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8-3-2018

Iraque: Sacerdote avisa para consequências graves se reconstrução das casas dos cristãos na Planície de Nínive se atrasar


A reconstrução das casas dos cristãos na Planície de Nínive, no Iraque, é essencial para se assegurar a permanência desta comunidade religiosa na região. Os riscos de essas habitações poderem vir a ser ocupadas por muçulmanos, caso as obras não avancem com a celeridade necessária, é grande e isso, a acontecer, poderá fazer perigar a histórica presença cristã nestas terras bíblicas.

O alerta é do Padre Salar Kajo, representante da Igreja Católica Caldeia no Comité de Reconstrução de Nínive. O regresso dos cristãos a suas casas, na Planície de Nínive, é uma verdadeira “corrida contra o tempo”.

O Padre Kajo, que se encontra em Madrid, a convite do secretariado local da Fundação AIS, concedeu uma entrevista ao jornal diário ‘ABC’ onde fez um ponto de situação preocupante sobre o processo de reconstrução dos aldeamentos cristãos – projecto em que a Fundação AIS participa desde a primeira hora.

Segundo este sacerdote, não há tempo a perder nesta operação, pois, se houver atrasos, as casas dos cristãos “serão ocupadas por muçulmanos”.

Na referida entrevista, o Padre Kajo, que nasceu em Alqosh, em 1982, acusa as autoridades do seu país de terem negligenciado o apoio aos cristãos, que são uma das mais expressivas minorias religiosas no Iraque.

Para o Padre Salar Kajo, tanto “o governo iraquiano” como “as autoridades curdas abandonaram os cristãos”. Por isso, reafirma a necessidade de o regresso a casa das famílias cristãs vir a ocorrer o mais depressa possível.

Prova do esquecimento a que estão votadas as comunidades cristãs é o facto, sublinha o Padre Kajo, de que “no último ano”, não terem recebido “uma única visita de um parlamentar ou representante do governo iraquiano”.

Neste contexto marcado pela incerteza, o regresso à Planície de Nínive é mais do que o simples regresso a casa depois da ocupação da região, em 2014, pelos jihadistas do Daesh, o auto-proclamado “Estado Islâmico”.

O Regresso à Planície de Nínive dos cristãos é uma afirmação de identidade cultural de uma comunidade religiosa que se confunde com a própria história do país.

Como sublinha o Padre Salar Kajo, “a origem do Iraque é cristã”. “Essas terras têm uma história cristã. A presença de cristãos no Médio Oriente é também muito importante por causa do seu papel na construção da paz. Eles são um exemplo de perdão, paz e caridade.”

A presença cristã no Iraque é essencial também, afirmou ainda o padre Kajo nesta entrevista ao jornal ‘ABC’, para a construção de um Iraque pacificado. “Não nos sentimos como uma minoria, mas sim como missionários no nosso país.”

Talvez por causa disso, por causa das iniciativas de reconciliação que estão a ser promovidas também pela Igreja católica, a verdade é que se registam cada vez mais conversões de jovens muçulmanos que descobrem no cristianismo uma religião de tolerância e de paz.

Para o Padre Kajo, nada acontece por acaso: “Isso é sinal de que Deus se manifestou no meio deste drama, para que muitas pessoas conheçam Jesus”.

PA| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt   


 

OBSERVATÓRIO: Iraque

 






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