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1-3-2018

Paquistão: União Europeia ameaça não renovar acordo comercial com Islamabad, se o país não libertar Asia Bibi


A União Europeia fez saber que a renovação do acordo comercial com o Paquistão poderá estar dependente da libertação de Asia Bibi, a cristã condenada à morte por blasfémia e que se encontra na prisão apenas a aguardar um último recurso na justiça.

Ján Figel, que é o enviado especial da EU para a promoção da liberdade religiosa, fez saber a Islamabad que a renovação dos acordos comerciais privilegiados que estão em vigor entre a União Europeia e o Paquistão estão dependentes da forma como a justiça deste país vai lidar com o caso de Asia Bibi.

O Paquistão goza, actualmente, de um estatuto que lhe dá direito a um sistema generalizado de preferências para as trocas comerciais com a União Europeia que, na prática, se traduz na isenção de direitos (duty-free) no acesso ao mercado comunitário.

Este estatuto tem sido considerado como sendo uma “prioridade” na política de desenvolvimento do Paquistão, pelo que a cessação do estatuto preferencial nas relações comerciais com os países da União Europeia pode significar um rude golpe nessa estratégia.

Ján Figel, de 58 anos, enviado especial da União Europeia para a promoção da liberdade religiosa, é um político eslovaco, pertence ao Movimento Democrata Cristão e manifestou também o seu apoio à jornada de oração e de sensibilização da Fundação AIS, realizada a nível internacional na semana passada em apoio aos Cristãos perseguidos no mundo e que levou até Roma o marido e uma das filhas de Asia Bibi – que tiveram, aliás, uma audiência privada com o Santo Padre.

Figel sublinhou, falando da importância da iniciativa da Fundação AIS, que é fundamental combater-se a indiferença com que o mundo, tantas vezes, encara as questões da liberdade religiosa. “Infelizmente – afirmou –, os meios de comunicação social e os políticos não prestam a atenção suficiente a esta situação. Este silêncio e indiferença só podem ajudar aqueles que cometem esses crimes e discriminam ainda mais as vítimas.”

A posição da União Europeia sobre o acordo comercial com Islamabad ocorre poucas semanas depois de os Estados Unidos terem incluído também o Paquistão na lista de países “em observação especial por causa das graves violações à liberdade religiosa”.

Tal como a Fundação AIS então revelou, a decisão do Departamento de Estado dos EUA, no âmbito da chamada Lei de Liberdade Religiosa Internacional, coloca o Paquistão na mesma lista em que se encontram países como a China, Eritreia, Irão, Burma, Coreia do Norte, Sudão, Arábia Saudita, Tajiquistão, Turquemenistão e Uzbequistão.

A questão mais relevante que terá levado as autoridades norte-americanas a incluírem o Paquistão na lista destes países que não respeitam a liberdade religiosa, prende-se precisamente com a chamada “Lei da Blasfémia”.

D. Sebastian Shaw, Arcebispo de Lahore, esteve recentemente em Portugal e foi questionado pela Fundação AIS sobre as consequências para a comunidade cristã desta decisão de Washington.

“Não quero dizer que é bom ou não” – respondeu o prelado. “Depende de como a pressão foi avaliada. Não acho que seja contra os Cristãos. Quando os EUA colocaram aquela condição ou puseram o Paquistão naquela lista, talvez tivessem alguma razão, talvez tenham estudado algo. Não sei qual a razão, mas sei que colocaram o Paquistão na lista”, disse D. Sebastian Shaw.

PA| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt   


 

OBSERVATÓRIO: Paquistão

 






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