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6-3-2018

Iraque: Fundação AIS e ONU têm reunião ao mais alto nível para o apoio aos Cristãos da Planície de Nínive


A importância do trabalho desenvolvido até agora pela Fundação AIS junto dos Cristãos iraquianos vítimas da violência jihadista e a necessidade de um esforço coordenado com as Nações Unidas para uma maior eficácia desse trabalho humanitário foram as principais conclusões da reunião que juntou, em Nova Iorque, o secretário-geral internacional da AIS, Philipp Ozores, e o representante do secretário-geral da ONU para o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, Mourad Wahba.

O objectivo da reunião era informar a ONU sobre a situação em que se encontram actualmente os cerca de 95 mil cristãos que viviam na Planície de Nínive e que foram forçados a fugir para o norte do país, em consequência da invasão, em 2014, da região pelo ISIS, o auto-proclamado “Estado Islâmico”.

Nesse encontro, em que além da Fundação AIS estiveram também representantes dos Cavaleiros de Colombo, as Nações Unidas foram informadas dos principais desafios que se colocam hoje em dia aos cristãos que desejam regressar a suas casas e da importância de haver uma resposta coordenada a nível internacional a fim de se salvaguardar a própria sobrevivência da comunidade.

 “A ONU – afirmou Mourad Wahba, que depende directamente do secretário-geral das ONU, António Guterres – reconhece a necessidade de uma maior colaboração para se conseguir estabilizar a Planície de Nínive, e reconhece também a necessidade de se apoiar a diversidade religiosa da região, pois isso significará também uma futura defesa diante de uma eventual nova ameaça do ISIS.”

Para a Fundação AIS, que é seguramente uma das organizações que mais tem ajudado os cristãos no norte do Iraque – com cerca de 31 milhões de euros desde a invasão do ISIS em 2014 –, é muito importante poder contar finalmente com o apoio das Nações Unidas nesta missão de carácter humanitário tão relevante no Iraque.

Uma missão que só terminará quando todos os cristãos poderem regressar a casa refazendo, na medida do possível, as condições de vida que possuíam antes da invasão terrorista.

No encontro em Nova Iorque, o representante do secretário-geral da ONU destacou a importância de o esforço humanitário em curso no Iraque, em favor das minorias religiosas, poder beneficiar de “uma maior cooperação entre os sectores público e privado”.

O secretário-geral da Fundação AIS manifestou, por sua vez, a “satisfação” por este entendimento por parte dos responsáveis máximos da ONU. “Acolhemos com satisfação o crescente envolvimento institucional para pôr fim urgentemente ao drama dos cristãos de Nínive”, afirmou Philipp Ozores, sublinhando que, durante demasiado tempo, a ajuda prestada foi apenas da responsabilidade de doadores privados.

O apoio prestado pela Fundação AIS permitiu, até agora, que cerca de 35% das famílias cristãs já regressassem às suas localidades de origem. No entanto, é ainda imenso o que há para fazer ao nível da reconstrução de casas e de outras infra-estruturas.

Por isso, a Fundação AIS decidiu avançou com uma nova contribuição de 5 milhões de dólares que serão destinados à reabilitação ou reconstrução de 2 mil habitações das cerca de 13 mil destruídas ou gravemente danificadas pelos jihadistas.

Ozores deslocou-se à sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, logo após a jornada de oração, em Roma, no sábado, dia 24, em que se iluminou de vermelho o Coliseu para se chamar a atenção para a perseguição contra os cristãos no mundo, iniciativa que ocorreu também em Portugal com o Santuário do Cristo Rei, em Almada, e a Basílica dos Congregados, em Braga, a “vestirem-se” também de vermelho, a cor do sangue dos mártires cristãos.

Além de Philipp Ozores, a Fundação AIS fez-se representar nesta reunião por Mark von Riedemann, director de Comunicação Internacional da AIS, e o Padre Andrzej Halemba, coordenador dos projectos da AIS no Médio Oriente.

PA| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt   


 

OBSERVATÓRIO: Iraque

 






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