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13-3-2018

Iraque: Candidatura ao Prémio Nobel da Paz de D. Louis Sako está a unir cristãos e muçulmanos


D. Louis Sako, Patriarca da Igreja Católica Caldeia e grande amigo dos portugueses, é candidato ao Prémio Nobel da Paz deste ano.

A candidatura, que foi apresentada no final de Janeiro pela Associação Católica “L'Oeuvre d'Orient”, foi já aceite pelo comité norueguês que preside à atribuição deste galardão.

Apesar de ter sido uma associação católica a avançar com a indicação do Patriarca Sako, tem havido um extraordinário consenso na sociedade iraquiana sobre a importância desta candidatura ao Nobel, mesmo entre a comunidade muçulmana.

Numa primeira reacção à decisão do comité norueguês, D. Louis Sako reconheceu que a candidatura ajuda a “manter a atenção” do mundo “sobre o povo iraquiano e a comunidade cristã” e a superar a “marginalização e a indiferença” em relação às minorias religiosas no país.

O apoio dos iraquianos é “importante”, reconhece o Patriarca, acrescentando que representa um “sinal de proximidade” e abre “as portas ao progresso e à democracia”.

Para o antigo Arcebispo de Kirkuk, o facto de o seu nome ter sido lançado na ‘corrida’ ao Nobel da Paz é um “reconhecimento” também do papel de todos os cristãos no Iraque e no Médio Oriente.

Em declarações ao ‘site’ AsiaNews, D. Sako refere que receber o prémio “não é importante”, pois o que conta “é o valor simbólico do gesto”, para o povo iraquiano, a comunidade cristã e o futuro do país.

Ser nomeado para o prémio Nobel da paz de 2018 “representa”, diz ainda o prelado, “um contributo extraordinário para se superar a marginalização e a indiferença” que os cristãos e outras minorias têm experimentado no Iraque.

A candidatura de D. Louis Sako ao prestigiado Prémio Nobel da Paz tem vindo a granjear apoio entre personalidades religiosas, intelectuais e membros da sociedade civil, tanto no Iraque como em todo o mundo, pelo seu trabalho a favor da convivência pacífica entre religiões e pela reconciliação, tarefas consideradas como essenciais num país ainda marcado por grande violência, conflitos regionais e divisões sectárias.

D. Louis Sako, Patriarca da Igreja Caldeia, já esteve em Portugal, em Novembro de 2011 a convite da Fundação AIS, e, desde então, tem revelado uma profunda amizade para com o povo português e os benfeitores e amigos da Ajuda à Igreja que Sofre.

Ainda recentemente, a propósito da grande jornada de oração em Fevereiro, promovida pela AIS, em que diversas igrejas e monumentos em todo o mundo se iluminaram de vermelho, a cor do sangue dos mártires cristãos – como foi o caso do Coliseu em Roma, de igrejas na Síria e no Iraque, e da Basílica dos Congregados, em Braga, e do Santuário do Cristo Rei, em Almada – D. Sako agradeceu a generosidade dos benfeitores portugueses para com a igreja mártir do seu país.

“Quero reafirmar o meu agradecimento especial a todos os benfeitores da Fundação AIS em Portugal e a todas as pessoas de boa vontade que nos têm permitido reconstruir as casas de milhares de Cristãos”, afirmou D. Sako, pedindo a todos para “continuarem a ajudar porque é preciso continuar a reconstrução do Iraque”.

Nascido em Zakho, no norte do Iraque, a 4 de Julho de 1948, D. Louis Sako tem-se notabilizado não só na defesa das comunidades cristãs como na luta contra a intolerância religiosa. Essas posições já lhe valeram a atribuição de diversos prémios internacionais como, por exemplo, o Defensor Fidei, em 2008, o International Pax Christi Award, em 2010, e o Prémio pelos Direitos Humanos da Fundação Stephanus, Alemanha, em 2011.


Paulo Aido | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt


 

OBSERVATÓRIO: Iraque

 






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