia Bibi, a cristã paquistanesa condenada à morte por blasfémia por ter bebido um copo de água de um poço, e Rebeca Bitrus, uma jovem cristã nigeriana vítima da crueldade do grupo terrorista Boko Haram, que protagonizaram, com os seus testemunhos, a jornada de oração que a Fundação AIS realizou em Roma.

Alessandro Monteduro, director da AIS Itália, com o Papa FranciscoFalando ao presidente do secretariado italiano da Ajuda à Igreja que Sofre, o Papa Francisco agradeceu o trabalho que a fundação pontifícia tem feito em favor dos cristãos perseguidos no mundo. “Obrigado pelo vosso trabalho... fazeis bem!”

A audiência ocorreu na manhã de sábado, dia 24, e o Santo Padre não teve dúvidas em afirmar que tanto Rebeca como Asia Bibi “são duas mártires”. A própria Santa Sé referiu-se a este encontro, afirmando que “o Papa quis expressamente rezar por Asia Bibi e pelas mulheres ainda hoje prisioneiras de Boko Haram”.

Segundo o Vatican News, o Papa, assegurou a Eisham, a filha de Asia Bibi, que tem presente a situação trágica em que se encontra a sua mãe que aguarda, na prisão, a decisão do Supremo Tribunal de Justiça. Se os juízes confirmarem a sentença, ela será enforcada. “Penso muito na sua mãe e rezo por ela”, disse o Papa a Eisham que abraçou então o pontífice. “Antes de partir – rumo a Itália, disse a jovem – estive com a minha mãe e ela pediu-me para lhe dar um beijo.” Por sua vez, Ashiq, o marido de Asia Bibi, pediu ao Santo Padre para rezar pela sua mulher “e por todos os cristãos perseguidos”.

O encontro do Papa com Ashiq, Eisham e Rebeca, só por si, foi entendido por diversos meios de comunicação social, como por exemplo o site de notícias cruxnow.com, como um “poderoso testemunho” da preocupação do Santo Padre e da Igreja Católica “em relação aos cristãos perseguidos no mundo”.

Horas mais tarde, os testemunhos de Rebeca Bitrus, do marido e da filha de Asia Bibi foram o elemento central da jornada de oração que se realizou junto ao Coliseu de Roma que iria ficar também totalmente iluminado de vermelho lembrando o sangue dos mártires cristãos de todos os tempos.

“Tinha 9 anos quando a minha mãe perdeu a liberdade e a última lembrança dela é terrível. É de quando foi arrastada pelas ruas, como um cão, e a sangrar, apenas por acreditar em Jesus.” As palavras de Eisham Asqiq, a filha de Asia Bibi, não deixaram ninguém indiferente, tal como o testemunho do seu pai, ou o de Rebeca, a jovem cristã que caiu nas malhas do Boko Haram, tenebroso grupo terroristas que pretende a criação de um ‘califado’ na Nigéria e que tem ameaçado profundamente a comunidade cristã neste país africano.

Mas não seriam apenas eles a marcarem presença no palco que se ergueu frente ao Coliseu, em Roma, no Largo Gaetana Agnesi. Também diversas personalidades não só da Igreja católica mas também da sociedade europeia deram o seu contributo no que foi seguramente o epicentro de toda esta grande jornada internacional de oração promovida pela Fundação AIS.

Entre essas personalidades, destaque para o secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, o cardeal Mauro Piacenza, presidente internacional da AIS, o secretário-geral da conferência episcopal italiana, D. Nunzio Galantino, e ainda o presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani.

Todos eles se referiram ao drama da perseguição religiosa que se tem abatido com uma intensidade espantosa sobre comunidades cristãs um pouco por todo o mundo, assim como denunciaram a indiferença da sociedade que não agindo em favor das minorias religiosas torna-se cúmplice de todos os atropelos, de toda a violência.

Uma cumplicidade que importa derrotar. Antonio Tajani, presidente do Parlamento Europeu, numa das intervenções politicamente mais significativas, fez um desafio directo às Nações Unidas: “Gostaríamos que as Nações Unidas tenham a coragem já manifestada pelo Parlamento Europeu e venham a classificar como ‘genocídio’ a perseguição aos cristãos” no mundo nos tempos actuais.

Sensivelmente à mesma hora, também em Portugal se rezou pelos cristãos perseguidos não só no Santuário do Cristo Rei, em Almada, mas também na Basílica dos Congregados, em Braga, e em muitas outras paróquias e movimentos que abraçaram também esta grande iniciativa internacional da Fundação AIS.

Em Almada, perante mais de uma centena de pessoas que encheram a igreja do Santuário, o padre José Carlos Vieira lembrou que “o sangue dos nossos irmãos martirizados e perseguidos é o sangue de Cristo que continua a ser derramado na Terra”, situação que nos deve interpelar a todos. “Conseguimos ouvir o choro de Deus? Conseguimos pesar e valorizar as lágrimas do nosso Pai?” – perguntou o sacerdote.

Já no final da homilia, o capelão do Santuário voltou a referir-se ao sofrimento dos cristãos perseguidos por causa da fé e à solidariedade activa que lhes devemos oferecer. “Quando hoje à noite contemplarmos o santuário de vermelho, saibamos duas coisas: que esse vermelho é o sinal eloquente do sangue dos nossos irmãos, das suas lágrimas, das suas dores e dos seus sofrimentos. Mas é também o sinal do nosso amor. Um amor que é mais forte do que a morte, um amor que é mais forte do que as guerras, um amor que é mais forte do que a violência.”

A jornada de oração em Almada terminaria com uma breve intervenção da directora de Fundação AIS em Portugal. Catarina Martins pediu a mobilização de todos para se “combater a indiferença com que a sociedade olha”, tantas vezes, para “o drama dos cristãos perseguidos”. Eles “não podem ser esquecidos”, afirmou.

Também a Basílica dos Congregados, em Braga, se iluminou de vermelho, unindo-se a esta iniciativa da Fundação AIS. Como fez questão de sublinhar D. Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga, com esta participação procurou-se “chamar a atenção da opinião pública nacional para a violação dos princípios básicos da liberdade religiosa e das suas vítimas”.

Lembrando que “este rio de sangue que nos chega do oriente não nos pode deixar indiferentes”, o prelado deixou um apelo aos fiéis da arquidiocese e às pessoas de boa vontade para agirem em favor dos cristãos perseguidos através da “força da oração perseverante e intensa”.

Paulo Aido | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

 

OBSERVATÓRIO: Portugal

 






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