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1-3-2018

ÍNDIA - AMAR OS INVISÍVEIS - RESSURREIÇÃO


(Vídeo) Ressrreição: Descobrir o Amor »

 

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Swetha aparenta ter 30 anos. Não conseguiu dizer-nos a sua idade pois os 'dalit' raramente têm documentos. Toda a sua vida tem sido um verdadeiro inferno. Toda a sua vida tem sido um verdadeiro inferno. Mesmo quando casou. Mesmo quando nasceram as suas três filhas. Até aí ela teve pouca sorte, pois o seu marido desejava ter filhos homens. Correu tudo mal na história da sua vida.

 

O casamento tornou-se um calvário e os gestos de carinho com que tinha sonhado, mas que nunca aconteceram, transformaram-se em violência. Swetha perdeu a conta às vezes em que, encostada a um canto da casa, em lágrimas, lamentou a sua história, lamentou até ter nascido.

 

Espancada

 

“Um dia, quando me preparava para ir à igreja, o meu marido chegou a casa e bateu-me várias vezes com uma barra de ferro.” O marido bateu-lhe violentamente, pois proibira Swetha de ir à igreja. Antes disso, já lhe tinha rasgado a Bíblia, como se, com esse gesto, desse uma resposta às outras pessoas da aldeia que murmuravam pelo facto de ela ir sozinha à igreja, aos domingos, em vez de estar a trabalhar, como lhe competia, para o marido e as filhas. Para mais, sendo uma ‘dalit’, o que estaria a fazer numa igreja? O marido de Swetha disse-lhe, aos gritos, nesse dia em que rasgou as páginas da Bíblia, que “Jesus não ficaria” mais naquela casa. Mas Swetha estava determinada. Se lhe tirassem a Bíblia, se lhe tirassem a igreja, se lhe tirassem a certeza da presença de Jesus, ficaria sem nada. Ela que já tinha tão pouco… E disse, para consigo, que nada iria mudar. Fosse qual fosse o preço que tivesse de pagar por isso. “Enquanto viver, haverá uma Bíblia em minha casa…” 

 

A mudança

 

Quando o marido lhe bateu várias vezes com a barra de ferro, Swetha não sentiu medo. Ela própria se espantou com isso. Que estaria a acontecer? “Senti que Jesus estava comigo, que me protegeu do mal. Isso encheu-me de alegria.” Desde aquele momento, Swetha passou a rezar todos os dias pelo seu marido, implorando a ajuda de Deus. “O meu marido não sabia o que significava ser marido e eu não sabia o que significava ser esposa. Não sabíamos o que era o amor.” Swetha conseguiu falar com o pároco e explicou tudo o que se tinha passado. E, mais uma vez, algo de inesperado aconteceu. O marido não só não lhe voltou a bater como até aceitou ir com ela à igreja, ao centro pastoral, e concordou em fazer um pequeno curso para casais. “Aí aprendemos que o casamento é uma relação sagrada entre três partes: marido, mulher e Deus. Estas aulas transformaram o meu marido e salvaram o nosso casamento.”

 

O trabalho da Igreja

 

A história de Swetha é exemplo do trabalho que a Igreja está a fazer junto das comunidades mais pobres e discriminadas na Índia. Um pouco por toda a Índia, a Fundação AIS apoia as chamadas “Pequenas Comunidades Cristãs”. Em torno da Igreja, do pároco, do catequista ou das irmãs, procura-se sempre reunir pequenos grupos de pessoas para momentos de oração, mas também para a partilha de problemas, de dificuldades e de desafios. Em resultado destas pequenas comunidades em torno da Igreja, milhões de “dalits”, de invisíveis, passaram a ter voz, descobriram que não são inferiores a ninguém e passaram a ter consciência dos seus direitos, de que são também filhos de Deus. A sociedade indiana está dividida num complexo sistema de castas que sempre ignorou os “dalits”. A Igreja tem feito, com o apoio da Fundação AIS, uma verdadeira revolução. Adoptou os “dalits” e abraçou-os. E em casa de Swetha não só não há mais nenhuma Bíblia rasgada, como ela já não vai sozinha à Missa aos domingos…

 

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NA ÍNDIA, HÁ 240 MILHÕES DE PESSOAS QUE NÃO EXISTEM! 

 

Não têm direitos, levam uma vida miserável. São invisíveis aos olhos da sociedade. São os “intocáveis”, os ‘dalits’. Estão na base do complexo sistema de castas. Sessenta por cento dos cristãos da Índia são ‘dalits’…

 

A crescente intolerância religiosa na Índia afecta milhões de cristãos. Os mais pobres de todos, particularmente os 'dalits' e os povos tribais, descobrem o Cristianismo como uma religião que os liberta do seu isolamento na sociedade e os ajuda a crescer em dignidade como irmãos em Deus. A experiência de um Deus misericordioso revela-lhes uma nova dimensão de vida. Contudo, para eles, abraçar o Cristianismo conduz, muitas vezes, a mais exclusão e perseguição. Para as mulheres a situação é ainda mais dramática porque são discriminadas três vezes: primeiro por nascerem mulheres, segundo por serem ‘dalit’ e  terceiro por serem cristãs!

 

Nesta Quaresma os Cristãos na Índia pedem-nos ajuda! Por favor, não fique indiferente!

 

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